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34 anos de Cuiabá, 34 anos de aprendizado e serviços prestados
Autor: Sávio Pereira –
Hoje dia 8 de setembro completa 34 anos que deixei a minha querida Barra do Garças e vim morar em Cuiabá. Cidade que me acolhei me fez quem sou hoje, colunista, apresentador, jornalista, estilista, ex-candidato a vereador e cidadão cuiabano, cidadão várzea-grandense, comendador pelo TRT/MT, e muitas Moções de Aplausos.
Amo essa terra, esse sol, essa alegria desse povo quente no sentimento que faz você se sentir um cuiabano nato, mesmo sendo apenas de coração.
Quando olho para trás e vejo os passos que dei e onde Deus me permitiu estar agradeço todos os dias. Comecei minha trajetória nos meios de comunicação como apresentador. Ao logo do caminho aprendi muito com as várias pessoas que tive o privilégio de conhecer apresentado o programa Moda em Revista no Programa semanal ‘Revista da manhã’ da TV Record. Depois comecei com meu programa Nigth TV na transição da TV Manchete para a Rede TV.
Depois passei pela Band e hoje estou muito feliz no canal 5 Sbt Cuiabá – levando entretenimento e informação para os telespectadores, mostrando não só eventos festivos, mas empresariais da sociedade cuiabana e várzea-grandense com 6 pontos de audiência para o horário das 13h, emendado ao Programa do Pop.
Tive várias experiências interessantes e marcantes, como a cobertura das horas de Aecim Tocantis, os 100 anos da Associação Comercial de Cuiabá, 100 anos da Academia Mato-grossense de Letras, os 20 anos da faculdade de Medicina da Unic, os 300 anos de aniversário de Cuiabá.
Nosso programa que hoje leva o meu nome “Programa Sávio Pereira” também está envolvido em causas sociais para ajudar o próximo como as parcerias com o Seara Espírita de Luz, Projeto Siminina, MT Mama – Amigos do Peito, Santa Casa de Misericórda de Cuiabá , entre outros.
Há 9 anos realizando um projeto corporativo da Certificação e Selo Qualidade Brasil voltado a empresas e empresários, profissionais liberais.
Enfim, manter uma revista eletrônica no ar não é fácil, a pandemia nos ver apreender a ficar mais junto de quem se gosta e reaprender a trabalhar.
Estamos sempre em mudanças, pois quem não acompanha as tendências e não se moderniza, fica parado no tempo.
E em 34 anos mudei muito do garoto do interior que veio para a capital cheia de sonhos. Sonhos realizados graças a todos que me receberam, me ensinaram e me tornaram um ser humano melhor.
Enfim, consegui dar o meu grito de Liberdade.
Obrigado Cuiabá.
- Sávio Pereira é colunista eletrônico e apresentador do Programa Sávio Pereira no canal 5 – SBT Cuiabá.
Artigos
Ultrassonografia dos nervos periféricos: um exame que vai muito além da hanseníase
Autora: Adriana Costa* –
Quando pensamos em ultrassonografia, é comum associarmos o exame à gestação, ao abdômen ou às articulações. No entanto, a evolução da tecnologia ampliou significativamente as possibilidades desse método diagnóstico. Um dos exemplos é a ultrassonografia dos nervos periféricos, um exame ainda pouco conhecido pela população, mas que tem desempenhado um papel cada vez mais importante na investigação de doenças que afetam o sistema nervoso.
Durante muitos anos, esse exame ficou bastante associado ao diagnóstico da hanseníase, doença que pode comprometer os nervos periféricos e causar perda de sensibilidade e deformidades quando não identificada precocemente. De fato, a ultrassonografia é uma ferramenta valiosa para essa finalidade, especialmente em estados como Mato Grosso, onde a hanseníase ainda representa um importante desafio para a saúde pública.
Entretanto, limitar esse exame apenas à investigação da hanseníase significa desconhecer todo o seu potencial. Hoje, a ultrassonografia dos nervos periféricos é capaz de auxiliar no diagnóstico de diversas condições que provocam sintomas muito frequentes na população, como dores persistentes, formigamentos, dormência, perda de força muscular e dificuldade para movimentar braços, mãos, pernas ou pés.
Por meio da visualização direta dos nervos em tempo real, o exame permite identificar alterações estruturais que muitas vezes não podem ser percebidas apenas pela avaliação clínica. É possível diagnosticar compressões nervosas, como a síndrome do túnel do carpo, lesões decorrentes de traumas, inflamações, tumores benignos dos nervos, sequelas de acidentes e alterações relacionadas a doenças metabólicas e autoimunes, como o diabetes.
Uma das maiores vantagens desse método é a possibilidade de localizar exatamente o ponto onde o nervo está comprometido e compreender a causa da alteração. Essa informação oferece mais segurança ao médico na definição do tratamento, seja ele clínico, cirúrgico ou de reabilitação.
Além disso, trata-se de um exame confortável para o paciente. A ultrassonografia dos nervos periféricos é indolor, não utiliza radiação ionizante, permite comparar o nervo afetado com o lado oposto do corpo e pode ser realizada de forma dinâmica, acompanhando os movimentos durante a avaliação. Essas características agregam informações importantes que complementam o exame físico e, quando necessário, a eletroneuromiografia.
Outro aspecto relevante é a rapidez com que os resultados podem contribuir para o diagnóstico. Quanto mais cedo a causa de um comprometimento neurológico é identificada, maiores são as chances de iniciar um tratamento adequado, reduzindo o risco de sequelas permanentes e melhorando a qualidade de vida do paciente.
A medicina tem avançado na busca por diagnósticos cada vez mais precisos e menos invasivos, e a ultrassonografia dos nervos periféricos é um excelente exemplo dessa evolução. Mais do que um exame voltado à hanseníase, ela se tornou uma importante aliada na investigação de diferentes doenças neurológicas, permitindo respostas mais rápidas e tratamentos mais direcionados.
Por isso, diante de sintomas como dormência, formigamentos, dores persistentes ou perda de força, é fundamental buscar avaliação médica. Em muitos casos, a ultrassonografia dos nervos periféricos pode ser o exame que faltava para esclarecer a origem do problema e indicar o caminho mais adequado para a recuperação.
*Dra. Adriana Costa é médica radiologista no IDAPI, em Cuiabá-MT.
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