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ELEIÇÕES 2024 TRANSPARENTES

TRE/MT aprova Plano Integrado das Eleições 2024

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O Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE/MT) aprovou o Plano Integrado das Eleições 2024. Ao todo serão 492 ações monitoradas para garantir a plena execução do pleito, a maior operação logística do Estado. O documento prevê toda gestão de bens e serviços, material de consumo, elétrico e gráfico necessários, locação de bens móveis, contratação de serviços, telefonia, comunicação, segurança, capacitação, entre outras atividades.

O Plano integrado das eleições ficou pronto e está sendo aprovado um ano antes das eleições, o que revela um planejamento eficaz, na busca contínua do aperfeiçoamento de nossos trabalhos, especialmente no que se refere à nossa maior missão institucional, que é realizar eleições seguras, céleres e transparentes”, destacou a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, durante a aprovação do Plano.

Constam como objetivos deste Plano Integrado das Eleições 2024:

I. apresentar uma visão ampliada da integração e interdependências entre os projetos de apoio, planos de ação e grupos de trabalho que compõem o instrumento;
II. racionalizar custos e viabilizar condições necessárias para otimizar a logística;
III. evidenciar os marcos do processo eleitoral;
IV. fomentar o registro de lições aprendidas de todos os projetos de apoio e planos de ação que compõem o plano integrado;
V. monitorar e controlar o progresso dos projetos, planos de ação e pacotes de trabalho das áreas;
VI. gerenciar os riscos.

Cada uma das 492 ações presentes no planejamento detalha o seu cronograma de início e conclusão, assim como a unidade do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE/MT) responsável pela sua execução. Todo acompanhamento é realizado pela Assessoria de Planejamento em sintonia com a Presidência e Corregedoria Eleitoral.

Nós estamos definindo um calendário de reuniões para o acompanhamento dessas ações. É necessário fazer um grande controle de pessoal em todo o Estado, acompanhamento de mesários, alimentação, liberação de orçamento, empenhos, licitações, recebimento de materiais, pagamentos, logística de material e urnas. Enfim, a eleição do próximo ano já está a todo vapor no TRE de Mato Grosso, explicou o diretor geral da instituição, Mauro Diogo.

O Plano Integrado das Eleições 2024 teve a relatoria da presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE/MT), desembargadora Maria Aparecida Ribeiro. A resolução foi aprovada por unanimidade pelos membros do Plano na sessão realizada no dia 10 de outubro.

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Política

Vício formal em assinaturas barra abertura de CPI contra União Transportes na Câmara de Várzea Grande

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O Poder Legislativo de Várzea Grande barrou temporariamente o início de uma devassa contábil e operacional no sistema de mobilidade urbana municipal ao indeferir o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A iniciativa buscava instituir um comitê especial de fiscalização focado nas supostas irregularidades que permeiam a prestação de serviços essenciais à comunidade local. Com a decisão administrativa, a tramitação do inquérito político foi paralisada até o integral saneamento das exigências regimentais regulamentares.

A autoria do requerimento cabia originariamente ao vereador Caio Cordeiro, representante do partido Novo, que liderou a articulação junto aos seus pares para angariar o apoio político indispensável à sustentação do pleito. O parlamentar obteve a expressa anuência de outros nove integrantes do Parlamento local, unindo assinaturas de Adilsinho, Bruno Rios, Carlinhos Figueiredo, Charles da Educação, Cleyton Nassarden, Jânio Calistro, Joaquim Antunes, Lucas Chapéu do Sol e Rosy Prado.

A apresentação do mencionado requerimento ocorreu no transcorrer da última semana jurídica, introduzindo uma intensa celeuma nos debates internos da Casa de Leis e alterando o ritmo habitual das deliberações parlamentares. A data do protocolo marcou o início da contagem dos prazos regimentais de avaliação, os quais impõem um rigoroso filtro prévio de admissibilidade a cargo da assessoria jurídica da Mesa Diretora.

Os atos formais de questionamento e o subsequente indeferimento transcorreram integralmente no âmbito da Câmara Municipal de Várzea Grande, instituição incumbida constitucionalmente de fiscalizar os contratos públicos firmados pelo Poder Executivo.

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O ambiente institucional do Parlamento Metropolitano tornou-se, por conseguinte, o palco de disputas técnicas acerca do cumprimento estrito das formalidades que validam os instrumentos de controle externo.

O bloqueio provisório da Comissão Parlamentar operou-se por intermédio de uma decisão eminentemente burocrática, motivada pela constatação de que o proponente utilizara cópias reprográficas em vez das vias físicas originais do documento de apoio. A Mesa Diretora fundamentou a rejeição na premissa de que a fragilidade material do suporte impresso desatendia aos parâmetros exigidos para a instauração de um procedimento de tamanha envergadura jurídica.

O escopo substancial da investigação proposta residia na apuração de supostas desconformidades graves na execução do contrato administrativo de concessão que rege o transporte coletivo municipal. Os parlamentares subscritores apontavam para falhas reiteradas no atendimento aos usuários, indícios de descumprimento de metas contratuais e deficiências na manutenção da frota rodoviária que atende diariamente à população várzea-grandense.

Os antecedentes contratuais que motivaram o requerimento remontam às vistorias e balanços realizados ao longo do período compreendido entre os anos anteriores. Diferentemente da Câmara Municipal de Cuiabá, que ostenta múltiplos blocos investigativos em pleno andamento, a Casa de Leis de Várzea Grande encerrou o último ciclo administrativo sem qualquer Comissão Parlamentar de Inquérito ativa em sua estrutura interna.

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A principal justificativa para a intervenção impeditiva imediata baseou-se no risco iminente de vulnerabilidade jurídica, visto que a aceitação de cópias simples fragilizaria a higidez de toda a instrução processual subsequente. Um vício formal dessa magnitude abriria precedentes perigosos, permitindo que a empresa concessionária acionasse o Poder Judiciário para anular preventivamente os trabalhos da comissão, sob a alegação de cerceamento de defesa ou de ilegalidade na origem.

Em esclarecimento oficial emitido por sua assessoria de comunicação, a Câmara Municipal de Várzea Grande reiterou que a condução dos trabalhos legislativos deve pautar-se pela segurança jurídica absoluta. A nota institucional realçou que, segundo orientação técnica emitida pelos procuradores da Casa, a apresentação das assinaturas originais é condição indispensável para resguardar a soberania e a legitimidade inabalável das decisões tomadas pelo plenário.

O prosseguimento regular da fiscalização depende agora, exclusivamente, do cumprimento da exigência formal de reapresentação do requerimento contendo as assinaturas autógrafas e originais de todos os dez parlamentares envolvidos.

A Mesa Diretora assegurou que, uma vez sanada a falha técnica e restituída a autenticidade documental exigida pelo rito regimental, o expediente retomará seu curso natural de tramitação para deliberação final.

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