Destaques
Mato Grosso registra queda de 2% nas vendas de veículos em 2017
“2018 é o ano da confiança“
Os emplacamentos de veículos zero quilômetro em Mato Grosso recuaram 2,16% em 2017 no comparativo com 2016. O resultado é o oposto do crescimento de 1,33% verificado no Brasil. O saldo no estado é impactado pela greve do Detran, incertezas econômicas no agronegócio, achatamento do poder de compra pelo consumidores, além de restrição ao crédito.
Os números são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores – Regional Mato Grosso (Fenabrave/MT). Em 2017 foram emplacados no estado 73.486 veículos, volume abaixo dos 75.108 verificados nos 12 meses de 2016.
O diretor da Fenabrave/MT–Regional Mato Grosso, Paulo Boscolo, destaca que o setor de automóveis é o que mais chama a atenção por ter apresentado um crescimento de 9,36% em 2017 no Brasil comparado a 2016, enquanto em Mato Grosso foi zero. De acordo os números divulgados pela Fenabrave/MT, no ano de 2017 Mato Grosso emplacou 26.903 veículos 0 Km, enquanto no ano anterior haviam sido 27.113 unidades.
Se em janeiro de 2017 a palavra de ordem era “esperança“, em 2018 é “confiança“. “Sabemos que o primeiro trimestre do ano é fraco, mas a projeção é de retomada“, afirma Paulo Boscolo.
No segmento de comerciais leves os emplacamentos em 2017 somaram 10.123 unidades, 2,10% acima das 9.915 unidades de 2016. No setor de caminhões houve um salto de 59,36%, de 1.196 caminhões em 2016 para 1.906 unidades em 2017.
Os emplacamentos de ônibus recuaram 41,48%, de 176 para 103 unidades de um ano para o outro. Já no segmento de motos a retração foi de 8,27%. Em 2017 foram emplacadas em Mato Grosso 30.653 motos contra as 33.416 unidades verificadas em 2016.
Para o setor de implementos rodoviários 2017 foi um ano de recuperação com um incremento de 41,42%, atingindo 1.731 unidades.
Dezembro
Apesar do resultado final em 2017 ter sido negativo, o mês de dezembro apresentou saldo positivo no comparativo a novembro, com alta de 5,01% nos emplacamentos, e de dezembro de 2016, com aumento de 12,97%. Ao todo 7.629 veículos 0 Km foram emplacados no estado no último mês de 2017.
No setor de automóveis foram 2.723 unidades, alta de 3,85% ante novembro e de 0,11% a dezembro de 2016. No segmento de comerciais leves foi de 1.168 veículos emplacados, um crescimento de 16,22% em relação a novembro e de R$ 12,96% a dezembro do ano anterior.
Segundo os números da Fenabrave/MT, o segmento de caminhões registrou 307 emplacamentos em dezembro de 2017. O volume significa uma alta de 87,20% frente a novembro e de 274,39% a dezembro de 2016 quando apenas 82 caminhões haviam sido emplacados no estado.
O segmento de motos registrou o emplacamento de 3.047 unidades, queda de 1,84% ante novembro. Entretanto, ao se comparar com dezembro de 2016 houve uma alta de 13,61%.
Destaques
Governo prevê conclusão do “BRT Metropolitano” para dezembro de 2026
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (SINFRA/MT), Marcelo Oliveira, juntamente com a equipe técnica da pasta, anunciou formalmente que as obras do sistema de trânsito rápido por ônibus (Bus Rapid Transit – BRT), no trecho que interliga a Avenida do CPA, em Cuiabá, ao Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, serão integralmente concluídas até o fim de dezembro de 2026. A declaração solene ocorreu na tarde desta segunda-feira (13), durante uma concorrida Audiência Pública realizada no auditório principal da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT).
O pronunciamento governamental detalhou as profundas alterações estruturais planejadas para as 77 estações de passageiros, o cronograma atualizado de execução física das frentes de trabalho e as estratégias para a futura implantação do corredor viário da Avenida Fernando Corrêa da Costa. Diante de parlamentares, lideranças comunitárias e jornalistas, os gestores estaduais também expuseram o planejamento para a aquisição imediata da frota de ônibus elétricos, além de justificar as medidas administrativas severas adotadas pelo Poder Executivo após a rescisão unilateral do contrato com o consórcio construtor originalmente contratado para a execução do empreendimento metropolitano.
