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OPERAÇÃO ESPELHO 1 E 2

Deccor indicia 22 pessoas por crimes de corrupção e licitações fraudulentas

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Por fraude em licitações da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MT), 22 empresários foram indiciados pela Delegacia de Combate à Corrupção (DECOR). Os envolvidos foram investigados no âmbito da Operação Espelho 1 e 2. Com isso, a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) concluiu parcialmente as investigações da Operação Espelho, sem identificar quem seria a “Mulher da SES“, alegada responsável por orientar o grupo para vencer licitações na Secretaria de Saúde do Estado (SES). Ao todo, 22 pessoas foram indiciadas por peculato, organização criminosa e crimes licitatórios.

A primeira fase da investigação foi em 2021, e a segunda fase em março deste ano. A Polícia Civil localizou carros e imóveis de luxo no valor de R$ 35 milhões. Os primeiros mandados foram cumpridos no dia 24 de março. A apuração que originou a Operação Espelho teve início após a Deccor receber uma denúncia de que a empresa contratada para fornecer médicos plantonistas para o Hospital Metropolitano em Várzea Grande, na especialidade de clínica, disponibilizaria número de médicos inferior ao contratado.

Em investigações da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECOR), auditores da Controladoria Geral do Estado (CGE), requisitaram documentação contendo os registros dos espelhos das folhas de pontos dos plantões dos médicos fornecidos pela referida empresa.

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Segundo o relatório enviado ao Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), a investigação preliminar avançou significativamente, revelando uma “organização criminosa atuante em todo o Estado, responsável principalmente por fraudar procedimentos licitatórios, prestar serviços/contratar sem licitação, fraudar processos de pagamento/recebimento e corromper agentes públicos, entre outros crimes conexos”, conforme o documento assinado pelos delegados Henrique Trevizan e José Ricardo Garcia Bruno.

Apesar de indícios de atuação de agentes públicos em várias esferas e níveis hierárquicos, tanto nas contratações das empresas da organização quanto na execução de contratos e pagamentos irregulares, a apuração ainda está em andamento. O núcleo indiciado por suposta organização criminosa inclui empresários como Luiz Gustavo Castilho Ivoglo e Osmar Gabriel Chemin, identificados como líderes do grupo, além de outras pessoas ativamente envolvidas na organização, como Bruno Castro de Melo, Renes Leão Silva, Alberto Pires de Almeida, Catherine Roberta Castro da Silva Batista Morante e Euller Gustavo Pompeu de Barros Gonçalves Preza.

A lista dos suspeitos também inclui: Carine Quedi Lehnen Ivoglo, Gabriel Naves Torres Borges, Marcelo de Alécio Costa, Alexsandra Meire Perez, Maria Eduarda Mattei Cardoso, Marcio Matsushita, Elisandro de Souza Nascimento, Sergio Dezanetti, Luciano Florisbelo e Samir Yoshio Matsumoto Bissi.

Outros indivíduos, como Keila Vanessa Silva Figueiredo (fiscal dos contratos), Nabih Fares Fares, Sônia de Araújo Amorim (Diretora Geral do HMVG), Caroline Campos Dobes Conturbia Neves, Luiz Gustavo Castilho Ivoglo, Bruno Castro Melo e Carine Quedi Lehnen Ivoglo, foram indiciados pelo crime de peculato.

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Além disso, foram acusados de fraude em licitação no município de Guarantã do Norte: Marcelo de Alécio Costa, Luiz Gustavo Ivoglo, Rony de Abreu Munhoz, Bruno Castro Melo, Carine Quedi Lehnen Ivoglo e Renes Leão Silva.

A Deccor também determinou o compartilhamento de provas e a abertura de novos inquéritos policiais, uma vez que alguns fatos estão em estágio avançado de instrução, porém pendentes de diligências, enquanto outros ainda aguardam auditoria e análise de documentos pelo Núcleo de Inteligência.

Adicionalmente, a Polícia encaminhou ao Núcleo de Ações de Competências Originárias (NACO) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) um forte conjunto probatório apontando o envolvimento de uma pessoa identificada como prefeito do município de Paranaíta, Sr. Osmar Antonio Moreira, que, segundo o inquérito, teria participado do crime de fraude em licitação e sido sujeito passivo de corrupção. Por fim, o documento inocenta por falta de provas os suspeitos Danilo Castilho Ivoglo e Lucas Luiz Pereira de Moura Malhado.

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Avanço silencioso e letal da “Meningite” em Mato Grosso

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O avanço expressivo dos diagnósticos de meningite em Mato Grosso acendeu um alerta epidemiológico e mobilizou as autoridades de Saúde Pública nas últimas semanas. O crescimento das notificações da enfermidade gerou uma forte onda de preocupação coletiva entre médicos, educadores e, sobretudo, pais e responsáveis. O temor justifica-se pelo caráter fulminante da patologia, cuja evolução rápida exige vigilância constante da sociedade civil para evitar o colapso no atendimento e a proliferação descontrolada de novos vetores infecciosos em ambiente escolar e comunitário.

