LUTAR PELO CONSENSO DA MESA DIRETORA
Vem aí Max Russi e “Mulher Maravilha”, aguardem; PSD sem espaço para Edu
Quintou, e nós, da equipe do Blog do Valdemir, e também do núcleo duro do Boteco da Alameda percebem que é difícil de aceitar. A gente reluta, tenta controlar, manipular e persuadir, e nisso, gastamos rios de energia.
Mas a verdade é uma só: nem tudo é como a gente quer. O outro não é como a gente quer, o editor do Blog do Valdemir não é como a gente quer, o governo não é como a gente quer, o “sistema” não é como a gente quer.
Nem nós mesmos somos do jeitinho que projetamos em nossa mente. Assim sendo, só nos resta dizer: segue o fluxo!
E o que temos para hoje? Eleições. Na Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) e o Partido Social Democrático (PSD) de Mato Grosso nos braços do presidente Lula.
Vem aí Max Russi e Mulher Maravilha
Os 24 deputados estaduais mato-grossenses, darão continuidade, uma característica nos últimos anos na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT): o consenso na escolha do presidente do Parlamento Estadual.
As eleições para o comando da Casa de Leis, ocorrerá no mês de agosto e, costumam ter chapa única. No pleito de 2024, porém, há chance de disputa direta, no plenário, entre deputados que aspiram assentar na cadeira atualmente ocupada pelo deputado estadual ainda no União Brasil (UB), José Eduardo Botelho.

A lista de contatos para o cargo tem nomes como Max Russi (PSB), Júlio José de Campos (UB), e correndo por fora Dilmar Dal’Bosco (UB). Max e Júlio, foram os mais citados por interlocutores ouvidos pela equipe de reportagem do Blog do Valdemir na última semana, que marcou o encerramento das atividades legislativas antes do recesso de fim de ano.
Levantamento feito pela nossa equipe de reportagem do Blog do Valdemir, mostra que, ao menos desde 2016, não há dois candidatos a presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), em uma mesma eleição.
A estatística faz com que, apesar das articulações paralelas que correm no momento, parte dos deputados mato-grossenses acredite na construção de uma via única para evitar a fragmentação dos 24 deputados.
Integrante do grupo político de Zé Edu Botelho, Júlio Campos tem a simpatia de outros parlamentares ligados ao presidente do Legislativo, a exemplo de Max Russi que é primeiro secretário da Casa de Leis, ele também tem a simpatia de outros deputados ligados a Zé Edu e é bem-visto, pelo núcleo duro do Palácio Paiaguas. O político do PSB tem a seu favor a boa relação com os secretários de Estado do Governo Mauro Mendes (UB).
Segundo apurou a reportagem, neste momento, Max Russi é o preferido do Governo do Estado para o posto. Apesar disso, Júlio Campos é tido como opção e poderá ser uma pedra no sapato na disputa da Mesa Diretora da Casa de Leis.
Primeira vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), a “Mulher Maravilha”, nossa querida deputada estadual pelo MDB, Janaína Greyce Riva, tem dito a colegas que tem a intenção de participar da Mesa Diretora, disputando a primeira secretária. E encabeçar uma majoritária ao Senado em 2026.
“Eu sendo primeira secretária, estando na Mesa Diretora, eu com Max, depois disso quero ser candidata. Eu, estou trabalhando um projeto para o Senado, então eu vou sair e abrir mais espaço e acho que as coisas têm que ser assim gradativamente“, disse a parlamentar.
Sobre a possibilidade de Júlio Campos sair candidato para a disputa da Mesa Diretora, a “Mulher Maravilha” disse:
“Não adianta ali na Assembleia Legislativa tentar concorrer contra a Mesa, é muito difícil ganhar da Mesa Diretora. Já tentei, eu tenho experiência nisso, foi o que falei com Júlio“.
Em meio as possibilidades, deputados estaduais mato-grossenses ouvidos pela reportagem do Blog do Valdemir, apontam as necessidades de um debate que garantam a formalização de apenas uma chapa na disputa da Mesa Diretora da Casa de Leis.
“A Assembleia vai votar unida em um nome só. Em hipótese nenhuma podemos deixar ter a divisão que em década passada“, disse um parlamentar, em menção à tumultuada eleição no Legislativo Estadual.
A disputa vencida pelo então deputado José Riva nos idos dos anos 90, que foi marcada por troca de acusações, bate-bocas e princípio de tumulto. O eventual confronto entre chapas, pode trazer, prejuízos não apenas aos trabalhos Legislativos, mas, também ao Executivo Estadual.
Carlos Favaro e o adiós de Edu
Analisando o xadrez político em Cuiabá, chegamos a seguinte conclusão: PSD fechou as portas para Dudu Botelho, ainda no União Brasil (UB). A sigla vai apoiar uma candidatura da Federação Brasil da Esperança composta pelo PT, PCdoB e PV.
O cacique do PSD em Mato Grosso, Carlos Favaro reafirma que não tem problema algum em uma candidatura da Federação, Mas que é necessário que o grupo defina quem será o nome que será lançado para a Prefeitura de Cuiabá. A definição, segundo Carlos Favaro será feita nos próximos dias.
Em Várzea Grande, Carlos Favaro confirmou que o PSD vai apoiar o prefeito várzea-grandensse Kalil Baracat (MDB) à reeleição.
A Federação Brasil da Esperança deverá tomar o mesmo caminho, tendo em vista a boa relação do partido do gestor e o fato de que a sigla pertence a base de Lula.
Segue o fluxo!
Política
Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”
A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.
O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.
A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.
A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.
A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.
A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.
Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.
Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.
A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.
A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.
O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.
A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.
A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.
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