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Ângelo Ozelame: – Ideia é commodity

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                                   Ideia é commodity

Por: Ângelo Ozelame –

Sabe aquele momento em que você está conversando com alguém e a pessoa diz que tem uma ideia fantástica, daí você pede o que é, e ela responde que não pode falar nada pois ainda está estruturando ou está com medo que alguém a “roube“?

Sabe o que ela tem? NADA…

Ideias todos temos a todo o momento, e há quem diga que se você está tendo uma ideia, nesse momento, há mais duas pessoas ao redor do mundo tendo essa mesma ideia.

Ou seja, ideia não tem valor, pois ela dentro de um negócio é apenas o início que não anda sozinho e não tem, em 99% dos casos, valor comercial.

Quando se tem uma ideia, se faz necessário o seu compartilhamento com o maior número possível de pessoas. Isso porque, ao compartilhar, você vai entender melhor sobre o novo negócio por trás da ideia e se realmente ela é uma ideia fantástica ou não.

Eu já tive a experiência de ter aquele insight, que me fez pensar que ia me tornar um bilionário, e na semana seguinte quando fui compartilhar com um amigo, ele terminou com minha ideia fantástica com apenas uma pergunta.

Isso mostra como o compartilhamento da sua ideia pode ajudar muito no desenvolvimento do seu negócio.

Após as validações com outras pessoas, você deve partir para um MVP, que é a sigla em inglês para “Minimum Viable Product“, que significa “Mínimo Produto Viável“, em português. Se você não sabe o que é um MVP, você precisa saber, em uma pesquisa rápida na internet você vai achar uma infinidade de matérias falando sobre esse assunto. O MVP é muito importante, pois é com ele que você valida se a sua ideia pode virar um negócio. Mas isso, vamos deixar como assunto para outro artigo.

Após você ter um MVP e ele se mostrar viável, aí sim sua ideia deixa de ser uma commodity e passa a ser um negócio, mesmo que inicial.

Dica: sempre tenha um grupo de amigos em que você confia e que irá te ajudar. Compartilhe com eles as suas ideias. Além de amigos procure um mentor, alguém que já tenha tirado uma ideia do zero e a transformado em um novo negócio, ele lhe dará sacadas que farão a diferença.

Isso vai te ajudar muito a amadurecer seu cérebro para ser mais seletivo, e te ajudará a fazer análises prévias para você partir para outra linha, caso seu negócio não seja viável.

Outra dica importante: não tenha pressa. A ideia fantástica pode demorar para aparecer. Tenha calma, não desista e fique sempre exercitando seu cérebro a pensar diferente, se você ajudá-lo a pensar de outra forma, ele vai te ajudar a ter aquela sacada!

Ângelo OzelameApaixonado pelo business por trás do agronegócio, empreendedor e entusiasta de tecnologia, pai da Sofia e pseudo corredor e ciclista.

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Canetas para emagrecimento podem ajudar a reduzir o risco de câncer?

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Autora: Mariana Ramos*

As chamadas “canetas para emagrecimento” vêm transformando o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Mas os benefícios desses medicamentos podem ir além da perda de peso. Estudos recentes sugerem que eles também podem estar associados à redução do risco de alguns tipos de câncer relacionados à obesidade, uma hipótese que tem despertado crescente interesse entre pesquisadores de todo o mundo.

Inicialmente desenvolvidos para o controle do diabetes tipo 2, fármacos como a semaglutida e a tirzepatida ganharam destaque mundial pela capacidade de promover perda de peso significativa e melhorar diversos indicadores metabólicos.

Agora, uma nova frente de pesquisas vem ganhando destaque: a possibilidade de que esses medicamentos também contribuam para reduzir o risco de alguns tipos de câncer relacionados à obesidade.