A consolidação financeira do novo modal de transporte coletivo urbano recebeu um importante incremento com a confirmação de que a venda dos antigos trens e o leilão dos trilhos e materiais remanescentes do extinto projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) reverterão mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos do Estado. Ao defender a viabilidade econômica da transição tecnológica, o secretário Marcelo Oliveira rebateu as críticas recorrentes acerca dos atrasos no cronograma e enfatizou que as equipes de engenharia enfrentaram um cenário complexo de expansão urbana e de adensamento populacional acelerado na Grande Cuiabá entre os anos de 2012 e 2024.

O principal fator que determinou a paralisação temporária das obras e a consequente dilação do prazo de entrega foi o reiterado descumprimento de cláusulas editalícias por parte da primeira concessionária licitada, situação que forçou o Estado a aplicar multas contratuais e a reformular integralmente o modelo operacional. O gestor da pasta de infraestrutura revelou ainda que a ingerência política e os entraves burocráticos criados pela administração municipal anterior de Várzea Grande prejudicaram sensivelmente o andamento dos serviços de pavimentação rígida na região limítrofe, prolongando o desgaste logístico sofrido pelos comerciantes e motoristas locais.
Paralelamente às intervenções em andamento no primeiro eixo de mobilidade, a implantação do corredor estrutural da Avenida Fernando Corrêa da Costa encontra-se em fase de planejamento, com o processo licitatório ainda pendente de publicação oficial no Diário Oficial do Estado. O secretário-adjunto de Obras da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Isac Nascimento, esclareceu que não há dotação orçamentária empenhada para este trecho específico no presente exercício financeiro, estimando o início efetivo das obras de terraplenagem e drenagem profunda apenas para o primeiro semestre do próximo ano.
O traçado completo do sistema de transporte rápido abrangerá uma extensão linear de 15 quilômetros no trecho principal que conecta as duas maiores cidades do estado, somando-se a outros sete quilômetros projetados para o futuro ramal da região sul de Cuiabá. Para garantir o atendimento eficiente de milhares de usuários diários que dependem do transporte público interestadual, a administração estadual confirmou a aquisição de uma frota inicial composta por 25 modernos ônibus elétricos de alta capacidade, cujos processos de compra direta encontram-se em fase de instrução documental e análise jurídica nos órgãos de controle interno da Sinfra.

As modificações técnicas implementadas no projeto básico das estações visam aumentar a durabilidade do patrimônio público e garantir o conforto térmico dos passageiros em uma região de clima caracteristicamente quente. Nascimento pontuou que o aprimoramento estrutural consistiu na substituição dos aparelhos de ar-condicionado domésticos por eficientes sistemas de climatização industrial, além da instalação de painéis de vidro temperado com tecnologia antivandalismo e de estruturas metálicas de alta resistência contra intempéries climáticas.
O planejamento logístico inicial concebido para o Lote 1, que compreende a ligação expressa entre os terminais de Várzea Grande e do CPA, previa originalmente uma execução célere de apenas seis meses, baseada na abertura simultânea de sete frentes de trabalho intensivo ao longo do leito viário. A estratégia de engenharia englobava intervenções complexas no subsolo e na superfície das principais vias expressas, concentrando o maquinário pesado no quadrante situado entre o Viaduto da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e a histórica Ponte Júlio Müller.
No entanto, a viabilidade prática desse modelo de intervenção simultânea mostrou-se inviável logo após o início das primeiras escavações, quando o estrangulamento do fluxo de veículos gerou severos congestionamentos e forte descontentamento popular. A equipe técnica da Sinfra avaliou que a manutenção do cronograma agressivo original resultaria em um colapso completo da mobilidade urbana intermunicipal, forçando a adoção de um modelo operacional mais flexível e seguro para os cidadãos.
A execução das obras de engenharia civil passou a ocorrer de forma cadenciada e gradual, sob constante monitoramento e em estreito alinhamento operacional com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) de Cuiabá. De acordo com o secretário-adjunto, essa sinergia administrativa permite o planejamento detalhado de desvios no tráfego e de interdições parciais de faixas de rolamento, mitigando os impactos cotidianos e harmonizando o avanço do BRT com as demais obras de saneamento básico conduzidas pelas concessionárias de serviços públicos na capital.
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