DESEMTUBANDO A SAÚDE DE CUIABÁ
Após suspensão da intervenção na Saúde, Pinheiro reuni com PGM para avaliar “retorno” da Saúde
Na última quarta-feira (13), o Tribunal de Contas do estado de Mato Grosso (TCE/MT), juntamente com o Ministério Público Estadual (MPE) formalizaram, um pedido conjunto de homologação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Município de Cuiabá.
No documento, que foi protocolado no Tribunal de Justiça do Estado der Mato Grosso (TJMT), visa à suspensão dos efeitos da intervenção na Secretaria Municipal de Saúde.
Essa ação conjunta foi resultado de uma reunião entre o coordenador da Comissão Especial do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), Conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, o procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz Junior, e o relator do processo de intervenção, desembargador Orlando Perri.
Análise Detalhada das Necessidades de Prorrogação da Intervenção
Sérgio Ricardo, ao analisar o caso, determinou a abertura de um procedimento de Acompanhamento Simultâneo no Tribunal de Contas. Além disso, propôs a criação de uma Comissão Interinstitucional, composta por auditores do TCE, representantes da equipe de intervenção e da Prefeitura de Cuiabá. Essa comissão visa garantir o efetivo cumprimento das obrigações do TAC. O conselheiro destacou a importância de manter as melhorias e cumprir as metas pendentes na Saúde de Cuiabá.

Ministério Público de Contas opina favoravelmente ao TAC
Por meio do procurador-geral de Contas, Alisson Carvalho de Alencar, do Ministério Público de Contas, manifestou-se favoravelmente à formalização do TAC entre o Ministério Público Estadual e a Prefeitura Municipal de Cuiabá. O intuito é garantir o cumprimento integral das ações previstas. Sérgio Ricardo ressaltou que a intervenção estadual na Saúde de Cuiabá é uma medida excepcional, e para evitar prorrogações indefinidas, a celebração do TAC é a providência mais adequada.
Evidências apontam avanços na Saúde Pública de Cuiabá durante intervenção
Os avanços conquistados durante o período de intervenção na Saúde Pública Municipal de Cuiabá, foi reconhecida pelo Conselheiro Sergio Ricardo. Ele argumentou que, para evitar retrocessos, é crucial planejar a consolidação do modelo já implementado. Portanto, a formalização do TAC, homologado judicialmente, surge como a medida essencial para garantir a continuidade das boas práticas e governança estabelecidas.
TAC define obrigações detalhadas para manutenção da qualidade na Saúde
Composto por 18 cláusulas, o TAC estabelece obrigações detalhadas para a manutenção e melhoria das Unidades de Saúde de Cuiabá. Isso inclui o cumprimento da Política Nacional de Atenção Básica, reestruturação de hospitais, execução de Planos de Redefinição de Perfil Assistencial, entre outras medidas. A governança também é abordada, exigindo da Administração Municipal a apresentação de um Plano de Trabalho ao Tribunal de Contas com ações concretas, responsabilidades, metas e prazos.
Homologação do TAC pela Justiça encerra intervenção na Saúde de Cuiabá
Orlando Perri, formalizou a homologação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nesta segunda-feira (18), marcando o encerramento da intervenção na Saúde de Cuiabá.
O compromisso, estabelecido entre o Ministério Público e a administração municipal, por meio da interventora Daniela Carmona, foi considerado válido pelo magistrado, consolidando a conclusão do processo.
Decisão Judicial ressalta importância da continuidade das ações na Saúde
O desembargador Orlando Perri destaca em sua decisão a complexidade do cenário de saúde em Cuiabá, referindo-se ao estado como uma “desconformidade estruturada”. Ele enxerga a intervenção como um processo bifásico, diagnosticando problemas estruturais na primeira etapa e propondo ações na segunda etapa. O TAC, segundo o desembargador, visa garantir a continuidade dos programas iniciados durante a intervenção, considerando essa manutenção como um aspecto primordial.
Avaliação crítica do estado atual da Saúde de Cuiabá
Ao comparar o atual estágio da Saúde de Cuiabá com o momento prévio à intervenção, Orlando Perri destaca que, embora tenha sido “desentubada”, a situação ainda é crítica e demanda cuidados. A decisão reforça a necessidade de manter e aprimorar as medidas implementadas, apontando para a fragilidade do sistema de saúde municipal.
Descumprimento do TAC pode reiniciar processo de intervenção
Consta no documento, que qualquer descumprimento do TAC acarretará na retomada da tramitação da Representação Interventiva. Esse processo ficará suspenso apenas após o cumprimento integral de todas as obrigações derivadas do TAC. A decisão enfatiza a seriedade do compromisso assumido pela administração municipal para evitar retrocessos no sistema de saúde.
