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CAMPANHA NA RUA PARA 2º TURNO

Estratégia definida pelos partidos de esquerda para concentrar campanha de Lula na rua

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Representantes de partidos de esquerda, entidades da sociedade civil, movimentos sociais, líderes comunitários e comunicadores formaram uma Frente Popular para fortalecer a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Mato Grosso no segundo turno das eleições para a Presidência da República.

Na plenária “Cuiabá com Lula” realizada na noite de quarta-feira (5), participaram integrantes do PT, PC do B, PSOL e PCB. A estratégia definida pelo grupo é de concentrar a campanha de “Lula” na rua, com presença em locais de grande circulação e bairros populares, para dialogar com a população.

As primeiras atividades organizadas pela Frente Popular em Cuiabá começou nesta quinta-feira (6), com panfletagem na Praça Ipiranga, no centro, e na feira do Tijucal (Praça do Popeye). Já nesta sexta-feira (7), a partir das 18h30, haverá panfletagem em três feiras livres: CPA III (4 pistas), Parque Cuiabá e Jardim Imperial.

Na manhã deste sábado (8), uma caminhada pelo Centro de Cuiabá, com concentração a partir das 8h em frente à Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. A partir das 15h, na guarita da Avenida Fernando Corrêa da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), será a concentração da carreata para percorrer a região do Coxipó.

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No domingo (9), a partir das 8h, a mobilização será nas feiras do CPA II e do Pedregal. A partir das 15h, a panfletagem será no Parque das Águas.

Ou nós temos quatro semanas de coragem, ou teremos que conviver quatro anos com medo. Precisamos ter coragem de ir às ruas e conversar com as pessoas, comparar os governos e mostrar como a vida da população era melhor no governo do Lula, para consolidar a vitória do Lula no segundo turno“, disse o deputado estadual Lúdio Cabral (PT), durante a plenária da quarta.

João Batista, do PCdoB, afirmou que a eleição de Lula é necessária para a convivência pacífica no Brasil.

Não estamos aqui para eleger um partido, mas sim para eleger a democracia. E Lula representa a democracia. Temos que retomar o contato com as pessoas mais pobres, falar sobre a carestia, sobre o orçamento de 2023 que vai aumentar radicalmente a pobreza. Lula é a esperança de voltarmos a trilhar um caminho de disputa saudável“, disse.

Lula ganhou nas cidades periféricas de Mato Grosso, que mais dependem do bom desempenho da economia. E o PSOL decidiu que era importante apoiar o Lula desde o primeiro momento, para não dar brecha para o avanço do fascismo“, disse Graziele Tacanã, secretária-geral do PSOL em Mato Grosso.

O professor Leonardo Santos, do PCB, destacou a importância da união de esforços.

Estamos a 25 dias de vencer as eleições e derrotar Bolsonaro, que destrói os direitos da população e atenta contra a vida dos brasileiros e brasileiras. Mato Grosso é um estado de homens e mulheres trabalhadoras e é com essas pessoas que temos que conversar. Podem contar com cada militante do PCB“, disse.

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Política

TJMT mantém ação contra Blairo Maggi por suposto esquema de precatórios de R$ 182 Milhões

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A Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT), rejeitou, de forma unânime, o recurso apresentado pela defesa do ex-governador Blairo Borges Maggi. A decisão colegiada manteve a tramitação integral de uma Ação Civil Pública por improbidade administrativa, a qual apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos. Com essa determinação judicial, o colegiado ratificou que o processo principal deve avançar para a fase de instrução processual, etapa em que haverá a coleta detalhada de provas e a oitiva de testemunhas para o esclarecimento cabal dos fatos narrados.

O cerne da controvérsia jurídica gira em torno de uma suposta fraude na ordem cronológica de pagamento de precatórios judiciais, que teria gerado um prejuízo estimado em R$ 182.943.733,76 aos cofres públicos estaduais. De acordo com a denúncia, o governo mato-grossense realizou 16 pagamentos à Construtora Andrade Gutierrez, os quais somaram o montante expressivo de R$ 276.533.272,15. Essa vultosa quantia destinava-se à quitação de títulos judiciais que a empreiteira possuía contra o extinto Departamento de Estradas de Rodagem do Estado, sucedido pelo Departamento de Viação e Obras Públicas.

