AGORA OS PAPÉIS ESTÃO INVERTIDOS
Intrigas e vaidades: Campos seguem por um caminho sem volta
Reza a lenda urbana que corda rompida e cristal quebrado não tem emendas sem cicatrizes.
Sextouuu caros amigos e leitores do Blog do Valdemir, e o Boteco da Alameda voltou para dizer: tudo que vem transcorrendo nos bastidores da política mato-grossense já é conhecida.
Não foi a primeira vez que a lenda da reunião, envolvendo os poderosos da política do Estado de Mato Grosso, dentro do União Brasil (UB), entre o grupo do Senador Jayme Campos, com o governador e cacique da sigla, Mauro Mendes, se quer começa provocando avalanche, terremoto, tsunami, pororoca, um clima mais nebuloso que tempestade com raio, trovão, vento e muita chuva no Pantanal, no que não nem houve, imagine quando a cúpula dividir a mesma mesa. A Mesa da Távola Redonda.
Os Cavaleiros da Távola Redonda, segundo a lenda, foram os homens premiados com a mais alta ordem da Cavalaria, na corte do Rei Artur, no Ciclo Arturiano. A Távola Redonda, ao redor da qual eles se reuniam, foi criada com este formato para que não tivesse cabeceira, representando a igualdade de todos os seus membros.
O que é a política? Entre todos os conceitos possíveis, a concepção de diálogo se faz presente e dominante. Não faltará nestes conceitos a advertência de que o diálogo só acontece genuinamente entre iguais. Iguais no direito de fala.
Sem diálogo, há o monólogo. Neste caso, prevalece quem tem mais poder fático para afirmar o que quer verbalmente impor. Os frágeis desaparecerão enquanto dissonantes. Então não falarão, sucumbirão para o diálogo. Por isto, não é possível existir a política no monocórdio das falas dos que podem falar. Quem não quer ouvir também não pode se dizer um político. Será um ativista talvez; um ideologizado ao extremo, com certeza.

Manda quem faz e obedece quem tem juízo
Para quem está acostumado mandar e fazer muita gente esperar pela sua boa vontade, inverter os papéis, pode ser considerado uma afronta a determinada “casta”, mas a retrospectiva comprovada, que beber do mesmo elixir, pode não ser considerado um Deleite, assim, o que é bom prá mim, pode não ser bom pra você, geralmente gera muitas controvérsias, rusgas e indisposições.
Neste ano, vários curtos-circuitos já foram propagados, envolvendo os figurões da política, pelo que tudo indica, a grande questão está sendo formada em cima de quem está dando as cartas desta vez, o deputado estadual Júlio Campos já foi governador, o seu irmão Jayme Campos também, mas parece que eles não querem, aceitar que Mauro Mendes é o governador do Estado de Mato Grosso, e também cacique número 1 do União Brasil (UB), desta forma, agora só resta esperar ou seguir prá outros caminhos.
A realidade é que as dificuldades estão fazendo a “água bater no nariz”, e sendo o principal motivo para atitudes que ligam o “modo sobrevivência”, o Senador Jayme Campos se depara com uma disputa severa para sua reeleição, Mauro Mendes, Carlos Fávaro, “Mulher Maravilha”, não deixam “cavalo arreado” passar na porta de ninguém, para vencer qualquer um que seja, terá que lutar, entrar nem que seja pela primeira vez, em uma disputa de verdade, uma verdadeira “briga de compadre Lampião”, opção que para que é próximo do Senador, fica descartado, já que ninguém quer encerrar sua vida pública, com uma derrota acachapante.
Como quem pede carona não pergunta pra onde está indo, o deputado estadual Júlio Campos vem demonstrando com suas atrações, intensivas, ostensivas e extensivas, em defesa do irmão senador, que a esperança é a última que morre, sem cargo A, B ou C, a reeleição do nobre deputado estadual fica praticamente inviável, por vários motivos, entre eles, perderam o poderio na “Cidade Industrial”, com a derrota nas eleições de 2024, resultado que abriu uma verdadeira porteira para outros nomes, como ex-prefeito Kalil Baracat (MDB), e Tião da Zaeli (PL), atual vice-prefeito, sem falar do deputado estadual Fabio Tardin, e outras lideranças que sempre beliscam alguns votos na região.

As derrotas eleitorais…
Em 2024, onde eram considerados os principais polos para garantir e potencializar os nomes nas disputas de 2026, podem ser os principais motivos das redefinições dos prospectos para montagem do cenário político neste ano, “se nem dentro de casa conseguiu ganhar, como vai ficar em região alheia?”, desta forma, montar banca, e achar que ainda está podendo, é bem diferente de poder, na atual situação política do estado, os ventos estão impulsionando as velas para novos horizontes, dando ao passado o lugar que ele merece, até porque já contribui e muito, ensinando o que se deve e não deve fazer.