Novas responsabilidades pós-intervenção e retorno da Secretaria Estadual de Saúde para a Prefeitura
Com a homologação do TAC, a administração municipal tem a responsabilidade de apresentar ao Tribunal de Contas um plano de trabalho detalhado, contendo ações concretas, responsabilidades, metas e prazos para garantir o efetivo cumprimento do pacto. A partir de 31 de dezembro, a Secretaria de Estado de Saúde retorna sob a responsabilidade da prefeitura, marcando uma nova fase na gestão da saúde pública em Cuiabá.
Prefeito de Cuiabá delibera estratégias após suspensão da Intervenção na Saúde
Logo pela manhã, o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), conduziu uma reunião a portas fechadas com a Procuradoria Geral do Município (PGM) em resposta à decisão emitida na noite de segunda-feira (18) que suspendeu o processo de intervenção na Saúde da capital.
O encontro emergencial reflete a urgência em lidar com as implicações da homologação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que impõe obrigações à prefeitura, delineadas pelo gabinete estadual de intervenção.
Homologação do TAC impõe desafios à gestão municipal
A homologação do TAC, efetuada pelo desembargador Orlando Perri, coloca a administração municipal diante de uma série de responsabilidades definidas pela intervenção na Saúde.
A resistência de Emanuel Pinheiro, em acatar as orientações do governo levanta questionamentos sobre a possibilidade de recusar a “devolução” da Secretaria de Saúde em 31 de dezembro, quando o pacto da interventora Daniela Carmona com o Ministério Público determina o término do processo interventivo.
Cenário de incerteza quanto ao futuro da Saúde em Cuiabá
Conhecido por sua resistência a ceder às diretrizes estaduais, Emanuel Pinheiro, avalia estratégias frente à iminente “devolução” da Secretaria de Saúde Municipal. A incerteza paira sobre a continuidade da gestão após a homologação do TAC, que exige da prefeitura a apresentação de um plano de trabalho detalhado, incluindo ações concretas, responsabilidades, metas e prazos para a execução do acordo.
Desembargador Orlando Perri determina medidas rígidas para o cumprimento do acordo
Orlando Perri, em sua decisão divulgada nesta terça-feira, estabelece diretrizes rigorosas, incluindo a elaboração de um plano de trabalho pela prefeitura. Este documento deve detalhar ações e metas a serem cumpridas para garantir o efetivo cumprimento do acordo. O não cumprimento acarretará na retomada da tramitação da Representação Interventiva, conforme estabelecido na decisão.
Cenário político desafiador após suspensão da intervenção na Saúde de Cuiabá
Para Emanuel Pinheiro, será um cenário político desafiador com a decisão do desembargador Orlando Perri que, diante da possibilidade de retomar a gestão da Saúde, avalia estratégias para atender às determinações do TAC sem prejudicar a autonomia municipal.
O descumprimento, segundo a decisão, não só acarretaria na retomada da intervenção como também reacenderia a tramitação da Representação Interventiva, sinalizando um momento crucial na administração da Saúde Pública em Cuiabá.
NOTA À IMPRENSA
Com relação à homologação pelo desembargador Orlando Perri do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o governo do estado e o Ministério Público de Mato Grosso, a prefeitura de Cuiabá esclarece:
– O prefeito Emanuel Pinheiro está em reunião com sua equipe jurídica para avaliar com a atenção devida os termos do TAC na Saúde Cuiabá e suas possíveis consequências para a população;
– O prefeito viaja a Brasília nesta terça-feira (19) para uma agenda de última hora e, após retorno, vai prestar esclarecimentos à população sobre o assunto;
– É preciso tempo para a equipe técnica da Prefeitura analisar os procedimentos e os efeitos administrativos do retorno da Saúde para o Município.
Destaques
Governo prevê conclusão do “BRT Metropolitano” para dezembro de 2026
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (SINFRA/MT), Marcelo Oliveira, juntamente com a equipe técnica da pasta, anunciou formalmente que as obras do sistema de trânsito rápido por ônibus (Bus Rapid Transit – BRT), no trecho que interliga a Avenida do CPA, em Cuiabá, ao Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, serão integralmente concluídas até o fim de dezembro de 2026. A declaração solene ocorreu na tarde desta segunda-feira (13), durante uma concorrida Audiência Pública realizada no auditório principal da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT).
