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Francisney Liberato: – Como é difícil comunicar
Como é difícil comunicar
Por: Francisney Liberato –
É muito difícil comunicar, entretanto, pior ainda é não se comunicar.
Como dizia o grande comunicador e apresentador de televisão Chacrinha: “Quem não se comunica se trumbica”. Como ser humano você é um indivíduo comunicável, e isso o diferencia de um ser irracional, na medida em que desenvolvemos uma linguagem verbal e não verbal, para que possamos nos entender e entendermos os outros.
Por que devo me comunicar? É inegável a importância da comunicação em nossas vidas, visto que ela não te isola do relacionamento interpessoal, além de proporcionar interação, transmissão de ideias, informações, conhecimentos, aperfeiçoamento e aprimoramento de pensamentos. Na frase do Velho Guerreiro Chacrinha, está muito clara a importância de se comunicar no sentido de que necessitamos ter uma boa comunicação como um meio de sucesso tanto pessoal como profissional.
A comunicação é algo fácil de ser realizada? Provavelmente a resposta é não, muito embora desde criança, você tomou a iniciativa de falar e comunicar, mas parece-me que com o passar do tempo, conforme você vai crescendo e se desenvolvendo, ocorre o cuidado ainda maior das pessoas, em se utilizar adequadamente da comunicação. Não é fácil comunicar, uma vez que normalmente traumas do passado e do presente, a educação recebida dos pais, relacionamentos conflitantes, timidez, fobia social, podem interferir na forma de você se comunicar e interagir em grupos sociais distintos como família, trabalho, ambiente escolar.
Como visto a comunicação de certa forma não é algo fácil para ser desenvolvido, mesmo assim, você deve se esforçar para manter uma comunicação que seja a mais saudável possível. A dica bem interessante, é se colocar na mesma sintonia com as pessoas, isto é: mesmas experiências, conhecimento, personalidade, atitudes, emoções, dentre outros pontos relevantes para se fazer uma conexão.
Os meios de comunicações possuem alguns elementos que são indispensáveis para um acertado diálogo, são eles: emissor – que é aquele que pronuncia as palavras; receptor – o indivíduo que recebe e escuta as palavras; a mensagem – que é o conteúdo da comunicação, que pode, a exemplo, ser a própria mensagem falada; o canal – que é o meio utilizado para que a mensagem saia do emissor, tendo como destinatário o receptor; o ruído que é o elemento que atrapalha na comunicação entre as pessoas, como por exemplo, proferir a mensagem com palavras truncadas ou de difícil entendimento pelo receptor.
Para que a mensagem seja comunicável e de alta performance, deve haver a responsabilidade das pessoas envolvidas na comunicação, no caso do emissor, ele deve produzir a informação de forma clara, direta, objetiva, sem rodeios, de modo que o recebedor da mensagem possa ser entendido com facilidade. Já o receptor, deve tornar clara a informação para que ela seja recebida e completamente compreendida.
O escritor Ricardo Viana Vargas lembra que: “Um processo de comunicação eletivo é necessário para garantir que todas as informações desejadas cheguem às pessoas corretas no tempo certo e de uma maneira economicamente viável”. Ou seja, tem que haver a viabilidade e efetividade na comunicação.
Ainda posso citar que um dos elementos importantes que estão envolvidos no processo da comunicação, é a decodificação da mensagem, noutras palavras, é um procedimento de comunicação ao qual se permite que o conteúdo recebido pelo receptor seja interpretada de forma correta, e que essa interpretação faça que o significado dado à mensagem seja igual àquela enviada pelo emissor.
Assim, que você possa se esforçar para comunicar melhor, que ao falar, seja de forma clara e direta com intuito de facilitar a comunicação. Que você possa entender melhor a mensagem recebida e evitar os ruídos. Que haja maior sensibilidade no trato com a mensagem, e que por fim, você não “trumbique” nos diálogos da sua comunicação.
Francisney Liberato Batista Siqueira é Secretário de Controle Externo, Auditor Público Externo do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador.
www.francisney.com.br
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Ultrassonografia dos nervos periféricos: um exame que vai muito além da hanseníase
Autora: Adriana Costa* –
Quando pensamos em ultrassonografia, é comum associarmos o exame à gestação, ao abdômen ou às articulações. No entanto, a evolução da tecnologia ampliou significativamente as possibilidades desse método diagnóstico. Um dos exemplos é a ultrassonografia dos nervos periféricos, um exame ainda pouco conhecido pela população, mas que tem desempenhado um papel cada vez mais importante na investigação de doenças que afetam o sistema nervoso.
Durante muitos anos, esse exame ficou bastante associado ao diagnóstico da hanseníase, doença que pode comprometer os nervos periféricos e causar perda de sensibilidade e deformidades quando não identificada precocemente. De fato, a ultrassonografia é uma ferramenta valiosa para essa finalidade, especialmente em estados como Mato Grosso, onde a hanseníase ainda representa um importante desafio para a saúde pública.
Entretanto, limitar esse exame apenas à investigação da hanseníase significa desconhecer todo o seu potencial. Hoje, a ultrassonografia dos nervos periféricos é capaz de auxiliar no diagnóstico de diversas condições que provocam sintomas muito frequentes na população, como dores persistentes, formigamentos, dormência, perda de força muscular e dificuldade para movimentar braços, mãos, pernas ou pés.
Por meio da visualização direta dos nervos em tempo real, o exame permite identificar alterações estruturais que muitas vezes não podem ser percebidas apenas pela avaliação clínica. É possível diagnosticar compressões nervosas, como a síndrome do túnel do carpo, lesões decorrentes de traumas, inflamações, tumores benignos dos nervos, sequelas de acidentes e alterações relacionadas a doenças metabólicas e autoimunes, como o diabetes.
Uma das maiores vantagens desse método é a possibilidade de localizar exatamente o ponto onde o nervo está comprometido e compreender a causa da alteração. Essa informação oferece mais segurança ao médico na definição do tratamento, seja ele clínico, cirúrgico ou de reabilitação.
Além disso, trata-se de um exame confortável para o paciente. A ultrassonografia dos nervos periféricos é indolor, não utiliza radiação ionizante, permite comparar o nervo afetado com o lado oposto do corpo e pode ser realizada de forma dinâmica, acompanhando os movimentos durante a avaliação. Essas características agregam informações importantes que complementam o exame físico e, quando necessário, a eletroneuromiografia.
Outro aspecto relevante é a rapidez com que os resultados podem contribuir para o diagnóstico. Quanto mais cedo a causa de um comprometimento neurológico é identificada, maiores são as chances de iniciar um tratamento adequado, reduzindo o risco de sequelas permanentes e melhorando a qualidade de vida do paciente.
A medicina tem avançado na busca por diagnósticos cada vez mais precisos e menos invasivos, e a ultrassonografia dos nervos periféricos é um excelente exemplo dessa evolução. Mais do que um exame voltado à hanseníase, ela se tornou uma importante aliada na investigação de diferentes doenças neurológicas, permitindo respostas mais rápidas e tratamentos mais direcionados.
Por isso, diante de sintomas como dormência, formigamentos, dores persistentes ou perda de força, é fundamental buscar avaliação médica. Em muitos casos, a ultrassonografia dos nervos periféricos pode ser o exame que faltava para esclarecer a origem do problema e indicar o caminho mais adequado para a recuperação.
*Dra. Adriana Costa é médica radiologista no IDAPI, em Cuiabá-MT.
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