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Domingos Sávio Bruno: – A CIDADE VIAJA NO TEMPO 

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                            A CIDADE VIAJA NO TEMPO

Por Domingos Sávio Bruno – 

Uma cidade que possui pessoas bem informadas e profissionais competentes participando, representa potencial de crescimento. Cidade onde todos lutam pelo mesmo ideal, desenvolve.

domingos-savio-3-artigoUma cidade onde seus legisladores se importam e se preocupam em fazer leis que ajudam a administração avançar, atrai grandes investimentos, e a torna uma cidade cada vez mais atrativa à instalações de novos e grandes empreendimentos, fazendo-a gerar mais emprego e renda. 

Ora. Conhecimento, sabedoria e união favorecem o desenvolvimento, a saúde e a vida.

Sabedoria propicia a paz e a união entre as pessoas. Civilização favorece aos avanços. A verdade caminhando junto com a liberdade de expressão, eleva a consciência das pessoas sobre sua importância, valorizando-as e levando-as de encontro aos seus objetivos, que só poderão culminar em progresso para todos. 

Pois bem. Essa consciência é a luz para nossa caminhada, “nessa longa estrada da vida”. 

Segredos, negativismo e desunião não levam a nada, a não ser ao retrocesso, a falta do crescimento e estagnação do desenvolvimento. Levando à coletividade os impedimentos, a proliferação e manutenção de leis "burras" que travam a vida de todos, transformando a cidade num verdadeiro "cemitério de homens vivos".

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Portanto, é tempo de conexão com a verdade, com a valorizando do conhecimento e das pessoas que se prepararam buscando informações para os possuir. Sempre valorizando a boa e saudável democracia e primando todo tempo, pela verdade e pela justiça!

A cidade viaja no tempo, e cada época, seu avanço representa a forma como foi tratada pela sua gente. A cada ponto de retrocesso ou estagnação ficou marcado pelos atos irredutíveis e tiranos, dos que se acham donos dela, mas que na verdade, só foram promotores do seu caos. E, a cada passo desse avanço, certamente contou com pessoas sábias, competentes e bem conectadas, no seu comando. É tempo de avançar, valorizando a cultura, a engenharia, o direito de todos, os princípios e os bons costumes!

Domingos Sávio Bruno é engenheiro florestal

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Transplante de microbiota fecal e mais um importante avanço da medicina

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Autor: Fernando Bray*

Parece papo de ficção científica: transplantar fezes de uma pessoa saudável para tratar uma doença. Porém, esse procedimento, chamado de Transplante de Microbiota Fecal (TMF) ou, simplesmente, transplante fecal, já é realidade na medicina — e vem ajudando pacientes que não respondiam a nenhum outro tratamento a recuperar a saúde intestinal e a qualidade de vida.

Para entender como funciona e para quem é indicado esse tipo de tratamento, é preciso explicar como funciona o nosso intestino. Ele abriga trilhões de micro-organismos, entre bactérias, vírus, fungos e outros seres microscópicos que formam a chamada microbiota intestinal, além de arqueas e substâncias produzidas por esse ecossistema, como ácidos graxos de cadeia curta e metabólitos que conversam diretamente com o nosso sistema imunológico.

Quando essa comunidade microbiana está equilibrada, ela ajuda a digerir alimentos, produzir vitaminas, regular a imunidade e até proteger contra infecções.

Mas, certas condições, como o uso repetido de antibióticos, podem destruir esse equilíbrio, abrindo espaço para bactérias agressivas dominarem o intestino.

O transplante de microbiota fecal consiste em transferir fezes de um doador saudável, previamente tirado e testado, para o intestino de um paciente, com o objetivo de restaurar essa comunidade microbiana benéfica. Mais do que uma “reposição de bactérias”, o procedimento pode ser traduzido também como uma verdadeira transferência de informação para o sistema imunológico.

Atualmente, a indicação para o TMF com aprovação formal e comprovação científica sólida é o tratamento da infecção recorrente ou refratária por Clostridioides difficile (C. difficile), uma bactéria que pode causar diarreia grave e recorrente, especialmente após o uso prolongado de antibióticos.

Estudos mostram taxas de cura entre 65% e 80% já na primeira infusão, chegando a até 95% com tratamentos repetidos — números muito superiores aos obtidos apenas com antibióticos nesses casos difíceis.

Outras aplicações do transplante têm sido pesquisadas, ainda sem aprovação para uso rotineiro, como na Doença de Crohn e retocolite ulcerativa, síndrome do intestino irritável e constipação crônica, além de doenças metabólicas, como obesidade, diabetes tipo 2 e resistência à insulina; doenças autoimunes; e condições neurológicas, como Parkinson e esclerose múltipla, e até o espectro autista. Para essas condições, vale reforçar, o transplante fecal ainda é experimental. Os resultados são promissores em alguns estudos, mas insuficientes para recomendação de rotina fora de protocolos de pesquisa.

O processo passa por etapas bem definidas, pensadas para garantir segurança e eficácia, desde a seleção rigorosa do doador, com investigação de doenças crônicas, infecciosas e intestinais, histórico de viagens, uso de medicamentos, tatuagens recentes e outros fatores de risco, o preparo do material fecal em laboratório, seguindo protocolos específicos, até chegar na administração ao paciente, por uma das vias possíveis: endoscopia digestiva alta, sonda nasoentérica, cápsulas orais (congeladas ou liofilizadas), colonoscopia ou enema, a depender da doença e da região do intestino que precisa ser tratada.

Essa flexibilidade de vias é, justamente, uma das razões pelas quais o transplante fecal tem sido adaptado para diferentes indicações clínicas.

Agora, como qualquer procedimento médico, o transplante fecal exige critérios rigorosos de segurança. O principal risco é a transmissão de patógenos presentes nas fezes do doador, incluindo bactérias multirresistentes, vírus ou outros micro-organismos indesejados. Por isso, a triagem do doador é extensa e inclui exames de sangue e fezes, questionários de saúde detalhados e reavaliações periódicas. Há um grande rigor e esse é um dos motivos que torna encontrar um doador uma tarefa complexa.

Com um profissional especializado e a busca certa de doadores, o transplante de microbiota acompanha a evolução da medicina e se transforma em recurso diferenciado na qualidade de vida do paciente. A saúde do intestino influencia muito mais do que a digestão, ela está ligada à imunidade, ao metabolismo e até ao bem-estar geral. Quem convive com infecções intestinais recorrentes, doença inflamatória intestinal, constipação persistente ou outros sintomas digestivos que atrapalham sua rotina, o primeiro passo é buscar uma avaliação especializada.

*Fernando Bray é médico, especialista em gastroenterologia cirúrgica e coloproctologia em São Paulo. Doutor e Mestre em Ciências da Saúde

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