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Dal´Bosco diz que Governo do Estado reconhece crise com a base aliada na Assembleia Legislativa

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Depois da “Oposição” ter travado a provação do Plano de Lei Orçamentária Anual (PLOA) do Governo do Estado para o ano de 2018, o líder do governo na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado estadual Dilmar Dal´Bosco (DEM) reconheceu que o Executivo Estadual vem enfrentando dificuldades com a base aliada, que em dados momentos e unem à “Oposição“, como agora na questão do pagamento das emendas parlamentares que está atrasada.

O líder do governo na Assembleia Legislativa explicou: “Tem crise, sim. Não posso negar que existam comentários e um pouco de insatisfação, porque a emenda é uma condição do deputado estender o apoio ao município e isso engrandece o trabalho do parlamentar e todos precisavam do pagamento das emendas“. O parlamentar disse ainda que tem conversado muito com os deputados do grupo e que já ouviu de vários a informação de que podem deixar a base aliada nos próximos meses. Segundo Dilmar Dal’Bosco, isso preocupa muito.

Tentando ser o bombeiro entre a Assembleia Legislativa e o Governo do Estado, Dilmar disse: “Tenho conversado com todos os parlamentares, sabendo da importância de cada um para o Governo e para o Estado. Tento mostrar que a prioridade, nesse momento de crise financeira, é a Saúde Pública e o pagamento dos servidores“.

O Democrata bombeiro falou também sobre alguns parlamentares que querem deixar a base do governo Pedro Taques: “Eu ainda não ouvi ninguém falar que está querendo sair da base do governo estadual. O comentário é de que precisamos ter o compromisso do Governo de pagar as emendas. Por isso, estamos tentando, junto à Casa Civil, fazer convênios com os municípios, com o que seriam as emendas, como asfalto, por exemplo. Mesmo assim, buscamos liberar o máximo das indicações dos parlamentares”.

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Em reuniões com os líderes da base aliada e até com o governador Pedro Taques, o parlamentar disse que a estratégia agora é mostrar aos parlamentares que o governo vai começar a avançar após a aprovação da PEC do Teto e os recursos federais que estão chegando aos cofres do Estado estará resolvendo o problema de caixa. “A maioria tem entendido isso e sabemos que depois o que puder ser incrementado será para pagar as emendas, tanto dos deputados de situação, quanto de oposição, e eu acredito que com a chegada de recursos do Fundo de Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações (FEX) ao Estado amenize a situação junto aos deputados”.

O líder do Governo do Estado na Assembleia Legislativa concluiu ainda dizendo que “há um compromisso do Estado em destinar R$ 50 milhões ao pagamento das emendas dos parlamentares e vamos tentar que a maioria, senão a totalidade, dos deputados seja contemplada”.

Governador aguarda liberação do FEX para quitar dívidas com a Saúde e fornecedores

Após efetuar o pagamento dos salários dos servidores públicos estaduais, sem escalonamento, nesta segunda-feira, o governador José Pedro Taques informou que agora espera, para esta semana, entre esta terça-feira e quarta-feira, a aprovação no Senado do Fundo de Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX) para quitar repasses em atrasos na Saúde e para o pagamento de fornecedores do Estado ainda para esta semana.

A aprovação do Fundo de Auxílio foi feita na semana passada pela Câmara Federal e agora passa pelo crivo do Senado para ser levada ao presidente Michel Temer (PMDB) que terá de sancioná-la para que o Ministério da Fazenda possa liberar os R$ 496 milhões a que Mato Grosso tem direito do Fundo de Auxílio Financeiro.

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O governador tucano explicou que “o FEX vai ser votado no Senado. O presidente do Senado Eunício Oliveira disse que vota nesta terça-feira. Aí vai à sanção do presidente da República. Com o FEX, buscaremos colocar em dia a Saúde e outros fornecedores do Estado”.

A ausência desses recursos impacta diretamente no atendimento à população, já que sem o dinheiro necessário não é possível regularizar os estoques de medicamentos de forma permanente a fim de evitar um desabastecimento, dar manutenção nos equipamentos, bem como a realização das cirurgias eletivas e a Saúde vem sofrendo nos últimos meses com os atrasos nos repasses de vários hospitais do Estado que chegaram ate mesmo de fechar UTIs.

O governador tucano Jose Pedro Gonçalves Taques mostrou recentemente uma dívida de R$ 162 milhões na Saúde que o Estado tem em restos a pagar, que vem se arrastando desde 2009, na gestão do então governador na época, Blairo Maggi (PP).

Animado, José Pedro Taques explicou ainda dizendo que tudo se normaliza em poucos dias após o presidente sancionar. “Tenho conversado com representantes do Tesouro Nacional, que me disseram que chegando a sanção do presidente da Republica Michel Temer, em menos de 24 horas, o dinheiro cai na conta”.

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Como a rede criminosa extraiu R$ 6,3 Bilhões de aposentados sob a chancela de falsas associações

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A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou uma nova e contundente fase da denominada “Operação Sem Desconto“, cujo escopo principal consiste em desarticular um sofisticado esquema de âmbito nacional especializado na aplicação de descontos indevidos e ilegais diretamente em aposentadorias e pensões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ofensiva contemporânea representa um marco crucial no combate às fraudes estruturadas contra o erário e contra a vulnerabilidade financeira de milhares de cidadãos brasileiros, consolidando uma resposta estatal severa diante de condutas criminosas que violam a subsistência de classes historicamente desprotegidas no país.

