Search
Close this search box.

DAR AO PRÓXIMO

“As doações de peixes irão fazer parte do cardápio desta Sexta-feira Santa”

Publicados

em

As Casas Lares de meninos e meninas, Casa de Amparo de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar e Casa de Acolhimento às pessoas em situação de rua foram beneficiadas.

A Secretaria de Assistência Social de Várzea Grande, recebeu doações de peixes que irão fazer parte do cardápio desta Sexta-feira Santa, nas Casas Lares de meninos e meninas, Casa de Amparo de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar e na Casa de Acolhimento às pessoas em situação de ruas.

O repasse do pescado foi feito durante o lançamento da edição do projeto VG Peixe Santo, por iniciativa da Prefeitura de Várzea Grande em parceria com a Associação dos Aquicultores de Mato Grosso (AQUAMAT) e a da Câmara Municipal.

A primeira-dama e Promotora de Justiça, Kika Dorilêo Baracat disse que ficou feliz em ver a junção de esforços entre o município, a Câmara Municipal e o grupo de empresários que se dispuseram a fazer a doação de 270 quilos de pescado que irão fazer parte do cardápio das unidades sociais que abrigam meninos e meninas que foram retirados do seio familiar por terem sofrido agressões, mulheres vítimas de violência e pessoas em situação de rua.

Além de manter a alimentação saudável e nutritiva, nesta data tão importante para os cristãos essas pessoas poderão manter a tradição do consumo do peixe nesta oportunidade, agradeceu.

O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural e Sustentável, Célio Santos, lembrou que o objetivo do projeto VG Santo Peixe é disponibilizar a sociedade várzea-grandense o peixe de qualidade e a preço justo e de também fomentar o consumo dessa proteína tão saudável, que é o peixe.

Estamos hoje aqui na quinta edição da feira da agricultura familiar, e fizemos questão de instalar essa ponte de comercialização do peixe santo aqui, para que a gente possa realmente divulgar mais ainda esse projeto que é muito interessante e importante para a cidade que é exatamente o de auxiliar os nossos agricultores familiares a comercializarem seus produtos diretamente aos consumidores”.

Ele destacou ainda que no ano passado o projeto VG Santo Peixe disponibilizou pelas unidades de processamento de pescado um quantitativo de peixes para que a gente fizesse degustação desses peixes, e neste ano resolvemos fazer diferente, que eles nos disponibilizaram um quantitativo de pescado para que pudéssemos entregar para a secretaria de Assistência Social, para que esta destinasse para as casas de apoio do município.

Leia Também:  Risco de reintrodução de Sarampo voltam a preocupar; MT tem casos confirmados

O presidente da Câmara Municipal, Pedro Tolares, disse que uma ação tão bonita capitaneada pelo secretário Célio Santos, é algo importante e fundamental onde se está organizando a venda do peixe de qualidade e a preços acessíveis, e isso é uma ação importante.

A gente percebe que tem muitas pessoas carentes, e muitas que passam até necessidades sem ter meios de comprar o peixe. Quero também agradecer aos produtores por essa iniciativa na doação dos peixes para atender as unidades sociais do município. Nós também vamos nos juntar a essa causa e faremos também a nossa doação que também será destinada para as casas de acolhimentos”.

A titular da pasta, Ana Cristina Vieira disse que a Assistência Social é conduzida pela primeira-dama Kika Dorilêo Baracat e que todos da secretaria têm a honra de materializar os projetos desenvolvidos.

A Secretaria de Assistência é uma pasta transversal que atua com as demais secretarias e todas as vezes que precisamos, fomos atendidos, a exemplo da Secretaria de Meio Ambiente que tem sido uma grande parceira, por isso a minha gratidão. Quero agradecer também ao presidente da Câmara Municipal, Pedro Paulo Tolares, pelo apoio ao social, e por todas as vezes que está ao meu lado, e hoje aqui mais uma prova dessa sensibilidade nesta belíssima contribuição, agradeceu.

A secretária disse ainda que a doação recebida vai alcançar pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social.

Em nome de todos quero agradecer e disse que essa é uma prova que existe uma corrente do bem em Várzea Grande, uma doação dos empresários, por meio da secretaria de Meio Ambiente, já aqui deu prova do quanto essa corrente é forte, mobilizando outros segmentos para mais doações. Que tenhamos uma Sexta-Feira Santa abençoada, um domingo de Páscoa de Ressurreição, e que ele faz ressurgir nos corações a esperança, o perdão, a solidariedade e o compromisso da ética com a verdade”.

Propaganda

Destaques

“Igreja não é palanque político”

Publicados

em

Com a aproximação das eleições costuma intensificar a disputa por apoio político em diferentes setores da sociedade, inclusive no ambiente religioso. Nesse contexto, ganha força o debate sobre os limites entre liberdade de manifestação, exercício da cidadania e utilização da estrutura das igrejas para fins eleitorais. A questão central é preservar a autonomia da fé sem permitir que espaços destinados à oração, à espiritualidade e ao acolhimento sejam convertidos em instrumentos de campanha.

