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Eluise Dorileo: – O pertencimento na Constelação Familiar

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                        O pertencimento na Constelação Familiar

Por: Eluise Dorileo – 

A Constelação Familiar criada pelo terapeuta alemão Bert Hellinger nos anos 70, que ajuda a identificar e resolver bloqueios familiares que de alguma forma estão obstruindo os campos de energia pessoal de um individuo, segue três Leis sistêmicas ou do amor que são Hierarquia; Pertencimento e Equilíbrio de Troca, o que dá e recebe.

eluize artigoE as Leis Sistêmicas exercem papel fundamental no equilíbrio e manutenção do sistema familiar. Bert diz que todos têm o igual direito de pertencer, todos pertencem ao sistema familiar independente de sua conduta. Perde  a credibilidade, mas não o direito ao pertencimento, ou seja, não vai deixar de pertencer a sua família por ter cometido um assassinato, por exemplo. Pode perder a credibilidade, confiabilidade e até sua proximidade dos familiares, mas não tiram seu pertencimento a aquela família, mesmo sendo um inconveniente e uma vergonha para a família.

No entanto, essa "ordem" demonstra que quando um membro de uma família é excluído pelos outros,  isso cria um efeito negativo em todo seu sistema familiar. Percebe-se que esse comportamento reprovável reaparece em alguma das gerações seguintes como netos e bisnetos.

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Ou também, na forma de um problema de relacionamento entre membros como irmãos ou um casal.

Também causa alteração no sistema familiar, quando uma pessoa que não faz parte da família como uma ex-namorada, por exemplo, é prejudicada por um membro como abandonada ou trocada por outra.  A energia de essa exclusão pode atuar sobre os filhos do novo casal.

Um filho se comporta de modo "inapropriado" tendo ciúme de um dos pais, ou tendo mal comportamento em casa, ele pode estar sofrendo os efeitos daquela mãe que foi deixada de lado em favor da união dos pais.

Podemos entender que seria quando a felicidade de alguém foi fruto da infelicidade de outro. Precisamos incluir essa pessoa no sistema através do reconhecimento de sua existência e importância em um dado momento do sistema para que as coisas encontrem a ordem e se faça uma reconciliação pacífica entre todos.

Muitas famílias se libertam de coisas dolorosas do passado que ficaram guardadas em alguma história de seus antepassados. Coisas que só na constelação familiar são reveladas.

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Eluise Dorileo é psicóloga,terapeuta familiar com especialização em Constelação Familiar.

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Valores de casa: o verdadeiro endereço da vida

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Autora: Soraya Medeiros*

Há um endereço que permanece em nós muito depois da partida. Não é o CEP registrado em documentos, nem o bairro onde crescemos. É um endereço invisível — formado pelos valores que recebemos no lar. Quando sólidos, eles nos acompanham por toda a vida, orientando escolhas, moldando atitudes e sustentando quem nos tornamos.

Em tempos marcados pela pressa e pela busca de resultados imediatos, essa verdade parece esquecida: o verdadeiro endereço do ser humano não é geográfico, é ético. Mudamos de cidade, de país, de profissão e de relações. Vivemos o reconhecimento e também a rejeição. Ainda assim, nas diferentes fases da vida — nas conquistas ou nas dificuldades — são os valores aprendidos em casa que nos orientam. Honestidade, respeito, trabalho e empatia deixam de ser apenas palavras e se tornam referências internas.

Como destaca o psicólogo e educador Rossandro Klinjey, os valores não se herdam, mas se constroem pelo exemplo e pela convivência. O lar, portanto, é mais do que um espaço físico: é a primeira escola da alma. É ali que se formam as bases que, mais tarde, sustentarão decisões, relações e caminhos inteiros.

Por isso, os conselhos daqueles que vieram antes merecem atenção. Pais, avós, tios e mestres carregam experiências que ainda nem sabemos nomear. Suas trajetórias são tecidas de erros, acertos, quedas e recomeços. E, muitas vezes, na simplicidade de suas palavras, está a profundidade de quem já enfrentou a vida em sua forma mais real.

Ainda assim, vivemos uma época em que o conselho é frequentemente ignorado. O excesso de informações faz com que muitos confundam opinião com sabedoria. A pressa leva outros a tratar a experiência como algo ultrapassado. Esquecemos que a maturidade não surge por acaso — ela é construída ao longo do tempo, também por meio das dificuldades. Por isso, é essencial saber ouvir: não apenas quem nos agrada, mas principalmente quem nos orienta com verdade. É no silêncio dessa escuta que a nossa consistência se consolida.

E é nesse ponto que surge uma reflexão sobre a felicidade. Não a felicidade passageira das conquistas materiais ou do reconhecimento público, mas aquela que resiste ao tempo. A felicidade de quem, ao final do dia, consegue olhar para si e reconhecer alguém que permaneceu fiel aos próprios princípios.

Porque, no fim, o sucesso é instável. O fracasso é passageiro. Mas os valores que criam raízes na alma permanecem. São eles o único endereço que nunca deixamos.

*Soraya Medeiros é jornalista.

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