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LIMITES DE SOM DURANTE A COPA

Campanha “Volume Legal: Copa do Mundo 2026”

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A campanha “Volume Legal: Copa do Mundo 2026”, foi lançada pela Prefeitura Municipal de Cuiabá, com uma cartilha educativa da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp) para orientar a população sobre os limites de emissão sonora durante o período de jogos, festas e comemorações relacionadas ao Mundial.

O material digital informativo contém regras sobre horários, limites de decibéis, fiscalização e penalidades previstas na legislação municipal. A campanha é baseada na Lei Municipal nº 7.284/2025 e no Decreto nº 11.116/2025, que regulamentam o controle da poluição sonora na capital.

De acordo com a secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, a campanha tem caráter preventivo e educativo, assegurando o respeito à convivência urbana, ao sossego público e ao bem-estar coletivo durante as mobilizações de torcedores em bares e eventos da cidade.

A cartilha tem caráter exclusivamente educativo e informativo, com o objetivo de prevenir conflitos, proteger a saúde e garantir o sossego público. Reforçamos a importância do respeito aos limites e horários para evitar interdição, apreensão de equipamentos ou aplicação de multas”, afirmou Palhares.

Com o slogan: “Torcer faz parte da festa. Respeitar os limites sonoros também”, a cartilha apresenta os horários definidos pela legislação: período diurno, das 8h às 22h; período noturno, das 22h01 às 23h59; e a chamada faixa de silêncio, das 0h às 7h59, considerada o período de maior restrição ao uso de som mecanizado.

Os limites de emissão sonora variam conforme o tipo de atividade. Para bares, restaurantes, boates e demais atividades comerciais de uso contínuo, o limite permitido é de 75 decibéis durante o dia, 70 decibéis no período noturno e 60 decibéis na faixa de silêncio.

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Já em festas informais ou não licenciadas, como confraternizações em residências e uso de som automotivo, o limite é de 60 decibéis durante o dia e 55 decibéis à noite, sendo proibido o uso de som mecanizado durante a faixa de silêncio.

A cartilha também diferencia os limites para eventos especiais. Em espaços planejados para grandes eventos, mediante autorização específica, poderá haver pico de até 90 decibéis, sem limitação de horário, com medição realizada a 50 metros do local.

Já os eventos comuns ocasionais realizados em praças e ruas não planejadas têm limite de 85 decibéis no período diurno e são proibidos durante a noite e na faixa de silêncio.

As denúncias de poluição sonora podem ser feitas pelo Disque Silêncio, no telefone (65) 99341-3000, durante os horários de plantão: sextas-feiras e sábados, a partir das 22h, e domingos, a partir das 19h.

As ocorrências também podem ser registradas pelo Portal Sorp, disponível em sorp.cuiaba.mt.gov.br.

Para que a fiscalização realize a aferição sonora, a denúncia deve conter identificação do solicitante, telefone para contato e endereço completo. A medição é feita, em regra, a 20 metros do limite da propriedade onde ocorre o som, utilizando decibelímetro certificado e calibrado.

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O descumprimento das regras pode resultar em advertência, multas entre R$ 300 e R$ 10 mil, apreensão de equipamentos, suspensão de atividades, interdição de estabelecimentos e até cassação de alvarás em casos de reincidência. As penalidades variam conforme o nível de ruído, o horário da infração, o local afetado e a reincidência do infrator.

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Geral

“O xadrez ensina o aluno a lidar com pressão, frustrações e desafios”

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O xadrez tem contribuído para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais dos estudantes da Escola Estadual de Tempo Integral Clênia Rosalina, em Cuiabá. Concentração, raciocínio lógico, disciplina e tomada de decisões estão entre as competências estimuladas pela modalidade, que integra a proposta pedagógica das escolas de tempo integral vocacionadas ao esporte da rede estadual.

O trabalho é conduzido desde 2021 pelo professor de Educação Física, João Paulo da Silva Louzada. Na avaliação dele, o esporte cumpre um papel importante na escola ao ajudar os estudantes a desenvolver disciplina, convivência e responsabilidade, principalmente quando é trabalhado de forma contínua no dia a dia da unidade.

O esporte vai além da prática física e da competição. Na escola, ele é uma ferramenta de formação humana, social e educacional. Por meio das atividades esportivas, os estudantes desenvolvem competências importantes para a convivência, como respeito às regras, cooperação, liderança, disciplina, criatividade e responsabilidade, afirma o professor.

No caso do xadrez, segundo João Paulo, os efeitos aparecem tanto dentro quanto fora do tabuleiro. A cada partida, o estudante aprende a observar melhor, a controlar impulsos, a lidar com erros e a avaliar as consequências antes de agir.

O xadrez ensina o aluno a lidar com pressão, frustrações e desafios de forma mais equilibrada. Ele ajuda o estudante a pensar antes de agir, pois, em uma partida, podem ocorrer situações inesperadas. O aluno precisa avaliar o cenário, tomar decisões e assumir o resultado de cada escolha, explica.

Entre os exemplos citados pelo professor está a estudante Ana Clara da Silva Pinho, do 1º ano do Ensino Médio. A jovem enxadrista se tornou referência na escola pelo desempenho em campeonatos escolares e estaduais.

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Nos últimos anos, ela acumulou títulos como campeã estadual do JORE 2025, campeã regional do JORE 2025, campeã do Festival Escolar de Xadrez (FEX) Torneio Verão 2026, campeã sub-14 feminino do Festival Escolar de Xadrez 2024 e campeã do IFMT Blitz 2024, também na categoria sub-14 feminino.

Ana Clara ainda foi vice-campeã dos Jogos Estudantis de 2025, em Cuiabá.

Para João Paulo, os resultados alcançados pela estudante nas competições estaduais refletem um trabalho desenvolvido na escola, com incentivo, treino e acompanhamento contínuos.

O desempenho da Ana Clara é resultado de um processo que começou aqui. Mas percebo mudanças não apenas nela. Os demais alunos que praticam xadrez também demonstram maior concentração, mais segurança ao lidar com desafios e mais cuidado ao tomar decisões. Para mim, é uma modalidade muito eficiente nesse desenvolvimento, destaca.

O trabalho desenvolvido na escola também tem contribuído para ampliar o cenário enxadrístico no âmbito escolar de Mato Grosso. Além das aulas e dos treinamentos, os professores João Paulo e Glaydson Magno Andrade da Costa atuam na organização do Festival Escolar de Xadrez (FEX), realizado desde 2024 com o apoio da Federação Mato-grossense de Xadrez.

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Sediado na própria unidade escolar, o festival vem crescendo a cada edição e reunindo estudantes, atletas e admiradores da modalidade de diferentes regiões do estado. Em 2026, o FEX recebeu mais de 80 inscrições, consolidando-se como uma competição estudantil importante para a valorização do xadrez no ambiente escolar.

De acordo com a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), a experiência da unidade está inserida na política de expansão das escolas de tempo integral da rede estadual.

Mato Grosso possui atualmente 594 escolas estaduais, das quais 96 funcionam em tempo integral, o que corresponde a 16,16% da rede. Desse total, 14 unidades são destinadas ao esporte. As escolas de tempo integral estão presentes em 53 municípios.

A rede estadual atende 324.406 estudantes, dos quais 19.650 em tempo integral, o que corresponde a 6,6% das matrículas. Nessas unidades, as práticas esportivas fazem parte da rotina dos alunos e contribuem para uma formação mais ampla, com reflexos na aprendizagem, na convivência e no desenvolvimento emocional.

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