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OS DESCASOS E AS PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS

Como vivem os moradores de uma comunidade mais antiga de Cuiabá, São Gonçalo Beira Rio?

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Dificuldades“. O questionamento vem em tom de negação e poderia até soar como negligência, mas apenas é a realidade dos mais de 4 mil moradores da comunidade, localizada a margem do Rio Cuiabá, a mais antiga da Capital com 301 anos.

A comunidade São Gonçalo Beira Rio sofre com o descaso das autoridades públicas. Cenas inconcebíveis como crianças andando em meio ao lixo, esgoto sanitário a céu aberto fazem parte das pessoas.

Nem precisamos publicar que os excrementos das residências são despejados no Rio Cuiabá.

O Blog do Valdemir visitou o local sábado (17), às 13 horas e não constatou as obras que foram prometidas pelo Prefeito de Cuiabá, o candidato a reeleição pelo MDB, Emanuel Pinheiro.

Mas, constatamos que nesse período da Pandemia, ficou ainda mais acentuado que muitos precisam, pelo menos do mínimo para se manter.

O incrível é que a comunidade fez parte de um projeto da Prefeitura nos 300 anos de Cuiabá. Porém, as obras estão paralisadas à 13 meses, e segundo os moradores, sem nenhuma perspectiva de serem retomadas.

O Marco Zero que seria um monumento simbólico contando os chamados “batelões”, tipo de embarcações para a navegação em operações próximas as margens de água rasa, ate agora nada.

Fizeram Audiência Pública na Associação de Moradores da Comunidade São Gonçalo Beira Rio, no dia 13 de setembro 2019, com a presença do vereador e hoje presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Missael Oliveira Galvão do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) que hoje é candidato a  reeleição, e do secretário de Cultura, Esportes e Turismo, Francisco Vuolo, para fiscalização nas obras e conforme os moradores da comunidade São Gonçalo Beira Rio, ficou mesmo só oba-oba.

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Mas se a situação se encontra precária, imagina com a chuva chegando? Peixes mortos, esgoto, muito lixo e água escura.

Na região existem 30 estabelecimentos comerciais, alguns estão fechados, por um simples motivo: o comerciante tem que pagar R$ 380 reais por semana de limpa fossa.

Este é o cenário encontrado as margens do Rio Cuiabá, na região.

Para os internautas do Blog do Valdemir terem uma noção: parte do lixo da cidade e entulhos que se acumulam no período de seca dentro de córregos e bocas de lobo foram parar no Rio Cuiabá após as chuvas registradas nos últimos dias.

Segundo o professor Romildo Gonçalves, a grande quantidade de lixo levada pelas águas das chuvas para os rios vão junto também os produtos químicos e dejetos, causando a perda de vegetação nas margens e o assessoramento refletindo na perda de um ambiente saudável para os peixes.

E o Marco Zero?

Anunciado pelo atual Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro como um Projeto Turístico Cultural, com obelisco e praça, mirante no entorno, além de descida para passeios curtos de navegação pelo Rio Cuiabá, essa era uma obra bastante esperada, que seria inaugurada em outubro de 2019.

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Bom…, com esta eleição que acontece no dia 15 de novembro, com certeza vai aparecer outra promessa de campanha.

A “Rota do Peixe”, com várias peixarias instaladas, bastante frequentadas, principalmente nos finais de semana e feriados. Tradição no artesanato da cerâmica e festa de santo. Nada de Marco Zero.

Discursos, planos e projetos não saíram do papel.

O Marco Zero é uma demanda feito pelo prefeito, está dentro do cronograma dos 300 anos, uma belíssima obra que está em pleno funcionamento“, disse Vuolo na época da Audiência Pública. Mas até este sábado…, nada.

Nota da redação

Cerca de 46% da população cuiabana ainda não conta com os serviços de saneamento básico, conforme dados do Randinz Abes de Saneamento Básico de 2019.

Muitos moradores precisam conviver com o esgoto passando em frente as suas casas, como é o caso da comunidade.

É como disse certa vez o arquiteto e urbanista, José Antônio Lemos dos Santos:

O processo de 2020 é especial, que mesmo com a pandemia será um tempo para a sociedade pensar seu futuro, eleitores e candidatos. Mas Cuiabá que já venceu males maiores como a varíola e a gripe espanhola, vencerá mais está, seguindo vibrante na construção do seu futuro a ser planejado“, já dizia José Antônio Lemos.