O eleitor contemporâneo tem acesso a maior número de informações, estão interligados praticamente 24 horas por dia, exigindo das políticas muito mais que discursos, querem ver ações de fato, acompanhar todo processo, das indicações até a entrega das obras, passar despercebida determinadas atuações é coisa do passado, o benefício social como um todo é praticamente um requisito de ingresso na vida pública, e para aqueles que acham que vai conseguir apenas falando, os resultados nas urnas são implacáveis.
De acordo com informações de fontes ligadas aos bastidores da corrida eleitoral, repassadas aos cabeças pensantes do núcleo duro do Boteco da Alameda, os irmãos Campos estão irredutíveis na busca pelos seus papéis de protagonistas, tal atitude pode resultar em efeito de repelente, porque a situação não é favorável, e como em determinadas questões, o mundo não dá voltas, ele capota, mais “vale tomar uma sopa do que dormir sem jantar”, quem diria…
Intrigas & vaidades
As intrigas fazem parte do cardápio humano. Pessoas há, que não podem deixar de promover algo que possa resultar em desentendimento e controvérsia. Isso sempre existiu e sempre existirá. Hoje, com notável intensificação resultante a força que as redes sociais adquiriram.

O Boteco vai falar
Na política, a vaidade consegue ser instrumento perigoso, que leva um líder a condição de inexpressividade em um piscar de olhos.
A vaidade funciona como uma taxa corporal, como uma glicose, por exemplo, que não pode ser nem de menos, muito menos em exagero, visto que em altas taxas compromete perigosamente o resultado das coisas, derrocando impérios, e colocando abaixo verdadeiras construções políticas.
A política, é um processo de construção, uma engenharia pensada em entrelaçar por meio do diálogo pedaços diversos de pensamentos políticos outrora adversos, que muitas vezes se juntam mais pela ótica do menor prejuízo, e não do maior benefício, para caminhar em uma empreitada eleitoral juntos.
Ter vaidade em cota aceitável, de todo, é muitas vezes necessário, todavia o excesso estraga o ambiente político, afasta as ligas políticas e desconstroem tudo que o diálogo inicial propiciou.
Uma articulação política bem-posta, dentre outras atribuições tem que lidar e dosar bem as vaidades, tendo que administrar egos inflamados assim como gerenciar todos os conflitos de vaidades encontrados num mesmo palanque.
É tarefa cirúrgica tem que manter baixos os muros construídos pela vaidade.
Segue o fluxo!
Política
Delações de executivos da Aegea implicam deputado federal em “Esquema de Propinas Multimilionárias”
O cenário político e corporativo brasileiro enfrenta um novo e complexo abalo institucional com a revelação de graves acusações de corrupção que conectam o setor de infraestrutura ao Parlamento. Ex-executivos da Aegea, considerada a maior empresa privada de saneamento básico do território nacional, acusaram formalmente o deputado federal mato-grossense, Juarez Costa (Republicanos) de receber vantagens indevidas estimadas em R$ 30 milhões, além de um veículo de luxo da marca BMW. O vultoso suborno teria sido repassado ao político com o objetivo claro de facilitar de forma ilícita os negócios e os contratos da concessionária de serviços públicos de água e esgoto no município mato-grossense de Sinop.
As graves denúncias que envolvem o congressista ganharam publicidade por meio de uma detalhada reportagem investigativa assinada pelo jornalista Eduardo Militão, veiculada originalmente no portal de notícias Metrópoles. A divulgação do caso trouxe à tona os bastidores de um suposto esquema de favorecimento financeiro que operava na interface entre o poder público municipal e a iniciativa privada. O impacto da publicação jornalística repercutiu imediatamente nos principais centros políticos do país, uma vez que o conteúdo exposto detalha transações clandestinas que fragilizam a lisura de concorrências públicas e a própria governança de grandes corporações nacionais.
As supostas ilegalidades teriam ocorrido de forma continuada ao longo de um período de sete anos, compreendido especificamente entre as gestões de 2009 e 2016, época em que Juarez Costa comandava o Poder Executivo como Prefeito de Sinop. Os repasses financeiros ilícitos e as negociações escusas estendiam-se na mesma medida em que a empresa expandia sua atuação regulatória na promissora região norte do Estado de Mato Grosso. Os prazos delineados pelos investigadores apontam para uma prática sistêmica e duradoura, indicando que o mecanismo de corrupção institucionalizada mantinha-se estável e imune aos controles internos da administração municipal durante os dois mandatos consecutivos do então chefe do Executivo local.
A base factual e jurídica que sustenta as pesadas acusações contra o parlamentar está materializada em minuciosos acordos de colaboração premiada firmados por cinco antigos dirigentes de alto escalão da Aegea com o Ministério Público. As referidas delações premiadas foram submetidas ao crivo do Poder Judiciário e acabaram chanceladas e homologadas em definitivo no ano de 2025 pelo ministro Raul Araújo, integrante do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A participação de magistrados da Suprema Corte confere robustez jurídica aos relatos dos colaboradores, transformando os depoimentos em peças fundamentais de um inquérito que tramita sob rigoroso sigilo e obedece aos ritos processuais penais vigentes no país.