À medida que o calendário eleitoral avança, partidos e candidatos ampliam suas articulações em busca de alianças, apoios e votos. Prefeitos, vereadores e demais agentes políticos passam a mobilizar estruturas partidárias, equipes de campanha e lideranças capazes de alcançar diferentes segmentos da população. Entre esses interlocutores, líderes religiosos podem exercer influência relevante, o que torna ainda mais importante estabelecer limites claros para que a relação entre religião e política não comprometa a liberdade de consciência dos fiéis.

O problema surge quando o púlpito deixa de ser utilizado prioritariamente para a transmissão de mensagens religiosas e passa a funcionar como espaço de promoção eleitoral. A transformação da comunidade de fé em ambiente de convencimento político pode produzir uma relação de dependência entre autoridade espiritual e escolha eleitoral. Em vez de permitir que cada cidadão decida livremente seu voto, a utilização inadequada dessa influência pode criar constrangimentos, pressões ou expectativas incompatíveis com a autonomia individual.

A crítica à instrumentalização religiosa, contudo, não significa defender o afastamento dos cidadãos de suas responsabilidades políticas. Pessoas religiosas possuem os mesmos direitos de participação na vida pública que qualquer outro cidadão e podem discutir propostas, avaliar governos, acompanhar decisões e expressar suas convicções. A distinção necessária está entre o exercício legítimo da cidadania e a utilização de uma posição de autoridade espiritual para transformar a preferência eleitoral em orientação obrigatória ou em mecanismo de pressão sobre a comunidade.

O debate também envolve a atuação da Justiça Eleitoral, que estabelece parâmetros para impedir práticas capazes de comprometer a legitimidade e o equilíbrio das eleições. De acordo com o entendimento apresentado no conteúdo que fundamenta esta reportagem, a utilização de cultos e estruturas religiosas para promover candidaturas pode, conforme as circunstâncias e as provas reunidas, caracterizar abuso de poder político ou econômico. A análise jurídica, portanto, não elimina a liberdade religiosa, mas procura impedir que ela seja utilizada como justificativa para práticas eleitorais potencialmente abusivas.

Leia Também:  Falta de atitude por parte de alguns prefeitos?

Nesse cenário, líderes religiosos podem manifestar suas opiniões políticas e participar do debate público, desde que respeitem os limites estabelecidos pela legislação. O ponto de atenção está nas situações em que a autoridade espiritual, o espaço religioso, a estrutura institucional ou a relação de confiança existente entre líderes e fiéis são mobilizados para favorecer determinadas candidaturas. Quando a mensagem religiosa se confunde deliberadamente com propaganda eleitoral, torna-se necessário avaliar se houve comprometimento da liberdade de escolha dos eleitores e da igualdade entre os concorrentes.

A questão alcança também a responsabilidade das próprias instituições religiosas. Igrejas possuem autonomia para organizar suas atividades e orientar suas comunidades dentro de suas convicções, mas essa autonomia não deve ser confundida com autorização para transformar o espaço religioso em extensão de uma campanha eleitoral. O púlpito pertence à comunidade de fé e carrega uma finalidade espiritual específica. Preservar essa finalidade pode contribuir para que diferentes opiniões políticas coexistam sem que a divergência partidária provoque divisões ou constrangimentos dentro da própria congregação.

Leia Também:  Rally Ecológico tem lista de espera de 15 pilotos e navegadores

O princípio do Estado laico, por sua vez, não pressupõe hostilidade às religiões nem impede a participação de pessoas religiosas na democracia. Sua finalidade está relacionada à garantia de que diferentes crenças possam coexistir sob as mesmas regras, sem que uma determinada convicção religiosa se converta em instrumento de imposição política sobre toda a sociedade.

A liberdade religiosa protege a manifestação da fé; a legislação eleitoral estabelece limites para assegurar que essa liberdade não seja utilizada para comprometer a regularidade do processo democrático.

A reflexão, portanto, ultrapassa a disputa entre candidatos e alcança uma questão essencial para a vida pública: quem deve decidir o voto?

A resposta, em uma democracia, pertence individualmente a cada eleitor. Convicções religiosas, valores pessoais, experiências sociais e avaliações sobre propostas podem participar legitimamente dessa decisão, mas a escolha precisa permanecer livre de coerção. Quando a fé é utilizada para substituir a consciência individual, o espaço religioso deixa de cumprir plenamente sua função de acolhimento e passa a assumir uma finalidade política que exige atenção.

Preservar a separação entre púlpito e palanque não significa afastar religião e política da sociedade, mas reconhecer que ambas podem participar do debate público sem que uma seja utilizada para capturar a liberdade da outra. Igrejas podem continuar sendo espaços de oração, espiritualidade, solidariedade e reflexão, enquanto seus integrantes exercem plenamente a cidadania e participam das eleições de acordo com suas próprias consciências.

Fé é um direito; participação política também.

O desafio democrático consiste em garantir que nenhuma delas seja transformada em instrumento de manipulação eleitoral.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA