Search
Close this search box.

Artigos

Ricardo Becker: – A nuvem passageira de um mundo híbrido

Publicados

em

 

      A nuvem passageira de um mundo híbrido

Por: Ricardo Becker

Será que vai chover no final de semana? É só dar uma olhada na nuvem! Mas não precisa ir à janela para ver o céu. É na nuvem computacional, cuja capacidade é tamanha a ponto de permitir, dentre milhões de outras coisas, previsões meteorológicas cada vez mais assertivas e de locais mais distantes.

A maioria das pessoas que utiliza computadores e smartphones tem uma visão pessoal das finalidades para as quais desejam se utilizar da nuvem. Utilidades tais como armazenar fotos e arquivos, usar softwares, assistir a filmes e séries, utilizar bancos digitais e muitas outras novas integrações que surgem todos os dias para contribuir com a nossa rotina.

Empresas e instituições também se beneficiam muito do armazenamento em nuvem. Basta comparar a nuvem pública com um hotel, por exemplo. Paga-se pela utilização do serviço sem ter qualquer preocupação com manutenção da infraestrutura, pessoal, fornecedores e todo o resto.

Uma realidade cada dia mais latente no nicho corporativo nacional, já que, segundo o estudo “Desempenho Global sobre Computação em Nuvem”, feito pela BSA The Software Alliance mostra um salto do Brasil entre os 24 países que lideram o mercado de Tecnologia da Informação no planeta. O país, que estava na 22ª colocação em 2016, terminou 2018 em 18º lugar. Não é para menos. Pesquisa da Frost&Sullivan, empresa internacional de consultoria e inteligência de mercado, aponta que 41% das empresas brasileiras já investem em algum modelo de cloud computing e outras 42% devem investir até o final de 2019.

No cenário corporativo, a primeira fase da computação em nuvem trouxe a possibilidade de utilizarmos capacidade computacional de outro local, pagando pelo consumo. Isso mudou positivamente a dinâmica para todos, sejam clientes ou fornecedores diretos e indiretos. Mas nem tudo são flores. Uma das belezas do mundo corporativo é que cada empresa tem sua própria impressão digital, suas peculiaridades e, justamente por isso, a adoção da nuvem pública nem sempre é fácil, adequada ou sequer possível.

Pensou-se, então, em infraestruturas híbridas, onde era possível mover o que era adequado para nuvens públicas e, ainda assim, manter outra parte dentro das empresas. Esse cenário mostrou-se interessante, pois ao mesmo tempo que impulsionava a adoção da nuvem pública, permitia ao negócio determinar com liberdade e conforto o que não deveria sair de “dentro de casa”.

Agora, estamos avançando para outra fase. A nova geração da computação híbrida fornece serviços de infraestrutura que entregam planejamento e capacidade computacional sob demanda, combinando a agilidade e gestão de infraestrutura da nuvem pública com a segurança e o desempenho da infraestrutura local. Ou seja, dentro das empresas.

Na prática, os fornecedores irão avaliar e traçar uma previsão de carga computacional e, ao inserir na companhia os equipamentos necessários, monitorá-la e gerenciá-la. E terão disponível, inclusive, capacidade expansível para consumo por crescimento, cobrada como excedente. Esse modelo endereça vários pontos da clássica discussão sobre “investimento em infraestrutura local versus utilização”, além de trazer conforto para empresas que não querem ver todas as suas informações armazenadas fora de suas estruturas.

O fato inegável é que a computação, hoje, caminha cada vez mais orientada aos ambientes híbridos, em diversos sabores, combinações e proporções. Na era do Big Data, as tecnologias emergentes que estão entrando no mercado (como computação executada em memória – Memory Driven Computing -, computação quântica, processadores neuromórficos e redes hiper-rápidas) contribuem para ampliar cada vez mais o leque de opções em um futuro cada vez mais híbrido em todos os aspectos de nossa vida, corpo e dia a dia.

Ricardo Becker é empresário da área de tecnologia, nascido na cidade de Cuiabá, formado pela Universidade Federal de Mato Grosso em Ciências da Computação, especialista em Continuidade de Negócios e Recuperação de Desastres e CEO do Grupo Becker. Na Carreira, desenvolveu centenas de projetos dentro e fora Brasil, acumula 25 anos de experiência, dezenas de certificações oficiais, entre elas o CBCP pelo Disaster Recovery Institute International (DRI) e prêmios como Canais Referência, Top of Mind, MPE Brasil e The Winner.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  A importância da prevenção e saúde masculina

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Artigos

Valores de casa: o verdadeiro endereço da vida

Publicados

em

Autora: Soraya Medeiros*

Há um endereço que permanece em nós muito depois da partida. Não é o CEP registrado em documentos, nem o bairro onde crescemos. É um endereço invisível — formado pelos valores que recebemos no lar. Quando sólidos, eles nos acompanham por toda a vida, orientando escolhas, moldando atitudes e sustentando quem nos tornamos.

Em tempos marcados pela pressa e pela busca de resultados imediatos, essa verdade parece esquecida: o verdadeiro endereço do ser humano não é geográfico, é ético. Mudamos de cidade, de país, de profissão e de relações. Vivemos o reconhecimento e também a rejeição. Ainda assim, nas diferentes fases da vida — nas conquistas ou nas dificuldades — são os valores aprendidos em casa que nos orientam. Honestidade, respeito, trabalho e empatia deixam de ser apenas palavras e se tornam referências internas.

Como destaca o psicólogo e educador Rossandro Klinjey, os valores não se herdam, mas se constroem pelo exemplo e pela convivência. O lar, portanto, é mais do que um espaço físico: é a primeira escola da alma. É ali que se formam as bases que, mais tarde, sustentarão decisões, relações e caminhos inteiros.

Por isso, os conselhos daqueles que vieram antes merecem atenção. Pais, avós, tios e mestres carregam experiências que ainda nem sabemos nomear. Suas trajetórias são tecidas de erros, acertos, quedas e recomeços. E, muitas vezes, na simplicidade de suas palavras, está a profundidade de quem já enfrentou a vida em sua forma mais real.

Ainda assim, vivemos uma época em que o conselho é frequentemente ignorado. O excesso de informações faz com que muitos confundam opinião com sabedoria. A pressa leva outros a tratar a experiência como algo ultrapassado. Esquecemos que a maturidade não surge por acaso — ela é construída ao longo do tempo, também por meio das dificuldades. Por isso, é essencial saber ouvir: não apenas quem nos agrada, mas principalmente quem nos orienta com verdade. É no silêncio dessa escuta que a nossa consistência se consolida.

E é nesse ponto que surge uma reflexão sobre a felicidade. Não a felicidade passageira das conquistas materiais ou do reconhecimento público, mas aquela que resiste ao tempo. A felicidade de quem, ao final do dia, consegue olhar para si e reconhecer alguém que permaneceu fiel aos próprios princípios.

Porque, no fim, o sucesso é instável. O fracasso é passageiro. Mas os valores que criam raízes na alma permanecem. São eles o único endereço que nunca deixamos.

*Soraya Medeiros é jornalista.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Wilson Pires: - COMARCA DE VÁRZEA GRANDE: 35 ANOS DE INSTALAÇÃO
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA