Destaques
CPI das Obras da Copa pode pedir prisão de 30 pessoas em maio no relatório final
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa 2014, deputado Oscar Bezerra (PSB), disse que o levantamento feito após seis meses da sua implantação, a Comissão apurou que R$ 500 milhões poderiam teria ser economizado na construção da matriz de responsabilidade para receber o Mundial em Cuiabá e Várzea Grande.
As investigações que devem ser concluídas no final de maio, já foram levantadas mais de 100 mil paginas impressas e outras 400 mil digitalizadas, além de gravações em vídeo e áudios, 13 mil laudas de processos de contratação que foram divididos em 60 volumes, 37 reuniões com que totalizaram 148 horas em oitivas, com testemunhas, suspeitos e lideres do executivo. O relatório que será anunciado no final de maio, já possui 1,5 mil páginas.
Oscar Bezerra disse que a comissão irá responsabilizar os culpados pelos atrasos na execução das obras, superfaturamentos, indícios de direcionamento de licitações, além de outras irregularidades na execução e contratação das empresas responsáveis pela obra.
Segundo o presidente da Comissão Parlamentar, com as informações que a comissão levantou até o momento, serão sugeridas novas prisões, indisponibilidade de bens e devolução de recursos, "analisando os detalhes, tudo foi armado e arquitetado previamente para que no fim sobrasse alguma coisa para os envolvidos, posso dizer que os resultados das investigações dessa CPI são muitos fortes, já que os indícios de irregularidades estão muito evidentes", pontuou Oscar Bezerra.
Para Bezerra ficou evidente que algumas pessoas envolvidas na construção das Obras da Copa, nem sabiam que estavam nomeados para exercerem cargos importantes na Secretaria Extraordinária Estadual da Copa (Secopa), mas pelo menos 30 pessoas devem ser apontadas como responsáveis e corresponsáveis pelas irregularidades cometidas na execução e contratação das Obras da Copa em Mato Grosso, "até agora apenas o relatório da Arena pantanal foi concluso. O restantes das obras já estão com 80% das investigações conclusas. Podemos antecipar que em maio teremos novas oitivas com o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e com o ex-deputado José Riva e na próxima semana vamos nos reunir para elaborar um relatório onde daremos todos os detalhes da apuração", finalizou Oscar Bezerra.
Destaques
Sinfra/MT desafia Jayme Campos a provar que foram realizados pagamentos antecipados durante a execução da obra do BRT
Uma intensa controvérsia política e institucional estabeleceu-se em Mato Grosso a respeito do gerenciamento orçamentário e da liquidação de contratos nas obras de implantação do sistema Bus Rapid Transit (BRT). O epicentro da discussão envolve a acusação de transferência antecipada de recursos públicos a empresas contratadas, contraposta por desmentidos categóricos da administração estadual, que sustenta a absoluta regularidade fiscal e contratual dos atos executados na infraestrutura do estado.
O embate coloca em lados opostos o Senador da República, Jayme Campos (UB), e os gestores da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), sob o comando de Marcelo Oliveira. Enquanto o parlamentar cobra providências de fiscalização por parte do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), a equipe técnica do Governo do Estado reage em defesa da lisura de seus procedimentos administrativos e da integridade de seu corpo funcional.
A controvérsia ganha corpo no âmbito do modal de mobilidade urbana projetado para integrar a Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá. A construção das estações e corredores estruturantes atinge diretamente os municípios de Cuiabá e Várzea Grande, eixos urbanos centrais que aguardam há anos por soluções definitivas e eficientes para o sistema de transporte coletivo de passageiros.
O estopim do debate ocorreu após cobranças públicas feitas pelo senador, ganhando contornos formais ao resgatar decisões administrativas do final do ano anterior. Notadamente, o debate resgatou o Julgamento Singular nº 946/2025, proferido pelo conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida em 16 de dezembro de 2025, instrumento que concedeu respaldo jurídico excepcional para eventuais pagamentos prévios na aquisição de equipamentos.
A dinâmica dos fatos estruturou-se a partir de declarações públicas nas quais o senador exigiu a apuração sobre o cumprimento físico do contrato. Em contrapartida, o órgão estadual de infraestrutura rebateu publicamente as acusações, desafiando o parlamentar a apresentar provas documentais e enfatizando que a autorização excepcional concedida pela Corte de Contas jamais foi utilizada pela gestão para efetuar desembolsos antecipados.
A motivação central do parlamentar reside no dever constitucional de fiscalizar a aplicação dos recursos públicos federais e estaduais na infraestrutura de mobilidade. Do outro lado, o governo defende a necessidade de preservar a reputação das instâncias técnicas, rebatendo declarações consideradas levianas e reafirmando a observância rigorosa das fases legais de empenho, liquidação e pagamento.
Do ponto de vista financeiro, a disputa envolve cifras vultosas que fundamentam a narrativa de ambos os lados. Enquanto as denúncias citam uma suposta antecipação de R$ 120 milhões e prejuízos bilionários, os dados do Poder Executivo registram um investimento efetivo de R$ 247,6 milhões até a presente etapa, contrabalançado pela arrecadação expressiva de R$ 921,9 milhões obtida com a alienação dos materiais do antigo VLT.
Os dados e argumentos que balizam a matéria fundamentam-se em pronunciamentos do gabinete parlamentar e em documentos oficiais da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT). Somam-se a essas fontes os registros públicos do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) e os portais de transparência governamentais, nos quais estão disponibilizados os relatórios financeiros do contrato e a íntegra da decisão liminar firmada no exercício de 2025.
Como desdobramento jurídico e administrativo imediato, a Secretaria de Infraestrutura anunciou que tomará as medidas legais cabíveis e ingressará com uma ação judicial contra o senador por conta das acusações formuladas. Paralelamente, os órgãos de controle externo manterão a fiscalização contínua sobre a execução física e financeira das obras dos terminais e estações do modal.
O impacto social e político do impasse estende-se à sociedade mato-grossense, que acompanha com atenção os desdobramentos sobre a destinação dos recursos do erário. O desfecho dessa disputa fiscal e judicial determinará não apenas a credibilidade das instituições envolvidas, mas também a celeridade e a segurança no cronograma de entrega de uma obra vital para a mobilidade da população regional.
-
Artigos3 dias atrásO silêncio também precisa de espaço
-
Artigos6 dias atrás“Você sabe com quem está falando?”: A corrupção sistêmica nos órgãos públicos
-
Artigos6 dias atrásO maior legado de um pai começa pelo cuidado com a própria saúde
-
Artigos4 dias atrásO avanço da IA e os limites da humanidade
-
Artigos3 dias atrásTécnicas comportamentais
-
Artigos4 dias atrásQuando o risco marítimo chega à bomba de combustível
-
Destaques4 dias atrásCorrida contra o “Sarampo” mobiliza cidades brasileiras em busca de proteção máxima pela vacinação
-
Destaques5 dias atrásPolícia Federal investiga “suspeita de desvio” em acordo entre Governo de Mato Grosso e Oi S.A.




Você precisa estar logado para postar um comentário Login