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302 ANOS DE VIDA

8 de abril de 1719 – “Cuiabá Cidade Verde”

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Cuiabá é conhecida como Cidade Verde, por causa arborização. Para o historiador e pesquisador em Cuiabá, Pedro Félix, as primeiras fotografias panorâmicas mostram a quantidade de árvore na capital.

A denominação “Cidade Verde” foi imortalizada nos poemas de Dom Aquino Corrêa. Cuiabá era caracterizada por quintais verdes com muita árvore frutífera, detalhou.

Dom Aquino foi nomeado Bispo de Cuiabá no ano de 1915, sendo o mais novo religioso a assumir esse cargo. Ele também foi Governador do Estado de Mato Grosso.

A história de Cuiabá começou a surgir durante as expedições de bandeirantes em busca de índios e minas de ouro, na época colonial, no Século 17. A futura capital mato-grossense atraiu desbravadores como Manoel de Campos Bicudo e seu filho Antônio Pires de Campos, e Pascoal Moreira Cabral, que assinaria a Ata de Fundação de Cuiabá.

Entre os anos de 1670 e 1673, o bandeirante Manoel Bicudo subiu o rio Cuiabá e passou pelo atual Morro de São Jerônimo, situado em Chapada dos Guimarães, município a 65 quilômetros da capital. A princípio, o viajante foi motivado por lendas de que existia ouro nessa localidade. Manoel seguiu até chegar ao encontro dos Rios Cuiabá e Coxipó, local onde acampou e deu o nome de São Gonçalo.

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Três anos mais tarde, foram descobertas novas jazidas, as chamadas “Lavras do Sutil”, nas proximidades do Córrego da Prainha e da Colina do Rosário, onde foi construída a Igreja do Rosário, no centro da localidade.

A povoação se expandia e viria a se tornar a Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. A região de Mato Grosso, por sua vez, seria desmembrada São Paulo, em 1748, tornando-se também uma capitania.

Por meio da carta régia assinada por Dom João 6º, a vila foi elevada à categoria de cidade em 17 de setembro de 1818. A sede da capitania, porém, ainda era a Vila Bela da Santíssima Trindade. Somente em agosto de 1835, Cuiabá se tornou a capital da então província de Mato Grosso, que se transformaria em Estado com a Proclamação da República.

Após o fim da Guerra do Paraguai, a cidade desenvolveu a sua infraestrutura. No final da década de 1930, com a política de integração nacional do governo federal e o programa “marcha para o Oeste”, Cuiabá ganhou a sua primeira avenida, a Getúlio Vargas, além de novos edifícios e rodovias.

Entre 1970 e 1975, quando o Governo Federal incentivava o povoamento do interior do País, a população passou de 83 mil para 127 mil habitantes. A capital de Mato Grosso ultrapassa os 600 mil habitantes e sua área é de 3.495,424 km2. A 20ª capital mais populosa do país, ocupa a 92ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros segundo o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). 

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Ainda resta, porém, esclarecer o significado do nome “Cuiabá“.

Há várias versões para ele e nenhuma é tida como definitiva. A mais tradicional diz que vem do local chamado “Ikuiapá” onde os Índios Bororos pescavam com uma flecha-arpão, que em sua língua chama-se “Ikuia”, sendo “pá” o designativo de lugar.

Para outros, o termo deriva de “kuyaverá”, palavra guarani que se traduziria por “rio da lontra brilhante”.

Teodoro Sampaio (1855-1937), grande estudioso do tupi, afirmava que, se o nome tivesse origem nesta língua indígena, poderia significar “homem que faz farinha”, “farinheiro”, pois “cui” é “farinha” e “abá” homem.

Finalmente, convém lembrar que o célebre cientista alemão Von Martius (1794-1868), que realizou uma grande expedição pelas selvas brasileiras, traduziu o termo como “fabricante de vasilhas”, decompondo-o em “cuia” (vasilha) e “abá” (criador), atribuindo-o a outro dialeto das tribos locais.

