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Robson Fraga: – Menores no crime: uma escolha social
Menores no crime: uma escolha social
Por: Robson Fraga –
De quem é a responsabilidade por evitar o envolvimento de menores com o crime? Da sociedade, das polícias, do poder judiciário, do ministério público ou da própria família? Uma pergunta difícil de responder, já que cabe a toda sociedade organizada cuidar de seus meninos e meninas. A garantia de acesso a moradia, alimentação, educação, esporte, cultura, carinho, educação e respeito deve ser pactuada.
Os primeiros gestos, toques, palavras e cuidados que vão impregnar a mente da criança devem partir da família. São eles que vão determinar as regras de convívio e moldar o comportamento, a expressão e o respeito próprio e ao próximo. De nada adiantará dizer o que é certo ou errado se dentro de casa houver agressões verbais ou físicas. Se a prostituição do corpo ou das ideias forem comuns. Se a corrupção for a estratégia para o crescimento financeiro familiar. Se a banalização das instituições fizer parte do dia-a-dia.
Se quisermos evitar que nossos jovens encontrem no crime um meio de vida ou amparo social precisaremos resgatar a família, desenvolver a cidadania e a democracia social. Forjar o caráter na ética e na hombridade a fim de que estejam preparados para dizer não às ofertas vis que o mundo aponta. Perceber que as conversas e brincadeiras em família ou entre amigos entretém muito mais que programas de TV ou vídeos de origem duvidosa expostos nas mídias/redes sociais. Não há outra escolha: só a educação livra o homem do crime.
Neste contexto, também precisamos cobrar do estado que assuma suas responsabilidades e garanta educação formal, saúde, trabalho, poder de compra e segurança pública. Da sociedade, o acompanhamento constante dos atos praticados por seus representantes legitimamente eleitos e a denúncia de cada ato de corrupção. Do ministério público que investigue as denúncias e as comunique ao judiciário que tem a obrigação de punir todo e qualquer infrator com o rigor da lei sem se importar com classe social, grau de parentesco, cor da pele ou nível de escolaridade.
Precisamos de um ambiente limpo, democrático, próspero e de oportunidades iguais para todos. Só assim será possível colocar ponto final na corrupção e no banditismo que têm assolado o país e nos deixado viver esta constante sensação impotência perante as injustiças sociais e à insegurança pública. A formação de trabalhadores é responsabilidade da família e do estado. A criação de delinquentes e bandidos também. Cabe a cada um de nós escolhermos o melhor método para definir a sociedade em que queremos viver.
* Robson Fraga é jornalista.
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Valores de casa: o verdadeiro endereço da vida
Autora: Soraya Medeiros* –
Há um endereço que permanece em nós muito depois da partida. Não é o CEP registrado em documentos, nem o bairro onde crescemos. É um endereço invisível — formado pelos valores que recebemos no lar. Quando sólidos, eles nos acompanham por toda a vida, orientando escolhas, moldando atitudes e sustentando quem nos tornamos.
Em tempos marcados pela pressa e pela busca de resultados imediatos, essa verdade parece esquecida: o verdadeiro endereço do ser humano não é geográfico, é ético. Mudamos de cidade, de país, de profissão e de relações. Vivemos o reconhecimento e também a rejeição. Ainda assim, nas diferentes fases da vida — nas conquistas ou nas dificuldades — são os valores aprendidos em casa que nos orientam. Honestidade, respeito, trabalho e empatia deixam de ser apenas palavras e se tornam referências internas.
Como destaca o psicólogo e educador Rossandro Klinjey, os valores não se herdam, mas se constroem pelo exemplo e pela convivência. O lar, portanto, é mais do que um espaço físico: é a primeira escola da alma. É ali que se formam as bases que, mais tarde, sustentarão decisões, relações e caminhos inteiros.
Por isso, os conselhos daqueles que vieram antes merecem atenção. Pais, avós, tios e mestres carregam experiências que ainda nem sabemos nomear. Suas trajetórias são tecidas de erros, acertos, quedas e recomeços. E, muitas vezes, na simplicidade de suas palavras, está a profundidade de quem já enfrentou a vida em sua forma mais real.
Ainda assim, vivemos uma época em que o conselho é frequentemente ignorado. O excesso de informações faz com que muitos confundam opinião com sabedoria. A pressa leva outros a tratar a experiência como algo ultrapassado. Esquecemos que a maturidade não surge por acaso — ela é construída ao longo do tempo, também por meio das dificuldades. Por isso, é essencial saber ouvir: não apenas quem nos agrada, mas principalmente quem nos orienta com verdade. É no silêncio dessa escuta que a nossa consistência se consolida.
E é nesse ponto que surge uma reflexão sobre a felicidade. Não a felicidade passageira das conquistas materiais ou do reconhecimento público, mas aquela que resiste ao tempo. A felicidade de quem, ao final do dia, consegue olhar para si e reconhecer alguém que permaneceu fiel aos próprios princípios.
Porque, no fim, o sucesso é instável. O fracasso é passageiro. Mas os valores que criam raízes na alma permanecem. São eles o único endereço que nunca deixamos.
*Soraya Medeiros é jornalista.
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