COMPRA E VENDA ILEGAL DE OURO
4ª fase da “Operação Papagaio de Ouro” da Polícia Federal
A Polícia Federal vem realizando Operações para combater a comercialização ilegal de ouro, proveniente de garimpos clandestinos. A legislação brasileira prevê que a compra de ouro somente pode ser realizada por instituições credenciadas pelo Banco Central do Brasil e desde que tenha sido extraído por pessoas autorizadas pela Agência Nacional de Mineração.
A Lei 12.844/2013, que regula a compra, venda e o transporte do ouro no país, afirma que a venda do metal acontece a partir da boa fé do vendedor isentando, desta forma, qualquer responsabilidade dos compradores. Além disso, a informação sobre a origem do ouro é autodeclaratória (pelo vendedor), no momento do preenchimento da nota fiscal, o que torna o esquema fácil de ser fraudado.
Pelo menos 49 toneladas de ouro ilegal do país foram “esquentadas” de 2019 a 2020, ou seja, tiveram sua origem acobertada e foram introduzidas no comércio como produto legal. Inquéritos da Polícia Federal revelam como funciona o esquema de lavagem do metal, que inclui atravessadores, lucrativas empresas do setor financeiro e marcas internacionais. Legislação protege compradores, o que dificulta o combate ao garimpo ilegal.

“Operação Ouro Sujo”
Em fevereiro deste ano, a Polícia Federal deflagrou na “Operação Ouro Sujo“, nas cidades de Pontes e Lacerda e Vila Bela de Santíssima Trindade no Estado de Mato Grosso. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária, expedidos pela 5ª Vara Federal de Cuiabá.
O grupo investigado realizou movimentações financeiras suspeitas que atingiram o montante de cem milhões de reais em menos de cinco anos. Em um dos casos, o investigado utilizou as contas bancárias de sua filha de nove anos de idade, para movimentar quase R$ 10 milhões de reais em dois anos.
A Polícia Federal buscava arrecadar provas para aprofundar a investigação e apreender o patrimônio adquirido por meio do crime. A Justiça Federal também determinou o sequestro de imóveis e veículos, bloqueio de contas bancárias e até a suspensão das atividades de uma empresa que estaria atuando como se fosse uma instituição financeira clandestina em Pontes e Lacerda no Mato Grosso.
O nome “Operação Ouro Sujo“ é referência a clandestinidade da extração e comercialização do ouro.
“Operação Papagaio de Ouro” – Fase 3
A Polícia Federal, também deflagrou em Março deste ano, a terceira fase da “Operação Papagaio de Ouro“. Cerca de sessenta Policiais Federais cumpriram treze mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária, na capital do Estado e nos municípios de Várzea Grande, Pontes e Lacerda e Peixoto de Azevedo. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Federal de Cáceres/MT.
Essa investigação é desdobramento da “Operação Papagaio de Ouro“ que foi deflagrada em 2020 e prendeu os responsáveis por um garimpo clandestino em Nova Lacerda no Estado de Mato Grosso, havendo suspeitas que tenham extraído e comercializado mais de uma tonelada de ouro de forma ilícita.
A terceira fase mira os responsáveis por adquirir ilegalmente o minério extraído desse garimpo. As investigações principiadas pela Polícia Federal apontam que o ouro ilegal seria “esquentado” através da mistura com o de procedência legal, dificultando o rastreio de sua origem.

“Operação Papagaio de Ouro” – Fase 4
Dando continuidade nas Operações, nesta terça-feira (24), a Polícia Federal deflagrou a quarta fase da “Operação Papagaio de Ouro“, com o objetivo de coibir a comercialização ilegal de ouro na região de Pontes e Lacerda e Peixoto de Azevedo em Mato Grosso.
Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, expedidos pela Segunda Vara da Justiça Federal em Cáceres/MT.
A investigação envolve a compra de ouro proveniente de garimpos irregulares, que posteriormente é vendido por meio de cooperativas como se fosse legal. Destaca-se nesta fase a participação de lojas autorizadas para a compra e venda do metal.
“Operação Papagaio de Ouro“ faz referência ao Córrego do Papagaio, local onde a investigação teve início, em que a Polícia Federal recebeu uma denúncia de que a área estava sendo poluída com os rejeitos de um garimpo ilegal.
Destaques
Governo prevê conclusão do “BRT Metropolitano” para dezembro de 2026
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (SINFRA/MT), Marcelo Oliveira, juntamente com a equipe técnica da pasta, anunciou formalmente que as obras do sistema de trânsito rápido por ônibus (Bus Rapid Transit – BRT), no trecho que interliga a Avenida do CPA, em Cuiabá, ao Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, serão integralmente concluídas até o fim de dezembro de 2026. A declaração solene ocorreu na tarde desta segunda-feira (13), durante uma concorrida Audiência Pública realizada no auditório principal da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT).
O pronunciamento governamental detalhou as profundas alterações estruturais planejadas para as 77 estações de passageiros, o cronograma atualizado de execução física das frentes de trabalho e as estratégias para a futura implantação do corredor viário da Avenida Fernando Corrêa da Costa. Diante de parlamentares, lideranças comunitárias e jornalistas, os gestores estaduais também expuseram o planejamento para a aquisição imediata da frota de ônibus elétricos, além de justificar as medidas administrativas severas adotadas pelo Poder Executivo após a rescisão unilateral do contrato com o consórcio construtor originalmente contratado para a execução do empreendimento metropolitano.
A consolidação financeira do novo modal de transporte coletivo urbano recebeu um importante incremento com a confirmação de que a venda dos antigos trens e o leilão dos trilhos e materiais remanescentes do extinto projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) reverterão mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos do Estado. Ao defender a viabilidade econômica da transição tecnológica, o secretário Marcelo Oliveira rebateu as críticas recorrentes acerca dos atrasos no cronograma e enfatizou que as equipes de engenharia enfrentaram um cenário complexo de expansão urbana e de adensamento populacional acelerado na Grande Cuiabá entre os anos de 2012 e 2024.

