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Cristiano Jannuzzi: – De grão em grão, o agricultor enche o bolso 

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               De grão em grão, o agricultor enche o bolso

Por: Cristiano Jannuzzi – 

A soja e o milho são responsáveis por 90% da produção total de grãos no país. São culturas que requerem um investimento considerado alto por parte do produtor. Ele é dividido em equipamentos, tratamento de sementes, adubação e defensivos agrícolas. Para que esse investimento seja aplicado da melhor maneira possível, é preciso se atentar a vários pontos.

Em seu último levantamento sobre grãos, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou a colheita de 232,02 milhões de toneladas de grãos para a safra 2016/17. Este valor corresponde a um aumento de 24,3% em relação à safra passada, ou seja, um total de 45,41 milhões de toneladas a mais. Essa boa notícia se deu por conta das boas condições climáticas aliadas ao aumento da área de plantio. Mas não podemos contar com a sorte sempre.

É necessário um cuidado a mais no que diz respeito ao bioma e a meteorologia, sim. O manejo vai muito além de controlar infestações sejam de insetos, fungos, ou até mesmo de plantas daninhas. Precisamos nos alertar, principalmente, para as necessidades vitais da lavoura, seja ela de nutrientes ou água, por exemplo.

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A planta é como um humano: tem que comer e beber na hora certa. Quando se trata de grãos, é durante o período do desenvolvimento dos mesmos que a atenção tem que ser redobrada. A aplicação de água e de nutrientes tem que ser feita de forma parcelada para uma melhor absorção. Quando executada de forma errada, coloca em risco toda a lavoura. Carências ou excessos que podem comprometer não somente os resultados na colheita, mas como o ambiente em que se encontra.

Para dar suporte ao produtor em safras mais produtivas, a Netafim oferece ao agricultor a nutrirrigação, onde é aplicado os nutrientes via sistema de irrigação de maneira parcelada e eficiente. Por meio de tubos gotejadores que levam água, nutrientes e fertilizantes na raiz da planta, o sistema auxilia no desenvolvimento pleno de cada um dos grãos. Quando aplicada na área de absorção, o aproveitamento chega a 95% e o produtor não comete eventuais desperdícios, podendo economizar em até 25% em nitrogênio e potássio, além de evitar perdas por lixiviação.

A irrigação inteligente em grãos, além de economizar em recursos como água e fertilizantes, também ajuda o produtor a economizar em energia elétrica. Uma vez que o sistema é aplicado, a economia de energia chega a 40% quando comparado aos demais sistemas de irrigação.

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A nutrirrigação e a quimigação (aplicação de defensivos agrícolas) diminuem a entrada de maquinários pesados na área, pois é possível aplicar insumos via sistema de irrigação por gotejamento. Por estar ligado a uma central de distribuição e monitoramento, o agricultor tem acesso a toda a área de forma automatizada.

Há quem diga que essa tecnologia de irrigação subterrânea é muito cara, mas não leva em consideração o custo-benefício.  Uma vez que esse investimento é feito no cultivo de grãos, o payback acontece entre quatro e seis safras e o projeto dura mais de 15 anos. Ou seja, em média, garante 12 anos de economias e produtividade acima da média. Tudo isso acompanhado com toda a competência dos técnicos da Netafim que, lado a lado com o produtor, oferece toda a manutenção necessária.

Investir em tecnologias, poupar no manejo e dobrar a produtividade. Esse é o desafio da Netafim: fazer mais com menos. A cada centavo que o produtor economiza e a cada grão de qualidade que ele produz é a certeza do lucro ao final da safra.

Cristiano Jannuzzi, Gerente Agronômico da Netafim
Consultor de Comunicação
19 2136-3527 | 19 99785-7482
Rua Umbu, 265 – Alphaville Empresarial
Campinas/SP | CEP.: 13098-325

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Ultrassonografia dos nervos periféricos: um exame que vai muito além da hanseníase

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Autora: Adriana Costa*

Quando pensamos em ultrassonografia, é comum associarmos o exame à gestação, ao abdômen ou às articulações. No entanto, a evolução da tecnologia ampliou significativamente as possibilidades desse método diagnóstico. Um dos exemplos é a ultrassonografia dos nervos periféricos, um exame ainda pouco conhecido pela população, mas que tem desempenhado um papel cada vez mais importante na investigação de doenças que afetam o sistema nervoso.

Durante muitos anos, esse exame ficou bastante associado ao diagnóstico da hanseníase, doença que pode comprometer os nervos periféricos e causar perda de sensibilidade e deformidades quando não identificada precocemente. De fato, a ultrassonografia é uma ferramenta valiosa para essa finalidade, especialmente em estados como Mato Grosso, onde a hanseníase ainda representa um importante desafio para a saúde pública.

Entretanto, limitar esse exame apenas à investigação da hanseníase significa desconhecer todo o seu potencial. Hoje, a ultrassonografia dos nervos periféricos é capaz de auxiliar no diagnóstico de diversas condições que provocam sintomas muito frequentes na população, como dores persistentes, formigamentos, dormência, perda de força muscular e dificuldade para movimentar braços, mãos, pernas ou pés.

Por meio da visualização direta dos nervos em tempo real, o exame permite identificar alterações estruturais que muitas vezes não podem ser percebidas apenas pela avaliação clínica. É possível diagnosticar compressões nervosas, como a síndrome do túnel do carpo, lesões decorrentes de traumas, inflamações, tumores benignos dos nervos, sequelas de acidentes e alterações relacionadas a doenças metabólicas e autoimunes, como o diabetes.

Uma das maiores vantagens desse método é a possibilidade de localizar exatamente o ponto onde o nervo está comprometido e compreender a causa da alteração. Essa informação oferece mais segurança ao médico na definição do tratamento, seja ele clínico, cirúrgico ou de reabilitação.

Além disso, trata-se de um exame confortável para o paciente. A ultrassonografia dos nervos periféricos é indolor, não utiliza radiação ionizante, permite comparar o nervo afetado com o lado oposto do corpo e pode ser realizada de forma dinâmica, acompanhando os movimentos durante a avaliação. Essas características agregam informações importantes que complementam o exame físico e, quando necessário, a eletroneuromiografia.

Outro aspecto relevante é a rapidez com que os resultados podem contribuir para o diagnóstico. Quanto mais cedo a causa de um comprometimento neurológico é identificada, maiores são as chances de iniciar um tratamento adequado, reduzindo o risco de sequelas permanentes e melhorando a qualidade de vida do paciente.

A medicina tem avançado na busca por diagnósticos cada vez mais precisos e menos invasivos, e a ultrassonografia dos nervos periféricos é um excelente exemplo dessa evolução. Mais do que um exame voltado à hanseníase, ela se tornou uma importante aliada na investigação de diferentes doenças neurológicas, permitindo respostas mais rápidas e tratamentos mais direcionados.

Por isso, diante de sintomas como dormência, formigamentos, dores persistentes ou perda de força, é fundamental buscar avaliação médica. Em muitos casos, a ultrassonografia dos nervos periféricos pode ser o exame que faltava para esclarecer a origem do problema e indicar o caminho mais adequado para a recuperação.

*Dra. Adriana Costa é médica radiologista no IDAPI, em Cuiabá-MT.

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