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Carlos Faváro afirma que o PSD sempre esteve e estará apoiando a administração do governador Pedro Taques
Se casamentos existem na política, o par formado entre PSD e o PSDB não vai muito bem, é que os pesedistas estão descontentes com o tratamento recebido aos seus correligionários e caciques pela base do governo. O fato foi evidenciado pelos 6 deputados do partido que estiveram em uma reunião com o vice-governador Carlos Fávaro que é presidente da Executiva Regional do PSD em Mato Grosso.
Em conversa com a equipe do Blog do Valdemir, alguns dos parlamentares descontentes com o atual governo, eles compararam política a um casamento. “Temos momentos de felicidades e de tristezas e de brigas, mas num casório, se o tratamento dado de um para outro não é bom, a crise se agrava”.
O Partido Social Democrático (PSD), que atualmente possui a maior bancada na Assembleia Legislativa, com seis deputados, continuam descontente com o governador Pedro Taques (PSD), por não estar sendo "prestigiado" na administração do tucano. Os parlamentares querem lealdade do governo Taques com o PSD e mostrar que o partido teve uma importante participação na vitória do tucano ao governo do estado.
O motivo e o pivô de todo esse descontentamento foi a negativa do governador Pedro Taques para à indicação do administrador Andrigo Wiegert para presidência do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), que é filho do deputado estadual Pedro Satélite, um mal-estar foi instalado porque após rejeitar a indicação do PSD, o governador Pedro Taques nomeou Cândido Teles (DEM) para presidir o Intermat, prestigiando assim o líder do Governo na Assembleia, Dilmar Dal Bosco e do ex-senador Jayme Campos, aliado de primeira hora de Taques.
“Nós somos da aliança governista, se somos bem tratados, se a confiança é recíproca, tudo permanece bem”, disseram os parlamentares pesedistas. Por conta da crise, cresceram as especulações de um possível rompimento com os deputados do PSD com o governo do estado, oque acabou não sendo confirmado pelo vice-governador Carlos Favaro.
Os integrantes da sigla ainda reivindicam a manutenção do vice-governador Fávaro na secretaria estadual de Meio Ambiente (SEMA) e querem indicar o ex-vereador por Cuiabá Domingos Sávio para substituir Luzia Trovo, na pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secitec). O pacote ainda inclui o apoio de Taques à indicação do deputado estadual Zé Domingos Fraga ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).
O presidente regional do partido e vice-governador Carlos Favaro disse que realmente existe este descontentamento por parte dos parlamentares quanto à condução política, mas o partido não é adepto do fisiologismo, "não há e nunca houve briga por cargos entre governo e PSD, é bom que fique muito claro. A sigla sempre apoiou o governo e assim continuará”, disse.
Carlos Favaro acrescentou ainda que o governo passa por ampla reforma e no intuito de dar contribuição partidária, o PSD já se colocou por diversas ocasiões à disposição para sanar problemas políticos e técnicos, "estamos preocupados com o momento político e econômico pelo qual passa o estado. Há uma instabilidade financeira e juntos iremos superar. Durante essa reunião pontuamos erros e acertos da gestão estadual. Esse é nosso papel”, informou.
Nos próximos dias uma reunião será realizada do partido com o governador e uma das reivindicações que serão apresentadas, será a pontualidade no repasse das parcelas referentes ao ICMS e Fethab aos municípios. “O PSD é um partido municipalista e em tempo de crise, não é razoável que se permita atraso no repasse aos municípios. Pois é no município que estão as pessoas, sobretudo aqueles que mais necessitam”, disse Favaro.
Na Rádio Capital FM, onde esteve para uma entrevista, o vice-governador falou ainda que “algumas questões de cunho politico dentro da base são importantes, o PSD dentro da Assembleia Legislativa esta sendo bastante leal ao governo do estado, em algumas discussões pesadas dentro da Assembleia eles estão fazendo sua parte em defender o governo, mas o partido também quer colher bons frutos nessa plantação que ajudou a plantar, o que eles querem é ser mais valorizado, mas que tudo isso vai ser levado ao governador e mostrar em detalhes como é que se deve fazer para trabalhar mais com a articulação politica.” afirmou o vice-governador.
O vice-governador e presidente do PSD estadual Carlos Favaro, disse também que é normal ficar insatisfeito, e que é legitima por parte dos parlamentares e alguns dos membros do partido, mas que tudo isso pode ser superadas por meio de muita conversa, e um bom diálogo.
A rebeldia da bancada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e o descontentamento aconteceu na reunião onde estiveram presentes, o senador José Medeiros, deputado federal José Augusto Curvo, o presidente da AMM, Neurilan Fraga, o vereador Toninho de Souza, os deputados estaduais Pedro Satélite, Zé Domingos, Ordonir Bortolin (Nininho), Dr. Leonardo Albuquerque, Wagner Ramos, além dos membros da Executiva Estadual, Eduardo Moura, Renancíldo Soares de Souza, Meraldo Sá, Edson Paulino de Oliveira, Domingos Savio, Nilton Borges Borgato, Stéphano Benevides do Carmo, Lair da Silva e Homero Florisbelo da Silva.