O principal fator que determinou a paralisação temporária das obras e a consequente dilação do prazo de entrega foi o reiterado descumprimento de cláusulas editalícias por parte da primeira concessionária licitada, situação que forçou o Estado a aplicar multas contratuais e a reformular integralmente o modelo operacional. O gestor da pasta de infraestrutura revelou ainda que a ingerência política e os entraves burocráticos criados pela administração municipal anterior de Várzea Grande prejudicaram sensivelmente o andamento dos serviços de pavimentação rígida na região limítrofe, prolongando o desgaste logístico sofrido pelos comerciantes e motoristas locais.
Paralelamente às intervenções em andamento no primeiro eixo de mobilidade, a implantação do corredor estrutural da Avenida Fernando Corrêa da Costa encontra-se em fase de planejamento, com o processo licitatório ainda pendente de publicação oficial no Diário Oficial do Estado. O secretário-adjunto de Obras da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Isac Nascimento, esclareceu que não há dotação orçamentária empenhada para este trecho específico no presente exercício financeiro, estimando o início efetivo das obras de terraplenagem e drenagem profunda apenas para o primeiro semestre do próximo ano.
O traçado completo do sistema de transporte rápido abrangerá uma extensão linear de 15 quilômetros no trecho principal que conecta as duas maiores cidades do estado, somando-se a outros sete quilômetros projetados para o futuro ramal da região sul de Cuiabá. Para garantir o atendimento eficiente de milhares de usuários diários que dependem do transporte público interestadual, a administração estadual confirmou a aquisição de uma frota inicial composta por 25 modernos ônibus elétricos de alta capacidade, cujos processos de compra direta encontram-se em fase de instrução documental e análise jurídica nos órgãos de controle interno da Sinfra.

As modificações técnicas implementadas no projeto básico das estações visam aumentar a durabilidade do patrimônio público e garantir o conforto térmico dos passageiros em uma região de clima caracteristicamente quente. Nascimento pontuou que o aprimoramento estrutural consistiu na substituição dos aparelhos de ar-condicionado domésticos por eficientes sistemas de climatização industrial, além da instalação de painéis de vidro temperado com tecnologia antivandalismo e de estruturas metálicas de alta resistência contra intempéries climáticas.
O planejamento logístico inicial concebido para o Lote 1, que compreende a ligação expressa entre os terminais de Várzea Grande e do CPA, previa originalmente uma execução célere de apenas seis meses, baseada na abertura simultânea de sete frentes de trabalho intensivo ao longo do leito viário. A estratégia de engenharia englobava intervenções complexas no subsolo e na superfície das principais vias expressas, concentrando o maquinário pesado no quadrante situado entre o Viaduto da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e a histórica Ponte Júlio Müller.
No entanto, a viabilidade prática desse modelo de intervenção simultânea mostrou-se inviável logo após o início das primeiras escavações, quando o estrangulamento do fluxo de veículos gerou severos congestionamentos e forte descontentamento popular. A equipe técnica da Sinfra avaliou que a manutenção do cronograma agressivo original resultaria em um colapso completo da mobilidade urbana intermunicipal, forçando a adoção de um modelo operacional mais flexível e seguro para os cidadãos.
A execução das obras de engenharia civil passou a ocorrer de forma cadenciada e gradual, sob constante monitoramento e em estreito alinhamento operacional com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) de Cuiabá. De acordo com o secretário-adjunto, essa sinergia administrativa permite o planejamento detalhado de desvios no tráfego e de interdições parciais de faixas de rolamento, mitigando os impactos cotidianos e harmonizando o avanço do BRT com as demais obras de saneamento básico conduzidas pelas concessionárias de serviços públicos na capital.
-
Artigos5 dias atrásAo produtor rural, com respeito
-
Artigos4 dias atrásUm apelo ao STF
-
Política6 dias atrásCorte de Contas rejeita denúncia contra Prefeito de Cuiabá por suposto uso de servidores em redes sociais
-
Política6 dias atrásUnião Brasil projeta liberdade de apoio e afasta risco de ruptura interna
-
Política4 dias atrásCenário de “oposição” ganha força com disputa pela Mesa Diretora em Cuiabá
-
Artigos4 dias atrásNova droga aprovada pela Anvisa controla fogachos e outros sintomas associados à menopausa
-
Artigos6 dias atrásExiste, de fato, um livre-arbítrio?
-
ESPORTES6 dias atrásFortaleza transfere duelo contra o Palmeiras para a Arena Pantanal


