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Governador chama decisão de Perri de “esdrúxula” e avisa que vai aciona-lo no CNJ contra o afastamento de Rogers Jarbas da Segurança Pública

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O governador Pedro Taques (PSDB) estava na cidade de Juara, participando do projeto Caravana da Transformação, quando recebeu a notícia de que seu secretário de Segurança Pública, o delegado Rogers Jarbas havia sido afastado de suas funções por decisão do desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ/MT).

Foto: Lenine Martins

Taques não gostou da decisão judicial. Resolveu retornar imediatamente para Cuiabá e na sua volta ao Palácio Paiaguas não escondia a irritação, classificando a decisão de Orlando Perri como “esdrúxula”.

Pedro Taques retornando para Cuiabá às 17 horas, se reunindo com os secretários mais próximos para avaliar a decisão da Justiça, que determinou o afastamento do Secretário de Segurança Rogers Jarbas.

Assim que chegou ao Palácio Paiaguas, no início da noite para uma reunião com seu núcleo mais direto, o governador tucano foi enfático ao falar sobre a decisão judicial, ressaltando que ela é “inócua”, “desproporcional” e “exdrúxula” a decisão do desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

"Não aceito perseguições nem recados aos meus secretários", disse Taques, acompanhado de praticamente todos os secretários de Estado. Para o governador, essa investigação da chamada “Grampolandia Pantaneira” é um absurdo.

Pedro Taques ainda pontuou que a investigação do desembargador é uma perseguição e que está agindo "de forma parcial", "fomos apanhados de surpresa entre aspas com essa cautelar do senhor Orlando Perri. Entre aspas porque isso já era propagado em várias rodas de conversa. A decisão dele é absurda do ponto de vista constitucional, como toda essa pseudo investigação, denominada Grampolândia".

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O governador fez questão de deixar claro que apesar dos duros ataques a Perri, respeita o Judiciário e informou que antes de conceder a entrevista, ligou para Rui Ramos informando o presidente do TJ da atitude que iria tomar.

Irritado, o governador ainda disse que o desembargador vem agindo de forma imparcial e o acusou de extrapolar suas atribuições constitucionais ao investigar, acusar e prejulgar no que diz respeito ao caso dos grampos. “Já se passou o tempo que o cidadão tinha medo de magistrado”, completou.

O secretário afastado mandou investigar por conta própria conduta da delegada de polícia Alana Derlene Sousa Cardoso, que, em tese, teve envolvimento em suposto grampo ilegal. Rogers Jarbas tentou investigar ainda o seu antecessor, o promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus, autoridade que trouxe à tona a existência do grupo criminoso formado para prática de escutas telefônicas clandestinas.

O secretário de Segurança afastado teria, conforme os autos, repassado documentos sigilosos do inquérito policial ao governador Pedro Taques e ao ex secretário de Casa Civil, Paulo Taques. “Portanto, não resta a menor dúvida de que o representado, valendo-se do cargo ocupado, vem agindo de maneira incisiva e direta no sentido de beneficiar seus aliados, determinando o fornecimento de documentos até então sigilosos, em detrimento das investigações levadas a efeito pelas autoridades policiais”, diz Perri na decisão.

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Confiança total

O governador, na entrevista, elogiou o secretário de Segurança, dizendo que confia plenamente em Rogers Jarbas, pessoalmente e profissionalmente.

"Pior do que criminoso é o magistrado que se vale do seu poder e ofende o principio da imparcialidade. O magistrado deve se colocar longe das paixões, porque, senão, ele se compromete psicologicamente com a causa. Magistrado não pode ser investigador e acusador. Decisão judicial se cumpre, mesmos as absurdas".

"Todas decisões que o Orlando Perri tomou nesse caso foram esdrúxulas, esquisitas e teratológicas do ponto de vista judicial. Todas serão rebatidas no foro e local apropriado. Todas com parecer contrário do Ministério Público", afirmou Pedro Taques.

Conselho Nacional de Justiça

Taques afirmou ainda que deve representar Perri no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por agir de modo parcial nas investigações, e se tornando "delegado de polícia" ao mesmo tempo em que é magistrado.

"Como cidadão e governador não concordo com decisão arbitrária e teratológica do Perri. Decisão que vem de juiz parcial, que está investigando, acusando, prejulgando em suas decisões", disse.

