Política
Wilson diz que seu tempo de prefeitura já passou
“PSDB é um partido de todos e não prega divisão de ricos e pobres, de pretos, brancos, pardos, é um partido que contemplam todos os seguimentos econômicos e sociais, políticos, estudantis, e Rui Prado representa a agricultura em grande escala , vêm para dar musculatura ao PSDB”. Foi que declarou o deputado estadual Wilson Santos (PSDB) com a chegada do mais novo integrante do Partido.
“O PSDB tem companheiross que se preocupa com agricultura familiar, coma reforma agraria, o partido do PSDB foi o que mais desapropriou terras, foi o partido que mais fez assentamento na historia do Brasil, e o Rui como ele mesmo próprio vem dizendo que chega como soldado do partido, é experiente, já venceu varias batalhas e varais guerras e veio para somar a musculatura do PSDB, e ele vem para que o partido possa ter mais candidaturas de ideias, e aveio para ajudar na construção de um projeto estadual e nacional e que contemple de Aa Z”.
O deputado chegou a ser citado pelo presidente do PSDB estadual Nilson Leitão sendo um dos grandes nomes que o partido tem para um disputa a prefeitura de Cuiabá, Wilson responde de imediato e sem rodeios, “Não existe nenhuma possibilidade, zero, já passou meu tempo de uma candidatura a prefeitura, se Deus me der saúde meu projeto é a reeleição estadual”.
Santos diz que Rui Prado seria um bom nome para o PSDB, mas como ele tem domicilio eleitoral na cidade de Campos Novo do Parecis, fica impossibilitado, poderia ser sim um bom nome para disputarem Cuiab, e isso não o impede tambem de colocar seu nome em sua sede eleitoral. disse
O partido do PSDB segundo o deputado estadual Wilson Santos, tem bons quadros na Capital, é um partido que mais fez por Cuiabá, "hoje os mais importantes parques ambientas da cidade foi construída pelo PSDB, Mae Bonifácio, Zé Boloflo, Massairo Okamura, Tia Nair, foram todos construídos por gestão do PSDB, as principais avenidas da cidade foi no governo do PSDB. E por isso estamos credenciados a ter um nome para disputar a prefeitura de Cuiabá". Disse o deputado estadual.
Wilson lembrou ainda que hoje as policlínicas na cidade foram de gestão do PSDB, e um dos únicos hospital publico foi construído pelos gestores que admnistraram a cidade, "é um partido que faz obras, e essa imensidão de obras realizadas mostra que a folha de serviço prestado é enorme que o partido tem hoje grandes nomes, e grandes quadros que credencia a ter uma candidatura em Cuiabá". Finalizou o deputado.
Política
Palanque de Wellington Fagundes “AVERMELHOU”
A articulação política com vistas ao pleito de 2026 no Estado de Mato Grosso deflagrou uma profunda reorganização nas bases partidárias locais, unindo lideranças historicamente opostas em um mesmo palanque. O movimento central orbita em torno da pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado, cuja base de sustentação passou a abrigar, direta e indiretamente, figuras proeminentes do cenário político estadual e nacional. Entre os articulações de destaque, constam o apoio do senador Jayme Campos (UB) e a aproximação tática do senador Carlos Fávaro (PSD), e aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), consolidando um arranjo político caracterizado pela pluralidade ideológica.
O epicentro do rearranjo partidário consolidou-se após o senador Jayme Campos romper estrategicamente com o grupo político de Mauro Mendes (UB). A cisão ocorreu após o parlamentar ser preterido por sua própria agremiação na disputa pela indicação ao governo estadual. Diante do impasse interno, a liderança de Várzea Grande declarou apoio formal à postulação de Wellington Fagundes, assumindo o papel de ponte interlocutora para atrair o grupo político de Carlos Fávaro para a mesma esfera de convergência eleitoral, alterando o equilíbrio das forças políticas regionais.
A reaproximação entre os grupos políticos ocorreu no âmbito do território mato-grossense, desdobrando-se em reuniões partidárias, articulações de bastidores e atos públicos nos principais colégios eleitorais do estado, com especial relevância para Cuiabá e Várzea Grande. O alinhamento progressivo ganhou visibilidade pública a partir das movimentações conjuntas e das declarações de lideranças estratégicas durante encontros institucionais de correligionários, definindo a geografia eleitoral que delimita os palanques das próximas eleições estaduais.