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) identificou formalmente a crise por meio de análises laboratoriais e monitoramento de rede assistencial. O órgão governamental constatou que o território mato-grossense enfrenta uma expansão geométrica no contágio da doença se comparado aos índices históricos do estado. A identificação desse cenário epidemiológico adverso permitiu a compilação de dados centralizados, os quais servem de embasamento técnico para que os gestores públicos estruturem campanhas de conscientização e distribuam insumos hospitalares de maneira estratégica.

Os municípios mato-grossenses concentram a totalidade das notificações registradas, evidenciando que o perigo epidemiológico ultrapassou os limites geográficos das grandes metrópoles. Cuiabá lidera o balanço estatístico estadual com 13 ocorrências consolidadas, seguida de perto por Rondonópolis e Várzea Grande, que somam 5 registros cada uma.

O mapeamento da interiorização da doença inclui ainda cidades de relevância econômica como Cáceres e Sorriso, com 4 casos computados em cada território, além do município de Sinop, que contabiliza 3 positivações.

O mais recente boletim oficial detalhado sobre a evolução da patologia foi publicado pelos canais de comunicação do Governo do Estado nesta última quinta-feira (29). A divulgação sistemática desses relatórios técnicos cumpre um papel fundamental na transparência da gestão pública e no direcionamento de ações profiláticas imediatas. A escolha dessa data específica para a atualização dos índices reflete o fechamento do ciclo epidemiológico semanal analisado pelas equipes de Vigilância Sanitária.

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A etiologia da Meningite baseia-se em uma severa inflamação das meninges, que constituem as membranas protetoras responsáveis pelo revestimento do cérebro e da medula espinhal do indivíduo. Esse processo inflamatório agudo destrói tecidos essenciais e bloqueia a circulação do líquido cefalorraquidiano, sendo desencadeado pela invasão de agentes patogênicos diversos, tais como bactérias, vírus ou fungos.

A gravidade da infecção reside justamente na agressividade desses microrganismos, que atacam o sistema nervoso central de forma devastadora.

O contágio ocorre principalmente por meio de vias respiratórias, através de gotículas de saliva expelidas por indivíduos infectados, ou pela exposição prolongada a ambientes fechados e sem a devida ventilação. Fatores sazonais e a aglomeração urbana potencializam a transmissibilidade do agente infeccioso entre a população de risco. Uma vez instalado o microrganismo no hospedeiro, o período de incubação biológica transcorre em um intervalo que varia de três a cinco dias até a manifestação inequívoca dos sinais clínicos.

O balanço estatístico atualizado aponta a ocorrência de 53 casos confirmados da doença e um total de oito mortes computadas em todo o território de Mato Grosso. Os novos exames laboratoriais processados revelaram um acréscimo de sete contaminações adicionais em relação ao monitoramento governamental imediatamente anterior, o qual estipulava 46 positivações.

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Embora o volume de infecções tenha apresentado essa oscilação ascendente e preocupante, o quantitativo absoluto de óbitos permaneceu estabilizado na marca de oito perdas humanas.

O principal fator de letalidade decorre da similaridade perigosa entre os sintomas iniciais da Meningite, caracterizados por vômitos, dores cefálicas e febre alta, e os indícios de uma intoxicação alimentar comum. Essa analogia clínica superficial induz familiares e profissionais de medicina a equívocos diagnósticos fatais, retardando a internação adequada.

Como a janela temporal entre a vida e a morte restringe-se a apenas uma hora após o início das crises graves, a ausência de antibioticoterapia imediata sela o prognóstico trágico dos pacientes.

As faixas etárias mais vulneráveis compreendem extremos geracionais distintos, concentrando-se em idosos situados entre 50 e 64 anos, grupo que lidera com dez casos confirmados. A fragilidade imunológica também atinge a infância, registrando nove casos em crianças de 5 a 9 anos e oito ocorrências em bebês com idade inferior a um ano.

O dado mais alarmante recai sobre o segmento infantil de 5 a 9 anos, que concentra três dos oito óbitos totais, demonstrando a agressividade da doença no organismo infantil.

A contenção definitiva do surto exige que a população procure assistência médica hospitalar imediata diante do surgimento de rigidez na nuca, sonolência excessiva ou manchas purpúreas cutâneas. Os profissionais da vigilância epidemiológica reforçam a necessidade de ampliação da cobertura vacinal e do isolamento preventivo de pacientes suspeitos nas unidades de pronto atendimento.

O combate eficaz à propagação da Meningite depende diretamente da rapidez na busca por socorro especializado e da correta higienização diária das mãos.

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