As investigações apontam que a suposta organização criminosa operou o esquema ilegal entre os anos de 2009 e 2011, período que abrangeu a transição de mandatos no Poder Executivo Estadual. Conforme os relatórios oficiais, os repasses financeiros foram efetuados por meio da Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (SEFAZ/MT), utilizando-se de mecanismos administrativos para burlar a preferência de outros credores alimentares. A reiteração das condutas ao longo de três anos evidencia, segundo a acusação, o caráter continuado e planejado da suposta fraude financeira.

A sessão virtual de julgamento que culminou na rejeição do recurso defensivo ocorreu no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT), sediado na capital, Cuiabá, e teve suas deliberações encerradas no dia 20 de maio. A tramitação do processo principal prosseguirá perante o juízo da Vara Especializada em Ações Coletivas da Comarca de Cuiabá, foro competente para processar e julgar demandas que envolvem a proteção do patrimônio público.

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A centralização do litígio na capital assegura o cumprimento dos ritos processuais específicos previstos na legislação de regência.

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE/MT) figura como o autor da Ação Civil Pública e baseou a sua peça acusatória nas declarações obtidas por meio do acordo de colaboração premiada firmado pelo também ex-governador Silvalda Cunha Barbosa. O órgão ministerial sustenta que os agentes públicos e privados agiram em clara comunhão de esforços e com unidade de desígnios para lesar o erário. O propósito da ação é obter a condenação integral dos envolvidos e garantir o ressarcimento completo dos valores supostamente desviados da administração pública.

Além do ex-governador Blairo Maggi, respondem ao processo os ex-secretários de Estado Éder de Moraes e Edmilson José dos Santos, o procurador aposentado Francisco Gomes de Andrade Lima Filho e o procurador do Estado João Virgílio do Nascimento. O polo passivo da demanda também inclui o empresário Valdir Piran, a empresa Piran Participações e Investimentos Ltda., a Construtora Andrade Gutierrez e seus antigos diretores Luiz Otávio Mourão e Rogério Nora de Sá.

A ampla gama de réus reflete a complexidade da suposta rede de influências que unia os setores político e empresarial.

A motivação real dos pagamentos dos precatórios consistia, segundo a delação premiada de Silval Barbosa, no desvio de verbas públicas para a quitação de uma dívida clandestina contraída junto ao empresário Valdir Piran. Esse empréstimo irregular teria sido contraído pelo grupo político liderado por Blairo Maggi e Éder de Moraes para o financiamento de campanhas eleitorais e interesses privados. Para operacionalizar o fluxo financeiro e conferir uma aparência de legalidade à transação, as partes envolvidas teriam celebrado um contrato de simulação de negócios com as empresas citadas.

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A defesa técnica de Blairo Maggi recorreu ao Tribunal de Justiça por meio de um agravo de instrumento, requerendo o julgamento antecipado e parcial do mérito da ação civil. Os advogados do ex-governador sustentaram a tese de que dois dos três precatórios auditados não causaram dano efetivo ao patrimônio público e que, por tal razão, a acusação deveria ser sumariamente encerrada quanto a esses pontos.

A estratégia buscava fragmentar o objeto da lide e esvaziar a força da denúncia formulada pelo Ministério Público antes do início da fase de produção de provas.

A relatora do recurso, desembargadora Maria Erotides Kneip, fundamentou o seu voto contrário ao pedido da defesa sob o argumento de que a fragmentação do julgamento mostra-se totalmente inadequada neste estágio processual. A magistrada destacou que o encerramento prematuro de parte da lide impediria uma análise holística do contexto probatório e prejudicaria a apuração da responsabilidade solidária dos réus. O voto da relatora foi seguido de forma unânime pelos demais membros da Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo, que confirmaram a higidez do processo.

Anteriormente, o Tribunal de Justiça já havia negado um pedido do Ministério Público que visava à indisponibilidade e ao bloqueio de bens dos acusados no valor de R$ 182 milhões, mantendo a decisão da juíza Célia Regina Vidotti. Com o novo veredito que negou o recurso de Blairo Maggi, o processo retoma o seu curso regular em primeira instância sem qualquer redução de seu escopo inicial.

As partes serão intimadas para a especificação de provas, dando início definitivo à instrução que determinará a existência ou a inexistência de atos de improbidade.

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