Cuiabá tem essa multiplicidade de origens de nome, você escolhe aquele que achar melhor. É uma mistura de portugueses, brancos, índios e negros”.

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Destaques

Consolidação econômica e trajetória política reafirmam a influência de Blairo Maggi no Agronegócio Nacional

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O empresário e ex-governador do Estado de Mato Grosso, Blairo Borges Maggi, alcançou a sexta posição no ranking dos maiores magnatas do Agronegócio brasileiro em 2026. A revelação foi feita após o mapeamento do setor produtivo demonstrar a força expressiva dos grandes players nacionais no cenário econômico global.

A divulgação oficial dos dados ocorreu na última sexta-feira (28), por meio de levantamento anual realizado pela revista Forbes Brasil. A publicação, reconhecida internacionalmente por mapear as maiores fortunas do planeta, apresentou o balanço atualizado dos patrimônios corporativos do país.

O patrimônio líquido do acionista da Amaggi está avaliado em R$ 7,2 bilhões no período atual. O resultado financeiro reflete a performance operacional e a valorização global das commodities agrícolas negociadas por sua holding nos últimos trimestres.

A consolidação patrimonial coloca o empresário no 50º lugar do levantamento geral dos super-ricos brasileiros. Tal posição reflete a alta relevância do Agronegócio na formação das maiores fortunas do país, figurando ao lado de setores como o financeiro e o industrial.

A ascensão ao topo da lista decorre da sólida estrutura da Amaggi, uma das maiores companhias tradings de grãos e fibras do planeta. A corporação, fundada originalmente por seus pais, André e Lucia Maggi, expandiu exponencialmente suas operações comerciais e logísticas ao longo das últimas décadas.

Além do desempenho estritamente empresarial, a expressiva capilaridade pública acumulada pelo executivo fortaleceu sua representatividade setorial. Ele esteve à frente do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso por dois mandatos consecutivos, no período compreendido entre os anos de 2003 e 2010.

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A atuação institucional prosseguiu no Congresso Nacional, onde exerceu mandato no Senado Federal entre 2011 e 2019. Posteriormente, assumiu o comando do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) durante a gestão presidencial de Michel Temer, liderando missões comerciais no exterior.

A presença de Maggi e de seus sócios no topo do ranking evidencia a centralidade do Estado de Mato Grosso na produção e exportação global de grãos. O estado se firma como o principal polo gerador de divisas e fortunas ligadas ao cultivo de soja e milho na América Latina.

A estrutura societária da Amaggi demonstra força coletiva no levantamento da Forbes, figurando também entre as dez maiores fortunas do setor os acionistas Hugo de Carvalho Ribeiro e família, com R$ 7,2 bilhões, e Itamar Locks, detentor de patrimônio avaliado em R$ 6,7 bilhões.

Atualmente, o empresário encontra-se totalmente desvinculado de cargos partidários ou funções públicas, dedicando-se exclusivamente aos conselhos estratégicos do setor privado.

A lista dos dez maiores bilionários do Agronegócio é liderada por Ricardo Castellar de Faria, da Granja Faria, com R$ 35,1 bilhões, seguido pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, com R$ 21,9 bilhões cada, Alceu Elias Feldmann (Fertipar) com R$ 19,2 bilhões, Liu Ming Chung (Nine Dragons Paper) R$ 7,9 bilhões, Blairo Borges Maggi (Amaggi) R$ 7,2 bilhões, Hugo de Carvalho Ribeiro e família (Amaggi), R$ 7,2 bilhões, Itamar Locks (Amaggi), R$ 6,7 bilhões, Rubens Ometto Silveira Mello (Cosan/Raízen/Rumo) R$ 6,3 bilhões, Marcos Molina dos Santos (BRF/Marfrig) com R$ 6,1 bilhões.
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