As investigações apontam para a existência de uma complexa rede de atores interconectados, que engloba ex-dirigentes do próprio órgão previdenciário, empresários do setor privado, servidores públicos da ativa e gestores de associações civis e sindicatos de fachada. Esses indivíduos utilizavam suas prerrogativas institucionais e o acesso privilegiado a sistemas de dados para manipular folhas de pagamento e instituir cobranças compulsórias sem qualquer lastro de legitimidade, operando sob uma estrutura corporativa fictícia desenhada especificamente para lesar o cidadão comum.

A deflagração da presente fase operative ocorreu nas primeiras horas desta quarta-feira, dia 27 de maio de 2026, mobilizando dezenas de agentes federais e auditores em uma pronta resposta logística. Este desdobramento dá continuidade a um profundo processo investigativo que mapeou as atividades ilícitas executadas de forma ininterrupta e sistemática ao longo de um extenso período cronológico, compreendido especificamente entre os anos de 2019 e 2024, quando as movimentações financeiras atípicas atingiram seus patamares mais alarmantes.

O cenário da intervenção policial e ministerial estende-se por múltiplos Estados da Federação, evidenciando o caráter descentralizado e capilarizado da organização criminosa em território nacional. Os mandados judiciais e as incursões investigativas concentram-se estrategicamente no Distrito Federal e nas unidades federativas de Pernambuco, São Paulo e Paraíba, regiões que abrigavam os principais núcleos operacionais e os escritórios das entidades acusadas de capitanear os desvios bilionários apurados.

O Modus Operandi do grupo criminoso consistia na inserção fraudulenta de mensalidades associativas nos contracheques dos segurados, os quais eram submetidos a subtrações de valores sem que tivessem emitido qualquer tipo de autorização prévia ou manifestado interesse em integrar tais agremiações.

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Mediante a falsificação de assinaturas e a simulação de adesões voluntárias, as entidades debitavam quantias mensais de forma silenciosa, transformando milhares de aposentados em membros involuntários de associações de previdência privadas criadas com o propósito exclusivo de desviar recursos.

A motivação subjacente ao esquema visava o enriquecimento ilícito dos envolvidos e o financiamento de uma perniciosa estrutura voltada à prática reiterada de crimes contra a administração pública. A ação ministerial e policial capitula as condutas nos tipos penais de constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário qualificado, corrupção passiva e ativa, além de graves atos de ocultação de bens e dilapidação patrimonial deliberada, destinados a ocultar a origem espúria do capital acumulado.

O prejuízo financeiro causado pela atuação desimpedida do esquema atinge cifras inéditas no histórico de fraudes contra a previdência social brasileira, com apurações técnicas que indicam que os desvios globais podem alcançar a vultosa marca de R$ 6,3 bilhões de reais. Esse montante bilionário, subtraído de parcelas alimentares essenciais, foi pulverizado em contas correntes de terceiros e empresas de fachada, demandando um esforço técnico e pericial de alta complexidade por parte dos auditores fiscais para rastrear o fluxo financeiro.

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As medidas constritivas e de busca foram rigorosamente autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), corte responsável por chancelar a legalidade das ações diante do envolvimento de alvos dotados de prerrogativa de foro ou conexões políticas de relevância institucional.

A Suprema Corte validou o cumprimento imediato de 31 mandados de busca e apreensão, a aplicação de 8 medidas cautelares de monitoramento eletrônico por meio de tornozeleiras, e ordens expressas de bloqueio de ativos financeiros para assegurar o futuro ressarcimento dos cofres públicos.

Dentre os alvos sob escrutínio direto nesta fase, destacam-se as associações UNIBAP e ABENPREV, com sedes localizadas em Brasília, além das paulistas Amar, Master Prev, AASP e ANDAPP, cujas sedes foram objeto de varreduras minuciosas.

No âmbito individual, as ordens judiciais alcançam figuras expressivas do funcionalismo e operadores financeiros, incluindo servidores da autarquia previdenciária e indivíduos identificados formalmente como Gutemberg Tito de Souza, Zacarias Canuto Sobrinho, Cleiton dos Santos Medeiros, Daniel Gerber, Alexandre Caetano, Carlos Henrique da Rocha Gonçalves, Américo Monte Júnior, Felipe Macedo Gomes, Igor Dias Delecrode, Anderson Cordeiro de Vasconcelos, Rogério Soares de Souza e Everaldo Felício de Macedo Junior.

A amplitude institucional da Operação Sem Desconto reverbera fortemente nos quadros políticos nacionais, tendo alcançado em etapas precedentes mandados de busca contra parlamentares de relevo, a exemplo dos deputados federais Euclydes Pettersen e Gorete Pereira, bem como do senador Weverton Rocha, os quais negam veementemente qualquer participação nos ilícitos.

A continuidade das investigações promete desvelar o real alcance das ramificações políticas do esquema, consolidando uma depuração necessária na governança dos fundos previdenciários e restabelecendo a higidez no sistema de descontos em folha do INSS.

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