MAIOR FORÇA PARTIDÁRIA DO BRASIL
“Superfederação UB/PP” receberá quase R$ 1 bilhão de Fundo Público de Campanha
A formação da Federação União Progressista (UP), é resultado da união entre União Brasil e Progressistas (PP) que foi oficializada em uma convenção conjunta em Brasília, nesta terça-feira (19). O novo bloco passa a ter 109 deputados federais e 15 senadores, configurando-se como a maior bancada da Câmara dos Deputados e uma das maiores do Senado Federal.
Além do peso no Congresso, a Federação União Progressista (UP) reúne 6 governadores, 4 vice-governadores, 186 deputados estaduais, 4 distritais, 1.335 prefeitos, 1.183 vice-prefeitos e 12.398 vereadores em todo o país. Entre os governadores está Ronaldo Caiado (GO), cotado como pré-candidato à Presidência da República.
Estrutura e comando da nova federação
A condução da Federação União Progressista será compartilhada entre o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, e o presidente do União Brasil, Antônio Rueda. Os partidos mantêm presença no governo federal, com Celso Sabino (Turismo), Waldez Góes (Integração Nacional) e Frederico de Siqueira (Comunicações), pelo União Brasil (UB), e André Fufuca (Esporte), pelo Partido Progressista (PP).
Durante a manhã, dirigentes das duas siglas aprovaram o estatuto da Federação União Progressista. O documento servirá como base para orientar o funcionamento interno e a atuação política do novo bloco partidário.
O próximo passo será a finalização do programa da Federação União Progressista, que vai detalhar as diretrizes políticas. Após essa etapa, o registro formal deve ser protocolado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Convenção do PP e recondução de Ciro Nogueira
O Senador Ciro Nogueira foi reconduzido à presidência nacional do Progressistas, durante convenção partidária em Brasília.
Durante a oficialização da aliança entre o PP e o União Brasil, quando ocorreu a assinatura que forma a Federação Partidária entre os dois partidos, chamada União Progressista, o Governador do Estado de Goiás, Ronaldo Caiado fez questão de reforçar a necessidade do partido “ter um lado”, em referência ao fato de o União Brasil ainda ter cargos na gestão federal, mesmo sinalizando que não estará no projeto de Lula em 2026.
“O partido tem que ter rumo. O partido tem que ter posição clara. Nós sabemos que para vencer hoje a crise do país é preciso que o partido lance o candidato, tenha a posição clara e saiba que a solução é derrotar o Lula na eleição de 2016. Não tem outra solução para o país“, disse Caiado.
Com o mesmo tom, Governador de Goiás atacou o governo Lula, associando-o ao avanço do narcotráfico e à corrupção. Também citou o passado do PT em escândalos como o mensalão e a Lava Jato.
“Vem pousando de democrata, vem pousando de patriota. Um homem que assaltou os aposentados, os mais pobres”, disse.
A fala vem em um contexto de divergências sobre a União Progressista ser ou não oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UB/AP) disse que a nova Federação não é contra ou a favor do governo, os presidentes do União Brasil, Antônio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, disseram o contrário.
As tratativas entre União Brasil e PP são acompanhadas de perto por outros dirigentes partidários, que tentam projetar o tamanho do impacto da aliança nas campanhas de 2026.
A “Superfederação“ receberá a maior fatia entre os 29 partidos registrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Fundo Público de Financiamento de Campanhas. Levando em conta os valores distribuídos em 2024, o montante pode ser equivalente a quase R$ 1 bilhão.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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