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Lauro Antônio: – Coworking, uma ótima opção de reduzir custos do seu negócio, nesta crise
Coworking, uma ótima opção de reduzir custos do seu negócio, nesta crise
Por: Lauro Antônio –
Em meio a crise, a opção é diminuir custos para continuar empreendendo e se manter no mercado. E nessa onda de economizar que muitas empresas e profissionais liberais têm optado em trabalhar, receber clientes e fazer reuniões e treinamentos em espaços compartilhados, o conhecido Coworking.
No Coworking vários profissionais podem trabalhar em conjunto dividindo, além do mesmo ambiente, também os seus custos com mais pessoas ou empresas. Você paga um valor por diária ou mensal e lá você tem além do espaço físico e um endereço profissional, tem ar condicionado, café, água e internet, tudo compartilhado, ou seja o custo é infinitamente menor que se você estivesse com um escritório ou com uma sala comercial alugada.
Não é a toa que entre as muitas definições, dada ao Coworking, uma dela é: “Ambiente econômico favorável para aproveitar e melhorar o Networking e conseguir novos parceiros“.
Além da redução de custos, o Coworking gera network, ou seja, quando você trabalha com outras pessoas de setores diferentes, você consegue construir uma cadeia de contatos que podem gerar clientes e negócios. Mostra que você é antenado e moderno com as tendências de mercado do mundo. Como o conceito de Coworking é algo novo, então, o apresente aos seus clientes, isso vai transmitir uma ótima impressão. Participe de eventos que o Coworking realiza, é uma oportunidade de ampliação de conhecimentos. Outra vantagem é que o Coworking torna as pessoas mais produtivas do que um home office. Por isso é uma opção também para quem está estudando para concurso.
Então vale a pena experimentar. Em tempos de crise, porque não juntar o útil que é a redução de despesas com o agradável que é ampliar contatos e fazer bons negócios?
Lauro Antônio é empresário e sócio-proprietário do Black Space Coworking em Cuiabá
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Valores de casa: o verdadeiro endereço da vida
Autora: Soraya Medeiros* –
Há um endereço que permanece em nós muito depois da partida. Não é o CEP registrado em documentos, nem o bairro onde crescemos. É um endereço invisível — formado pelos valores que recebemos no lar. Quando sólidos, eles nos acompanham por toda a vida, orientando escolhas, moldando atitudes e sustentando quem nos tornamos.
Em tempos marcados pela pressa e pela busca de resultados imediatos, essa verdade parece esquecida: o verdadeiro endereço do ser humano não é geográfico, é ético. Mudamos de cidade, de país, de profissão e de relações. Vivemos o reconhecimento e também a rejeição. Ainda assim, nas diferentes fases da vida — nas conquistas ou nas dificuldades — são os valores aprendidos em casa que nos orientam. Honestidade, respeito, trabalho e empatia deixam de ser apenas palavras e se tornam referências internas.
Como destaca o psicólogo e educador Rossandro Klinjey, os valores não se herdam, mas se constroem pelo exemplo e pela convivência. O lar, portanto, é mais do que um espaço físico: é a primeira escola da alma. É ali que se formam as bases que, mais tarde, sustentarão decisões, relações e caminhos inteiros.
Por isso, os conselhos daqueles que vieram antes merecem atenção. Pais, avós, tios e mestres carregam experiências que ainda nem sabemos nomear. Suas trajetórias são tecidas de erros, acertos, quedas e recomeços. E, muitas vezes, na simplicidade de suas palavras, está a profundidade de quem já enfrentou a vida em sua forma mais real.
Ainda assim, vivemos uma época em que o conselho é frequentemente ignorado. O excesso de informações faz com que muitos confundam opinião com sabedoria. A pressa leva outros a tratar a experiência como algo ultrapassado. Esquecemos que a maturidade não surge por acaso — ela é construída ao longo do tempo, também por meio das dificuldades. Por isso, é essencial saber ouvir: não apenas quem nos agrada, mas principalmente quem nos orienta com verdade. É no silêncio dessa escuta que a nossa consistência se consolida.
E é nesse ponto que surge uma reflexão sobre a felicidade. Não a felicidade passageira das conquistas materiais ou do reconhecimento público, mas aquela que resiste ao tempo. A felicidade de quem, ao final do dia, consegue olhar para si e reconhecer alguém que permaneceu fiel aos próprios princípios.
Porque, no fim, o sucesso é instável. O fracasso é passageiro. Mas os valores que criam raízes na alma permanecem. São eles o único endereço que nunca deixamos.
*Soraya Medeiros é jornalista.
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