E por que não um time de Cuiabá na série “A” do brasileirão?

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TCE/MT nega “Chancelamento de Acordo” de R$ 308 Milhões e aponta origem de vazamento sigiloso

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O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) negou categoricamente ter concedido qualquer tipo de aval ou “Chancelamento ao Acordo Financeiro” firmado entre o Governo do Estado de Mato Grosso e a operadora de telecomunicações Oi. A transação, cujo montante alcança a marca de R$ 308 milhões, tornou-se o centro das atenções das autoridades fiscalizadoras e do Judiciário após indícios de irregularidades na condução do processo administrativo.

A manifestação oficial do órgão de controle externo surge no contexto da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal, e envolve diretamente figuras expressivas do cenário político estadual. Entre os citados nos desdobramentos das investigações estão o candidato à reeleição Mauro Mendes (UB), os conselheiros da corte de contas Guilherme Maluf e Antonio Joaquim, além dos parlamentares estaduais Janaina Riva (MDB), Valdir Barranco (PT) e o candidato ao Senado Pedro Taques (PSB).

A controvérsia ganhou dimensão pública após a deflagração da ação policial, desdobrando-se a partir de representações formuladas nos anos de 2025 e 2026. Os fatos culminaram na circulação recente de peças processuais restritas, situação que acabou por expor divergências institucionais profundas entre a corte de contas e os órgãos de persecução penal encarregados das apurações.

Os acontecimentos e as disputas jurídicas concentram-se no Estado de Mato Grosso, desdobrando-se no âmbito do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) e do Ministério Público Estadual (MPE). O caso também possui ramificações diretas nas instâncias federais de investigação sediadas em Brasília, especificamente perante a Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável por autorizar a intervenção policial.

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O imbróglio intensificou-se com a difusão de um documento sigiloso assinado pelo conselheiro Guilherme Maluf, o qual estaria sendo distribuído pela equipe de assessoria do candidato Mauro Mendes sob a justificativa de atestar a regularidade da transação. Contudo, a corte de contas esclareceu que o texto constitui apenas um parecer informativo elaborado com base em elementos apurados em investigação sigilosa do próprio MPE, não configurando aprovação de mérito.

A divergência quanto à interpretação do documento ganhou força devido ao vazamento da peça restrita. Fontes ligadas à alta cúpula do Tribunal de Contas atribuem ao Ministério Público Estadual (MPE) a responsabilidade pela divulgação indevida do parecer, fato que gerou um choque de versões sobre a postura fiscalizadora do tribunal em relação às negociações efetuadas com a concessionária de telefonia.

A apuração rigorosa conduzida pelos órgãos de controle gira em torno da expressiva quantia de R$ 308 milhões, pactuada no termo de negociação entre o Poder Executivo Estadual e a empresa Oi. Este montante passa por auditoria detalhada para verificar a economicidade e a juridicidade dos termos acertados entre as partes envolvidas.

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As representações protocoladas e a operação policial visam apurar a absoluta legalidade da destinação dos recursos públicos, assegurar a transparência dos atos da administração e verificar se ocorreram favorecimentos pessoais ou desvio de finalidade na celebração do referido acordo comercial com a iniciativa privada.

O caso provocou forte impacto na corrida eleitoral mato-grossense e relembra o arquivamento, sem exame de mérito, de uma representação inicial protocolada em 2025 pela deputada emedebista Janaina Riva sob a relatoria do conselheiro Antonio Joaquim. Na ocasião, contudo, o tribunal determinou o encaminhamento integral de cópias dos autos tanto ao Ministério Público Estadual (MPE) quanto ao Ministério Público Federal (MPF).

Como desdobramento futuro, tramitam atualmente no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) duas novas representações formalizadas em 2026, de autoria do deputado estadual Valdir Barranco (PT) e do candidato a senador Pedro Taques (PSB). As ações, que subsidiaram a atuação da Procuradoria-Geral da República (PGE), encontram-se sob a relatoria do conselheiro Guilherme Maluf e aguardam análise técnica minuciosa para posterior julgamento de mérito pelo plenário do órgão.

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