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DEM e PR estreitam objetivos para disputar eleições 2018
Findando o mês de maio, as conversas entre partidos estão tomando corpo e o cenário político para a disputa eleitoral de 2018, começa apresentar suas formas, DEM e PR demonstram conversações avançadas.
Com a indigestão supostamente causada pelo recurso, que foi, mas foi, ou deixou de ir, do Governo do Estado para a Prefeitura de Várzea Grande, com objetivo de concluir a obra do Ginásio de Esportes Fiotão, localizado no centro da “Cidade Industrial”, o que era visto como um possível namoro, envolvendo o PSDB do governador José Pedro Taques, com o DEM do maestro e ex-senador Jayme Veríssimo de Campos, teve uma ruptura.
Já na semana passada, no dia do aniversário dos 151 anos da “Cidade Industrial“, várias lideranças e personalidades políticas fizeram presente no evento, mas a falta da presença do governador José Pedro Taques, que segundo informações de bastidores estava localizado no Palácio Paiaguas, foi notada pelo povo.
Com o afastamento demonstrado pelo chefe maior do PSDB, lideranças como o Senador Republicano, Wellington Fagundes (PR) viu uma avenida aberta para acelerar, dentro do limite de velocidade permitida, para conversar com as lideranças do DEM. O que demonstra uma possível coligação envolvendo os dois partidos.
O Partido da Republica, além do Senador Wellington Fagundes, possui uma das maiores lideranças políticas do Brasil, o Senador amigo do Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Blairo Borges Maggi, esta também José Aparecido dos Santos, o “Cidinho Santos”, que já anunciou que não vem para a reeleição, e é tido como uma grande força na região Norte do Estado. A união das forças envolvendo essas lideranças demonstram forças para enfrentar qualquer disputa eleitoral dentro de Mato Grosso.
Por outro lado, existe o empresário e ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes Ferreira (DEM), que até então desponta como o queridinho do povo cuiabano, para disputar as próximas eleições. Resta saber, como vai ficar a escolha do nome da cabeça de chapa, a união dessas lideranças por um lado é excelente, porque monta uma equipe forte, com grandes nomes, por outro, é complicado, já que possui pessoas que podem se apresentar para disputar a majoritária.
Além do PR, o PP, MDB, PDT, PSB, PSD outras sigla partidárias já estariam em conversa com as lideranças do DEM, na última sexta-feira, dia 18, lideranças do Partido Progressista (PP), por exemplo, chegaram na conclusão de que só não apoiam a possível candidatura do governador José Pedro Taques, que as demais composições partidárias que apresentarem um projeto que venha beneficiar a população de Mato Grosso, podem com o apoio do PP.
Destaques
Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso
Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.
O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.
A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.
As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.
De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.
Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.
A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.
O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.
O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.
A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.
Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.
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