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Jayme Campos o “maestro”: foi chamado para buscar consenso nos interesses políticos de Botelho e Maluf

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O Senador da Republica, Jayme Veríssimo de Campos (DEM) esteve reunido com os deputados estadual, José Eduardo Botelho (DEM) e Guilherme Antônio Maluf (PSDB), nesta última segunda-feira, para resolver um difícil imbróglio, envolvendo as eleições da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), Eleições de 2020 das Prefeituras das cidades vizinhas, de Cuiabá e de Várzea Grande.

Segundo informações de bastidores, acertos políticos envolvendo os dois deputados, Eduardo Botelho e Guilherme Maluf estariam ameaçando os interesses da gestão Mauro Mendes, desta forma, o maestro e Senador Jayme Campos foi acionado para apaziguar os ânimos das lideranças política.

Até onde se sabe, tanto o deputado Eduardo Botelho, quanto Guilherme Maluf tem interesses além da Assembleia Legislativa, sonhos ou utopias que podem se tonarem realidades, dependendo do caminho certo que for tomado nos próximos dias, Eduardo Botelho tem tudo para sair candidato à Prefeitura de Várzea Grande, com apoio do grupo da família Campos, para suceder a prefeita Lucimar Sacre de Campos (DEM) como também, Guilherme Maluf deve sair candidato à Prefeitura de Cuiabá, sucedendo Emanuel Pinheiro (MDB).

De acordo com bastidores, os nobres parlamentares estão prestes a entrar em um consenso, devido as orientações e propostas apresentadas pelo maestro”, Senador Jayme Campos, quando ambos os lados conseguem sair ganhando, o governador Mauro Mendes ganha, devido a formação da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do seu interesse, o deputado Botelho ganha, já que começar uma pré-campanha eleitoral, em Várzea Grande, com o apoio do grupo da família Campos, é começar com vantagem, e ganha o deputado Guilherme Maluf, que pode iniciar uma pré-campanha eleitoral, rumo ao Palácio Alencastro, com o apoio do governador Mauro Mendes, da base do governo, e do Senador Jayme Campos e dos seus eleitores.

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Caso o acordo seja realizado, os dois parlamentares deveram pegar o verdadeiro “cavalo arriado”, em Várzea Grande, Lucimar Campos está fazendo uma excelente administração, aprovada pela maioria do povo, em Cuiabá, o prefeito Emanuel Pinheiro está com tantos processos na Justiça, que nem a certeza de terminar o mandato livre ele tem, mais cedo ou mais tarde, o dinheiro no “paletó” vai ter troco, deixando o caminho aberto e pavimentado para o deputado estadual Guilherme Maluf percorrer com a sua pré-campanha.

Mas, para que isso tudo venha acontecer, alguém vai ter que ceder agora, o nome do deputado Eduardo Botelho para continuar na presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, está praticamente sacramentado, só Deus, porque ninguém sabe da vontade divina, a Justiça, porque Botelho é réu confesso e uma reviravolta jurídica pode acontecer a qualquer momento, ou o deputado Guilherme Maluf, que tem credibilidade e condições de agregar votos suficientes e pode interferir em seus planos.

Vislumbrando o sonho de criança em ser prefeito de Cuiabá, o deputado Guilherme Maluf, já teria sinalizado um recuo agora, para ter apoio nas próximas eleições, só faltava o deputado Eduardo Botelho atender suas reivindicações do presente para deleitar-se no futuro.

A gente vive um momento diferente de 2016. As eleições de 2020 nós não teremos coligações. Isso implica os partidos a terem candidaturas Majoritárias para se apresentar como alternativa e não só isso, para formar a chapa proporcional. Estamos discutindo essa possibilidade de termos uma candidatura”, disse Maluf.

Maluf disse ainda que uma candidatura que nasce apenas de um desejo pessoal “é fadada ao fracasso“. Na avaliação dele, ela precisa ter apoios e ser bem estruturada.

O pontapé inicial é o desejo pessoal e isso eu posso garantir que a gente tem. Agora, vamos trabalhar para construir”, garantiu.

Hoje para se ter uma ideia, a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019 da Prefeitura Municipal de Cuiabá é de R$ 2.494.490.795. Um incremento de 11,3% se comparado a 2018 que teve uma receita de R$ 2.240.760.238, uma diferença de R$ 253.730.557.

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Já para o município vizinho Várzea Grande, a Lei Orçamentária Anual (LOA) e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para este ano é de R$ 799,98 milhões de reais. – (Lauro Nazário).

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Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso

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Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.

O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.

A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.

As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.

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De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.

Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.

A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.

O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.

O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.

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A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.

Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.

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