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Assuma o comando

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Autor: Janguiê Diniz* –

Em algum momento da vida, todos nós nos deparamos com uma escolha decisiva: assumir o controle da própria trajetória ou apenas reagir às circunstâncias. Essa decisão, muitas vezes imperceptível no dia a dia, é o que separa aqueles que constroem suas histórias daqueles que apenas as assistem acontecer. Ser protagonista da própria vida não é um privilégio de poucos: é uma responsabilidade que todos podem e devem assumir.

Ninguém nasceu para ser coadjuvante. Cada pessoa carrega dentro de si potencial, talentos e a capacidade de realizar algo significativo. No entanto, o que diferencia quem avança de quem permanece no mesmo lugar não é apenas o talento, mas a postura diante da vida. O protagonismo começa quando deixamos de esperar que as oportunidades apareçam e passamos a criá-las. Ser protagonista exige coragem. Coragem para tomar decisões, para sair da zona de conforto, para enfrentar o medo do erro e da rejeição. Exige também atitude, a disposição de agir mesmo quando as condições não são ideais. E, acima de tudo, requer proatividade, a capacidade de antecipar movimentos, buscar soluções e assumir responsabilidades sem precisar ser constantemente direcionado.

Muitas pessoas acreditam que protagonismo é algo inato, reservado àqueles que já nasceram com perfil de liderança, autoconfiança ou iniciativa. Essa ideia, embora comum, não corresponde à realidade. É verdade que alguns indivíduos demonstram essas características com mais naturalidade, mas o protagonismo é, sobretudo, uma habilidade que pode ser desenvolvida ao longo da vida. Ele é construído por meio de escolhas diárias, de pequenas atitudes que, somadas, transformam comportamento em identidade. O primeiro passo para se tornar protagonista é simples, mas fundamental: saber aonde se quer chegar.

Sem direção, qualquer caminho parece suficiente — e, muitas vezes, não leva a lugar nenhum. Ter clareza de objetivos permite tomar decisões mais assertivas, priorizar o que realmente importa e manter o foco mesmo diante das dificuldades. Quem não define o próprio destino acaba vivendo o roteiro de outras pessoas.

No campo profissional, o protagonismo se torna ainda mais relevante. Em um mercado competitivo e em constante transformação, destacar-se exige mais do que cumprir tarefas. Profissionais protagonistas não esperam ordens para agir. Eles identificam problemas, propõem soluções, assumem responsabilidades e contribuem ativamente para o crescimento da organização. São pessoas que fazem acontecer. Esse comportamento não apenas impulsiona carreiras, mas também abre portas para novas oportunidades. Empresas valorizam quem demonstra iniciativa, compromisso e visão. O profissional protagonista se torna referência dentro da equipe, ganha confiança da liderança e constrói um caminho sólido de crescimento.

No empreendedorismo, o protagonismo é indispensável. Construir um negócio exige visão, tomada de decisão constante e capacidade de enfrentar desafios com resiliência. Não há espaço para passividade quando se está à frente de uma empresa. O empreendedor protagonista assume riscos calculados, aprende com os erros e mantém o foco no longo prazo. É essa postura que permite transformar ideias em projetos e projetos em empresas fortes e sustentáveis. Mas ser protagonista não significa fazer tudo sozinho. Pelo contrário, envolve saber trabalhar em equipe, ouvir diferentes perspectivas e construir junto. A diferença está na postura: o protagonista não se esconde, não transfere responsabilidades e não se acomoda. Ele participa, contribui e se posiciona.

Também é importante compreender que o protagonismo não elimina dificuldades. A jornada de quem assume o controle da própria vida é desafiadora. Haverá momentos de dúvida, fracasso e incerteza. No entanto, a grande diferença está na forma como esses momentos são encarados. Enquanto o espectador se paralisa diante dos obstáculos, o protagonista aprende, se adapta e segue em frente.

No fim das contas, ser protagonista é uma decisão diária. Não depende de condições perfeitas, mas de uma escolha consciente de agir, crescer e evoluir. É entender que a vida não é um roteiro pronto, mas uma construção contínua, moldada pelas atitudes que tomamos. Por isso, vale a reflexão: você tem sido o autor da sua própria história ou apenas um personagem secundário? Está tomando decisões que te aproximam dos seus objetivos ou apenas reagindo ao que acontece ao seu redor?

Assumir o protagonismo é assumir a responsabilidade pela própria vida. É sair da plateia e subir ao palco. É parar de esperar e começar a agir.

Porque, no final, o papel principal sempre esteve disponível, basta ter coragem para ocupá-lo. Seja obstinado que da!

*Janguiê Diniz – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional, Fundador da JD Business Academy, Presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo e da ABMES – Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior

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Artigos

Todo mioma precisa ser operado?

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Autor: Acir Novaczyk* –

Essa é uma das perguntas que mais ouvimos quando o assunto é mioma uterino. E a resposta é simples: não, nem todo mioma precisa ser operado.

Os miomas são tumores benignos do útero e podem se apresentar de maneiras muito diferentes. Há mulheres que convivem com eles sem sintomas importantes e podem apenas ser acompanhadas. Em outros casos, porém, o mioma pode provocar sangramento menstrual intenso, anemia, dor, sensação de peso na pelve ou outras repercussões que levam à necessidade de tratamento.

Mesmo assim, tratamento não é sinônimo de cirurgia. A decisão depende dos sintomas, do tamanho, número e localização dos miomas, da idade da paciente, do desejo de engravidar e de outros aspectos que precisam ser avaliados individualmente.

Quando existe indicação cirúrgica, surge então uma segunda pergunta: qual cirurgia?

Esse é um ponto fundamental. Não existe uma técnica única para todos os miomas. O planejamento cirúrgico começa pela compreensão detalhada de onde eles estão localizados, suas dimensões e sua relação com a cavidade uterina e outras estruturas.

Hoje, a cirurgia ginecológica minimamente invasiva permite tratar muitos casos por meio da histeroscopia, da laparoscopia ou da cirurgia robótica. Na histeroscopia, determinados miomas relacionados à cavidade uterina podem ser abordados pelo canal vaginal e colo do útero, sem incisões no abdômen.

Na laparoscopia, a cirurgia é realizada por pequenas incisões, com auxílio de uma câmera e instrumentos específicos.

Já na cirurgia robótica, também realizada por pequenas incisões, o cirurgião controla um sistema robótico que proporciona visão ampliada e movimentos precisos dos instrumentos, podendo ser uma opção especialmente útil em procedimentos ginecológicos de maior complexidade.

Em muitos casos, também é possível realizar a miomectomia, retirando os miomas e preservando o útero. Isso é especialmente relevante quando existe desejo reprodutivo, embora a decisão de preservar o útero envolva outros fatores além da intenção de engravidar.

Por isso, mais importante do que perguntar se existe uma técnica “melhor” para operar miomas é entender qual é a melhor técnica para aquela paciente.

A evolução da cirurgia ginecológica trouxe recursos que permitem procedimentos cada vez mais individualizados. Mas a tecnologia não substitui indicação e planejamento. Quando uma cirurgia é necessária, esses dois fatores são tão importantes quanto a própria execução do procedimento.

E quando ela não é necessária, saber que é possível acompanhar ou utilizar outras formas de tratamento também faz parte de uma boa medicina.

*Dr. Acir Novaczyk é cirurgião especialista em cirurgia ginecológica minimamente invasiva (endoscopia ginecológica) em Cuiabá-MT.

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