Destaques
“Operação Heritage” expõe teia de fundos em cascata, cessões de crédito interpostas e conexões de alto escalão entre o Executivo, o Judiciário e o setor privado
O QUE
A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje a Operação Heritage, ostensiva ação policial voltada a desarticular um sofisticado esquema institucional de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro no Estado de Mato Grosso. A investigação debruça-se sobre a homologação e o pagamento transacional de um controverso pacto financeiro, mediante o qual cofres estaduais repassaram R$ 308,1 milhões sob a justificativa de encerrar um litígio tributário histórico.
O caso revela indícios severos de concussão, peculato, uso indevido de informação privilegiada e infrações graves contra o Sistema Financeiro Nacional.
QUEM
A teia dos investigados abrange figuras proeminentes do cenário político e jurídico estadual, tendo como alvo central o ex-governador Mauro Mendes (UB), além do deputado federal Fábio Garcia (UB), atual pré-candidato a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta. A ostensiva operação policial atingiu também a procuradora Fabíola Paulino Garcia, irmã do parlamentar, o desembargador Ricardo Gomes de Almeida, nomeado para o Tribunal de Justiça em final de 2025 após atuar como advogado na causa, secretários estaduais de Estado e operadores financeiros encarregados da intermediação dos valores.
QUANDO
As ações de busca e apreensão ocorreram nesta quinta-feira, 6 de agosto de 2026, culminando uma apuração que reconstituiu minuciosamente atos administrativos ocorridos entre 2009 e 2024. O cronograma decisivo iniciou-se em outubro de 2023, quando a empresa Oi S.A. cedeu seus direitos creditícios por R$ 80 milhões; acelerou-se em abril de 2024, data na qual o Executivo estadual chancelou o acordo bilionário e efetuou o crédito suplementar; e desdobrou-se nas movimentações bancárias subsequentes monitoradas pelo Coaf e pela Polícia Federal.

ONDE
Os mandados judiciais foram cumpridos simultaneamente em endereços estratégicos da capital cuiabana, incluindo gabinetes oficiais e sedes corporativas de alto padrão. Agentes federais em viaturas ostensivas ocuparam a sede da Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso (PGE-MT), vistoriando a sala de Fabíola Garcia, além de realizarem apreensões de documentos e mídias digitais em dois escritórios do desembargador Ricardo Gomes de Almeida localizados no Centro Empresarial Maruanã, situado na Avenida do CPA, e em prédio comercial na Avenida São Sebastião.
COMO
A engenharia do suposto desvio operou-se por meio de uma complexa arquitetura financeira baseada em fundos de investimento em cascata e empresas de fachada interpostas. Após a assinatura do Termo de Autocomposição, o direito creditício milionário foi sucessivamente cedido a múltiplos veículos de investimento privados no mesmo mês de abril de 2024, estratégia desenhada para fracionar as parcelas, dissimular a real titularidade dos beneficiários finais e ocultar a liquidação do montante originado do erário estadual.
POR QUE
A motivação central das condutas sob investigação residia no direcionamento proposital de verbas públicas para o enriquecimento ilícito de agentes estatais e particulares aliados. A apuração demonstra que a administração pública converteu uma execução fiscal na qual o Estado era vencedor garantido com trânsito em julgado desde 2018 em uma transação administrativa onerosa, forjando um cenário de risco jurídico artificial tão somente para fundamentar o escoamento dos R$ 308,1 milhões aos cofres de terceiros.

QUANTO
As cifras investigadas refletem uma discrepância astronômica entre a avaliação originária do débito e os valores transacionados ao longo do tempo. A disputa envolvia inicialmente uma dívida tributária do ICMS estimada em R$ 690 milhões; contudo, em 2023, o direito ao crédito foi vendido pela concessionária de telefonia por R$ 80 milhões a um escritório privado.
Este, por sua vez, demandou R$ 583,4 milhões ao Estado e consolidou o acordo definitivo na quantia de R$ 308.123.595,50, pagos com urgência atípica sem a devida previsão orçamentária prévia.
QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS
O desdobramento da Operação Heritage produz abalos sísmicos na estabilidade política de Mato Grosso e reconfigura o quadro eleitoral ao atingir frontalmente a chapa governista à reeleição. Além das previsíveis sanções penais e da indisponibilidade de bens dos implicados, a ação desmantela o fluxo financeiro ilícito, põe sob suspeita a idoneidade de decisões administrativas da PGE-MT e suscita a instauração de procedimentos disciplinares junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Ministério Público.
QUAIS AS FONTES
As evidências do inquérito fundam-se em relatórios da Polícia Federal, auditorias de inteligência financeira, dados da Ação Popular em curso e relatórios de auditoria orçamentária. Em contrapartida institucional, a defesa do ex-governador Mauro Mendes declarou oficialmente que o político confia plenamente no trabalho investigativo da Polícia Federal, coloca-se à inteira disposição das autoridades e aguarda com serenidade os esclarecimentos dos fatos, demonstrando convicção na comprovação da lisura de sua conduta.
O QUE ACONTECE AGORA
A partir de agora, o procedimento investigatório entra em fase de análise pericial de todo o material apreendido nos computadores, celulares e documentos recolhidos durante as buscas. Cabe à Justiça Federal avaliar a manutenção do sigilo dos autos, eventual oferecimento de denúncia formal pelo Ministério Público Federal e a aplicação de medidas cautelares adicionais, enquanto os implicados terão prazos regimentais para apresentar suas defesas prévias diante das instâncias judiciais competentes.
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