A relação entre obesidade e câncer já é amplamente conhecida pela medicina. O excesso de gordura corporal está associado a um estado de inflamação crônica de baixo grau, alterações hormonais e resistência à insulina, fatores que podem favorecer o desenvolvimento de diferentes tipos de tumores.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade está relacionada ao aumento do risco de pelo menos 13 tipos de câncer, incluindo câncer de mama pós-menopausa, intestino, fígado, rim, pâncreas e endométrio.

Nesse contexto, pesquisadores passaram a investigar se os medicamentos capazes de promover perda de peso expressiva também poderiam contribuir para reduzir esse risco.

Estudos observacionais publicados nos últimos anos apontaram que pacientes tratados com agonistas do receptor de GLP-1, grupo ao qual pertence a semaglutida, apresentaram menor incidência de alguns cânceres associados à obesidade quando comparados a indivíduos com características semelhantes que não utilizaram essas medicações. Em uma análise apresentada no congresso da American Society of Clinical Oncology (ASCO) em 2025, envolvendo mais de 170 mil adultos com obesidade e diabetes, pessoas que utilizaram essas medicações apresentaram menor risco de desenvolver cânceres relacionados à obesidade quando comparadas àquelas que utilizavam outros medicamentos para o diabetes.

Além da perda de peso, os pesquisadores avaliam a hipótese de que esses medicamentos possam exercer efeitos biológicos adicionais, como a redução de processos inflamatórios, melhora da sensibilidade à insulina e modulação de mecanismos metabólicos que influenciam o crescimento celular.

Entretanto, é importante destacar que ainda não existem evidências suficientes para afirmar que esses medicamentos previnem câncer de forma direta. A maior parte dos dados disponíveis é baseada em estudos observacionais, que demonstram associações, mas não estabelecem necessariamente uma relação de causa e efeito.

Especialistas ressaltam que serão necessários estudos clínicos de longo prazo para confirmar se a redução do risco observada está relacionada exclusivamente à perda de peso ou se existe algum mecanismo protetor específico proporcionado pelos medicamentos.

Outra área que desperta interesse científico é o possível impacto dessas terapias em pacientes já diagnosticados com câncer. Pesquisas preliminares investigam se a melhora do perfil metabólico e a redução da inflamação poderiam influenciar positivamente a resposta a determinados tratamentos oncológicos. No entanto, essa hipótese ainda está em fase inicial de investigação e não faz parte das recomendações clínicas atuais.

O que já se sabe com segurança é que combater a obesidade representa uma das estratégias mais importantes para a prevenção de doenças crônicas. Além de reduzir o risco cardiovascular, melhorar o controle glicêmico e aumentar a qualidade de vida, a perda de peso também está associada à diminuição de fatores que contribuem para o desenvolvimento de diversos tipos de câncer.

Por isso, o surgimento de tratamentos cada vez mais eficazes para a obesidade representa um avanço relevante para a saúde pública. À medida que a obesidade é reconhecida como uma doença crônica complexa e um importante fator de risco para diversas enfermidades, incluindo o câncer, torna-se ainda mais evidente a importância de ampliar o acesso a tratamentos eficazes e baseados em evidências.

Mais do que uma questão estética, o controle do peso corporal deve ser compreendido como parte fundamental da prevenção de doenças e da promoção da longevidade.

A ciência continua investigando os possíveis benefícios adicionais dessas medicações. Os resultados iniciais são promissores, mas ainda exigem cautela, acompanhamento e validação por novos estudos.

Embora ainda não possam ser considerados medicamentos para prevenção do câncer, os agonistas de GLP-1 vêm ampliando a compreensão sobre os impactos do tratamento da obesidade na saúde a longo prazo. Se os resultados observados até agora forem confirmados por estudos futuros, poderemos estar diante de mais um benefício relevante dessas terapias que já revolucionaram o tratamento da obesidade.

Até lá, a principal mensagem permanece a mesma: prevenir e tratar a obesidade é investir em mais saúde, qualidade de vida e proteção contra inúmeras doenças.

*Dra. Mariana Ramos é endocrinologista na Fetal Care, em Cuiabá-MT.

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