O pronunciamento governamental detalhou as profundas alterações estruturais planejadas para as 77 estações de passageiros, o cronograma atualizado de execução física das frentes de trabalho e as estratégias para a futura implantação do corredor viário da Avenida Fernando Corrêa da Costa. Diante de parlamentares, lideranças comunitárias e jornalistas, os gestores estaduais também expuseram o planejamento para a aquisição imediata da frota de ônibus elétricos, além de justificar as medidas administrativas severas adotadas pelo Poder Executivo após a rescisão unilateral do contrato com o consórcio construtor originalmente contratado para a execução do empreendimento metropolitano.
A consolidação financeira do novo modal de transporte coletivo urbano recebeu um importante incremento com a confirmação de que a venda dos antigos trens e o leilão dos trilhos e materiais remanescentes do extinto projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) reverterão mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos do Estado. Ao defender a viabilidade econômica da transição tecnológica, o secretário Marcelo Oliveira rebateu as críticas recorrentes acerca dos atrasos no cronograma e enfatizou que as equipes de engenharia enfrentaram um cenário complexo de expansão urbana e de adensamento populacional acelerado na Grande Cuiabá entre os anos de 2012 e 2024.

O principal fator que determinou a paralisação temporária das obras e a consequente dilação do prazo de entrega foi o reiterado descumprimento de cláusulas editalícias por parte da primeira concessionária licitada, situação que forçou o Estado a aplicar multas contratuais e a reformular integralmente o modelo operacional. O gestor da pasta de infraestrutura revelou ainda que a ingerência política e os entraves burocráticos criados pela administração municipal anterior de Várzea Grande prejudicaram sensivelmente o andamento dos serviços de pavimentação rígida na região limítrofe, prolongando o desgaste logístico sofrido pelos comerciantes e motoristas locais.
Paralelamente às intervenções em andamento no primeiro eixo de mobilidade, a implantação do corredor estrutural da Avenida Fernando Corrêa da Costa encontra-se em fase de planejamento, com o processo licitatório ainda pendente de publicação oficial no Diário Oficial do Estado. O secretário-adjunto de Obras da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Isac Nascimento, esclareceu que não há dotação orçamentária empenhada para este trecho específico no presente exercício financeiro, estimando o início efetivo das obras de terraplenagem e drenagem profunda apenas para o primeiro semestre do próximo ano.
O traçado completo do sistema de transporte rápido abrangerá uma extensão linear de 15 quilômetros no trecho principal que conecta as duas maiores cidades do estado, somando-se a outros sete quilômetros projetados para o futuro ramal da região sul de Cuiabá. Para garantir o atendimento eficiente de milhares de usuários diários que dependem do transporte público interestadual, a administração estadual confirmou a aquisição de uma frota inicial composta por 25 modernos ônibus elétricos de alta capacidade, cujos processos de compra direta encontram-se em fase de instrução documental e análise jurídica nos órgãos de controle interno da Sinfra.

As modificações técnicas implementadas no projeto básico das estações visam aumentar a durabilidade do patrimônio público e garantir o conforto térmico dos passageiros em uma região de clima caracteristicamente quente. Nascimento pontuou que o aprimoramento estrutural consistiu na substituição dos aparelhos de ar-condicionado domésticos por eficientes sistemas de climatização industrial, além da instalação de painéis de vidro temperado com tecnologia antivandalismo e de estruturas metálicas de alta resistência contra intempéries climáticas.
O planejamento logístico inicial concebido para o Lote 1, que compreende a ligação expressa entre os terminais de Várzea Grande e do CPA, previa originalmente uma execução célere de apenas seis meses, baseada na abertura simultânea de sete frentes de trabalho intensivo ao longo do leito viário. A estratégia de engenharia englobava intervenções complexas no subsolo e na superfície das principais vias expressas, concentrando o maquinário pesado no quadrante situado entre o Viaduto da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e a histórica Ponte Júlio Müller.
No entanto, a viabilidade prática desse modelo de intervenção simultânea mostrou-se inviável logo após o início das primeiras escavações, quando o estrangulamento do fluxo de veículos gerou severos congestionamentos e forte descontentamento popular. A equipe técnica da Sinfra avaliou que a manutenção do cronograma agressivo original resultaria em um colapso completo da mobilidade urbana intermunicipal, forçando a adoção de um modelo operacional mais flexível e seguro para os cidadãos.
A execução das obras de engenharia civil passou a ocorrer de forma cadenciada e gradual, sob constante monitoramento e em estreito alinhamento operacional com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) de Cuiabá. De acordo com o secretário-adjunto, essa sinergia administrativa permite o planejamento detalhado de desvios no tráfego e de interdições parciais de faixas de rolamento, mitigando os impactos cotidianos e harmonizando o avanço do BRT com as demais obras de saneamento básico conduzidas pelas concessionárias de serviços públicos na capital.
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