A motivação primordial que impulsionou o pagamento das vultosas propinas residia na busca incessante da Aegea por vantagens comerciais e pela garantia de hegemonia em contratos públicos de saneamento. Os ex-executivos da companhia admitiram que a distribuição de propinas funcionava como uma ferramenta estratégica de expansão corporativa agressiva, destinada a neutralizar a concorrência e a assegurar aditivos contratuais benéficos aos interesses privados.
O suborno era encarado pelos operadores do esquema como um custo operacional necessário para viabilizar a entrada e a permanência da concessionária em mercados municipais estratégicos, garantindo receitas previsíveis e de longo prazo mediante a corrupção de agentes políticos.
O modus operandi estruturado para a execução das fraudes baseava-se em um amplo consórcio de corrupção que extrapolou as fronteiras mato-grossenses, conforme confissões que apontam para o pagamento global de R$ 63 milhões em propinas. Esse esquema ramificado, ativo entre 2010 e 2018, envolveu diretamente vinte municípios distribuídos por seis estados da federação, demonstrando o caráter interestadual da engrenagem criminosa.
As transferências financeiras eram dissimuladas por meio de contratos fictícios e prestação de serviços simulados, técnicas contábeis sofisticadas projetadas especificamente para ludibriar órgãos de fiscalização e dar aparência de legalidade aos recursos de origem nitidamente espúria.
A relevância institucional deste caso ganha contornos dramáticos devido ao peso econômico da Aegea, uma gigante do setor privado que atende milhões de usuários e opera em centenas de cidades brasileiras. A relevância da denúncia amplia-se diante do contexto de forte expansão do mercado de saneamento básico no Brasil, impulsionado por recentes modificações no marco regulatório nacional que estimularam a privatização dos serviços essenciais. Suspeitas de fraudes em uma corporação desse porte geram severas desconfianças no mercado financeiro e comprometem a credibilidade dos modelos de concessão pública, levantando dúvidas sobre a real eficiência da participação privada em áreas sensíveis do desenvolvimento social.
A complexidade econômica da conjuntura agrava-se com a participação societária da Itaúsa, holding controladora do Itaú Unibanco, que realizou aportes bilionários na Aegea no exato período em que os crimes eram relatados. A referida holding injetou inicialmente R$ 1,3 bilhão na empresa de saneamento no ano de 2021, adicionando posteriormente um aporte complementar de R$ 1,2 bilhão, o que lhe confere hoje cerca de 13% do capital social da companhia.

Conquanto a menção à Itaúsa não configure indício de cumplicidade da holding nos atos ilícitos descritos pelos delatores, a presença de um investidor desse equilíbrio ilustra a magnitude financeira da holding e eleva o caso a uma crise de governança de repercussão internacional.
Os desdobramentos desta investigação provocaram reações imediatas nos bastidores políticos de Mato Grosso, onde Juarez Costa mantém uma sólida base eleitoral e exerce atualmente o mandato eletivo na Câmara dos Deputados, em Brasília. A ausência de manifestações imediatas por parte do parlamentar, que preferiu manter-se em silêncio quando instado a pronunciar-se pela equipe do Metrópoles, alimentou as especulações sobre seu futuro político e jurídico.
Analistas apontam que o avanço das apurações judiciais e uma eventual abertura de processo ético-parlamentar podem culminar em severas sanções políticas, incluindo o risco iminente de perda de mandato e de inelegibilidade.
O escândalo recoloca no centro do debate republicano a urgência de mecanismos permanentes de transparência e de controle social rígido sobre os contratos de concessão de serviços de utilidade pública. Quando a prestação de serviços fundamentais à saúde e à dignidade humana torna-se dependente de vultosas parcerias com conglomerados econômicos privados, a fiscalização estatal não pode apresentar falhas nem tolerar interferências políticas espúrias.
O desfecho das investigações em curso será determinante para demonstrar a capacidade das instituições brasileiras em punir crimes de colarinho branco, assegurando que o interesse público prevaleça de forma absoluta sobre ambições financeiras particulares e coalizões criminosas.
-
Artigos6 dias atrásO “menino” Neymar
-
ESPORTES6 dias atrásCuiabá vence e amplia crise na Ponte Preta
-
Artigos4 dias atrásA IGREJA E O COMBATE AO TRABALHO INFANTIL
-
Artigos3 dias atrásAmor e proteção previdenciária: os riscos da informalidade afetiva
-
Artigos3 dias atrásCanetas para emagrecimento podem ajudar a reduzir o risco de câncer?
-
Artigos3 dias atrásA simplificação que complica
-
ESPORTES4 dias atrásTrês cerimônias de abertura com espetáculo multicultural no México
-
Artigos5 dias atrásMenopausa: quem disse que namorar tem prazo de validade?



