Política
Zeca Viana quer disputar o Senado Federal em 2018
Um dos principais opositores do governador Pedro Taques (PSDB), de quem já foi grande aliado na disputa ao governo do Estado, o deputado estadual e líder da sigla partidaria em Mato Grosso, Zeca Viana (PDT) não planeja disputar um terceiro mandato para a Assembleia Legislativa em 2018. O parlamentar, que tem sua base eleitoral em Primavera do Leste sonha com voos mais altos. Quer agora uma cadeira no Senado Federal, em Brasília
O próprio deputado anunciou o objetivo de disputar vaga na Câmara Alta e disse que para alcançar seu objetivo já conta com o apoio de outras siglas partidárias como PMDB, PR, PTB e PT.
"Nós nos reunimos e deixamos claro que o PDT quer compor a chapa majoritária concorrendo ao Senado Federal. Estamos trabalhando isso e já temos apoio suficiente para construir uma vitória eleitoral. A minha atuação na oposição ao governo tem trazido importantes apoios de lideranças de todo o Estado. Essas lideranças se decepcionaram com o governador Pedro Taques", disse Viana.
Um dos principais opositores ao governo Taques, ao lado da deputada estadual Janaina Riva do PMDB, o parlamentar estadual Zeca Viana diz ter a certeza de que a oposição será a grande vencedora no pleito do próximo ano. Segundo ele a confiança se baseia no fato de que, em sua análise, o governo Taques vem agindo como o principal “cabo eleitoral” da oposição.
"Nosso grupo está crescendo, muitos descontentes com o governo estão nos procurando. O que este governo vem fazendo com medidas que desrespeitam os servidores e a população, tem gerado insatisfação. Até parece que esse governo é nosso cabo eleitoral", brincou o parlamentar.
O pedetista lembra que a sua candidatura ao Senado, ajudará a construir o palanque para o presidenciável Ciro Gomes, do mesmo partido que Viana.
"Nós temos um projeto nacional que é uma candidatura própria a presidência da República com o ex-senador e ex-ministro Ciro Gomes. Então sem dúvidas a nossa candidatura ajudará nesse projeto, assim como a candidatura nacional nos ajudará aqui em Mato Grosso", analisou.
Política
PF analisa suposto descumprimento de cautelares por investigados na “Operação Heritage” em evento político
Quando um processo judicial é aberto, nem sempre é possível esperar o julgamento final para proteger direitos ou evitar danos preliminares. É nesse contexto que entram as medidas cautelares, instrumentos jurídicos preventivos que asseguram que a decisão final tenha efeito prático e que bens, pessoas ou provas não sejam comprometidos enquanto o mérito não é julgado.
Ainda tem dúvidas sobre o que são medidas cautelares e quando podem ser aplicadas? As medidas cautelares são decisões temporárias tomadas pelo juiz ao longo de um processo, visando proteger direitos, provas ou garantir que a futura decisão judicial possa ser cumprida.
Elas servem como um tipo de proteção antecipada, evitando que algo importante seja perdido ou prejudicado antes que o caso seja julgado definitivamente. Um exemplo de aplicação da medida cautelar é quando há necessidade de impedir que uma pessoa venda seus bens e fique sem pagar uma dívida, ou que destrua provas importantes.
Foi quebrada medida cautelar?
A Polícia Federal (PF) deu início à análise técnica de registros audiovisuais para averiguar o eventual descumprimento de restrições judiciais por parte do ex-governador Mauro Mendes (UB) e do deputado federal Fábio Garcia (UB). Ambos são investigados na “Operação Heritage“, apuração que debruça-se sobre um suposto esquema de desvio de R$ 308 milhões relacionado a acordos firmados entre o governo estadual e a empresa de telefonia Oi S.A.
O episódio sob investigação ocorreu durante o ato público de lançamento da candidatura do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (UB), realizado no município de Sinop. Na ocasião, Mendes e Garcia dividiram o mesmo palanque político, momento em que o parlamentar dirigiu saudações públicas ao ex-governador e trocou breves palavras com ele na presença dos demais participantes.
As medidas cautelares em vigor foram determinadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao autorizar operações de busca e apreensão e a quebra de sigilo fiscal. A decisão judicial impôs expressamente a proibição de contato entre os investigados, a retenção de passaportes e o impedimento de ausentar-se do país sem autorização prévia.
Em sua fundamentação, o magistrado ressaltou que tais restrições visam assegurar um controle estatal eficiente, reduzindo os riscos de evasão e de interferência no processo pedagógico-processual. Segundo a decisão, essas medidas representam uma constrição menos gravosa à liberdade de locomoção do que a decretação de uma prisão preventiva, ressalvadas apenas as comunicações estritamente familiares.
A análise do material audiovisual tornou-se prioritária para os investigadores, uma vez que as gravações mostram o deputado citando nominalmente o ex-governador no palco. Em um dos vídeos anexados aos autos, Fábio Garcia declara abertamente cumprimentar todas as autoridades presentes em nome de Mauro Mendes, evidenciando a proximidade física durante o evento.
Em resposta às acusações, a defesa e os interlocutores de ambos os políticos sustentam que a permanência em um mesmo ambiente público não configura violação das regras judiciais, desde que não ocorra comunicação direta sobre os fatos investigados. O ex-governador Mauro Mendes, ao ser questionado sobre o incidente, reiterou a interlocutores que a presença conjunta no espaço não infringiria a ordem da Suprema Corte.
No âmbito jurídico, juristas e especialistas em direito penal apontam que as restrições impostas têm como finalidade primórdia evitar o alinhamento de depoimentos e a ocultação de provas. A maioria dos peritos consultados avalia que a aproximação e o diálogo em público podem ser interpretados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como quebra de cautelar, abrindo margem para o endurecimento das sanções.
O risco processual para os investigados reside no fato de que o descumprimento reiterado de determinações judiciais pode ensejar a decretação de medidas mais severas. Caso o Supremo Tribunal Federal (STF) entenda que houve afronta deliberada à ordem do ministro relator, o Código de Processo Penal prevê a possibilidade de substituição das cautelares por prisão preventiva.
Diante do desdobramento das imagens, o ex-governador Pedro Taques (PSB), adversário político e um dos denunciantes do chamado “escândalo da Oi” perante a Procuradoria-Geral da República, protocolou um pedido formal de prisão contra Mendes e Garcia. A representação fundamenta-se na alegação de violação direta das condições impostas para a concessão da liberdade provisória.
O caso segue agora sob avaliação do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF), que deverão emitir relatórios conclusivos sobre o conteúdo dos vídeos. Caberá ao ministro Flávio Dino decidir se os atos praticados no palanque em Sinop caracterizam descumprimento formal da decisão ou se a alegação de contato acidental será acolhida.
-
Artigos5 dias atrásFale do conteúdo
-
Artigos7 dias atrásAs mulheres que carregam vaga-lumes no estômago iluminam a História
-
Artigos7 dias atrásTEMPO DA CRIAÇÃO – ÁGUA VIVA E A CRISE HÍDRICA MUNDIAL
-
Artigos4 dias atrásEndometriose na gestação: consenso orienta manejo obstétrico
-
ESPORTES6 dias atrásOperação contra tráfico interestadual leva jogador à prisão
-
Política4 dias atrásNa política de Mato Grosso: momentos de instabilidade e cruzamento de apoios
-
Artigos6 dias atrásDo Oz ao hoje: o “ser” espantalho
-
Artigos5 dias atrásCorrupção: a conta que o Brasil não pode mais pagar




Você precisa estar logado para postar um comentário Login