As motivações subjacentes a essa engenharia política fundamentam-se na busca por hegemonia eleitoral e na neutralização de adversários comuns dentro do próprio espectro partidário. A preservação da candidatura de Carlos Fávaro à reeleição pelo Senado, ainda que realizada de forma discreta por setores da coligação, visa enfraquecer concorrentes diretos, como o deputado federal José Medeiros (PL) e o próprio Mauro Mendes (UB), candidato a uma das vagas ao Senado Federal.
Paralelamente, a deputada estadual Janaína Riva (MDB) também busca consolidar sua viabilidade ao Senado Federal construindo pontes transversais que transcendem as barreiras ideológicas tradicionais.
O desenrolar decisivo dessa convergência manifestou-se quando a deputada Janaína Riva declarou publicamente a intenção de compor uma chapa dobrada com o senador Carlos Fávaro rumo ao Congresso Nacional. A confirmação do alinhamento ocorreu durante uma reunião partidária promovida pelo deputado federal Emanuelzinho Pinheiro (PSD), vice-líder do governo federal na Câmara dos Deputados.
O respaldo público manifestado por Janaína Riva aos dois quadros do PSD formalizou a intersecção pragmática entre o MDB e setores alinhados à administração federal, expondo a complexidade das alianças regionais.
A reação do Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), expôs as fraturas internas provocadas pela composição heterogênea do palanque oposicionista. Por meio de manifestações públicas e redes sociais, o gestor municipal criticou enfaticamente a aliança do Partido Liberal (PL) com o MDB, argumentando que a proximidade com nomes ligados ao governo federal descaracteriza o projeto político da direita conservadora no estado.
Brunini reiterou que a presença de quadros governistas e o apoio explícito a vice-líderes do Executivo Nacional configuram uma contradição ideológica perante o eleitorado conservador mato-grossense.
As engrenagens dessa complexa aliança eleitoral funcionam por meio de concessões mútuas e composições proporcionais que visam maximizar o tempo de propaganda rádio e televisiva, além de capilaridade regional. Enquanto a candidatura majoritária ao governo busca unificar o eleitorado sob uma bandeira de oposição à atual gestão estadual, as candidaturas ao Senado operam de forma autônoma para captar votos em nichos diversos. Essa dinâmica permite coexistir, no mesmo espaço político, projetos de poder que divergem substancialmente quanto às diretrizes econômicas e sociais no plano federal.
E aí está a ironia do roteiro.
Wellington Fagundes, o “Lanterna Verde”, o “Homem da Camisa Verde”, também identificado por setores da direita como “Senador Melancia”, “Verde por fora e vermelho por dentro“, terá que administrar um palanque no qual o “VERMELHO“ já não parece estar escondido debaixo do palanque.
As consequências imediatas do arranjo refletem-se no tensionamento das instâncias partidárias locais e no silêncio seletivo do comando estadual do PL diante das composições regionais.
Enquanto a presidente estadual do partido, Ananias Filho, direciona severas críticas aos prefeitos liberais que declararam apoio à pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), constata-se a ausência de penalizações ou manifestações oficiais a respeito da presença de lideranças alinhadas ao governo federal na base de Wellington Fagundes, sinalizando uma tolerância tática em prol da viabilidade eleitoral.
O cenário consolidado projeta desafios complexos para a gestão da imagem pública de Wellington Fagundes junto à sua base eleitoral de origem. Historicamente associado ao centro pragmático, o parlamentar enfrenta questionamentos de setores ortodoxos da direita, que utilizam a presença de elementos progressistas na coligação para contestar sua coerência doutrinária.
A necessidade de administrar um palanque de composição ideológica mista exigirá do candidato um contínuo exercício de equilíbrio político para reter o eleitorado conservador sem repelir os apoios estratégicos vindos do centro e da centro-esquerda.
Por fim, o panorama atual evidencia que o pragmatismo político em Mato Grosso sobrepôs-se às polarizações nacionais, redefinindo os contornos da disputa de 2026. A aliança que reúne sob o mesmo teto político o PL, o MDB, o PSD e alas do União Brasil (UB) demonstra que a busca pelo “Poder Estadual” suplantou divisões partidárias rígidas.
O sucesso dessa empreitada dependerá da capacidade dos articuladores em convencer o eleitorado de que a heterogeneidade da coligação representa amplitude governamental, e não incoerência ideológica, na construção do futuro político do estado.
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