"Em todas as decisões ele colocado organização criminosa, porque aí se faz possível prisão por obstrução de justiça. Eu sou governador de Mato Grosso, mas não me tornei idiota para não entender decisões judiciais", afirmou.

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Polícia Militar define finalistas para o topo da carreira institucional

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A disputa por uma vaga de coronel é o ponto culminante da carreira dos oficiais militares e das forças de segurança públicas (como a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros). O posto de coronel representa o último degrau e o topo da hierarquia dessas instituições, o que torna essa concorrência extremamente acirrada e de importância estratégica.

O coronel deixa as funções operacionais de campo para assumir o planejamento estratégico, comandando batalhões inteiros, diretorias ou grandes comandos regionais. Os coronéis interagem diretamente com o alto escalão do governo estadual ou federal (como Secretários de Segurança e Governadores), participando da formulação de políticas públicas de segurança. É desse grupo restrito que sai o Comandante-Geral da instituição, o cargo máximo de liderança.

Diferente das promoções iniciais, que consideram bastante o tempo de serviço (antiguidade), a vaga para coronel costuma basear-se fortemente no critério de merecimento. Isso envolve avaliações de desempenho rigorosas, histórico limpo e cursos de aperfeiçoamento. O número de vagas para coronel é altamente limitado por Lei. Conforme a pirâmide militar se estreita, centenas de tenentes-coronéis competem por pouquíssimas cadeiras vazias.

Cinco vagas para o posto de coronel

A Comissão de Promoção de Oficiais (CPO) da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (PMMT) definiu, no cenário institucional do estado, a lista dos quinze tenentes-coronéis que disputam as cinco vagas para o posto de coronel.

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O ato administrativo ocorreu no âmbito das avaliações internas da corporação e busca preencher as vagas do posto mais elevado da hierarquia policial militar mato-grossense.

A deliberação oficial abrange todo o Estado de Mato Grosso, reunindo oficiais com atuação estratégica tanto na capital, Cuiabá, quanto em importantes municípios do interior.

As promoções respondem à necessidade contínua de renovação do alto comando militar, garantindo a continuidade do planejamento e da execução das diretrizes de segurança pública.

O processo seletivo foi conduzido de forma criteriosa pela própria comissão especializada da corporação, mediante a análise minuciosa de méritos, histórico funcional e pontuações acumuladas.

A relação reúne oficiais que atuam em unidades da Capital e do interior do Estado. As notas atribuídas pela comissão variam de 5,34 a 4,87.

A maior nota da lista é do tenente-coronel Adão César Rodrigues Silva, comandante regional de Cáceres, com 5,34. Na sequência aparecem, tenente-coronel Paulo Jailson Secchi de Ávila, que atua em Nova Mutum aparece com nota 5,337; Murilo Franco de Miranda, de Tangará da Serra, com 5,327; Fábio Alves Ribeiro, comandante da Rotam, com 5,32; e Oswaldo Marins Rabelo, de Alta Floresta, com 5,29.

Completam a relação Cleiton de Moura Viana, Breno Chaves Nogueira, Nagila de Moura Brandão, Fábio Mota de Souza, Victor Lúcio do Prado, Adonival Coelho de Souza Junior, Bruno Marcel Souza Tocantins, Gyancarlos Paglyneari Cabelho, Jussara Cristina Novacki e Marcelo Moraes de Souza.

Entre os quinze selecionados, destacam-se duas oficiais mulheres: as tenentes-coronéis Nagila de Moura Brandão, do 9º Batalhão, e Jussara Cristina Novacki, integrante da Diretoria de Defesa da Mulher.

O governador Otaviano Pivetta confirmou expressamente que, entre as cinco vagas disponíveis para a promoção, ao menos uma será destinada ao preenchimento por uma mulher.

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A decisão final caberá ao chefe do Executivo Estadual, que receberá uma lista tríplice indicativa para cada vaga e anunciará os novos coronéis no prazo estimado de cinco dias.

Após a oficialização do ato administrativo, os cinco oficiais escolhidos tomarão posse na mais alta patente, assumindo responsabilidades estratégicas na condução da segurança do Estado de Mato Grosso.

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