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FERROVIA DA INTEGRAÇÃO EM MATO GROSSO

Terminal ferroviário em Cuiabá será tema de debate em Audiência Pública na ALMT

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A Rumo, empresa de logística do Grupo Cosan, deu início em novembro de 2022, a uma das maiores obras extensão ferroviária do Brasil. A Ferrovia de Integração Estadual de Mato Grosso, como é conhecida a Ferrovia Senador Vicente Vuolo, que será construída com capital 100% privado, sob regime de autorização via contrato firmado entre a empresa e o Governo de Mato Grosso, terá mais de 700 quilômetros e custará entre R$ 14 e R$ 15 bilhões, destes, cerca de R$ 4,5 bilhões serão injetados para levar 220 quilômetros de trilhos de Rondonópolis até Campo Verde.

Assim que for concluída, a ferrovia passará por 16 municípios do Estado de Mato Grosso, terá 22 pontes, 21 viadutos, 2 quilômetros de túneis e 11,5 quilômetros de pontes, e deverá gerar 100 mil empregos diretos e 100 mil indiretos. Consumirá 1,4 milhão de dormentes e 108 mil toneladas de trilhos.

No entanto, o projeto da empresa mostra que a obra deverá ser construído em etapas. A primeira, iniciada no dia 03 de novembro de 2022, teve cerca de 210 km, de Rondonópolis até Campo Verde, ambas em Mato Grosso. Nesta fase, o investimento previsto entre R$ 4 bilhões a R$ 4,5 bilhões, e a previsão de conclusão é até o fim de 2025.

Mato Grosso é responsável por mais de 40% das exportações de grãos do país, e de acordo com especialistas econômicos, se fosse um país seria o quarto maior produtor de alimentos, atrás da China, Estados Unidos e do próprio Brasil.

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Ferrovia tem data marcada

A Baixada Cuiabana aguarda há 50 anos uma ferrovia que conecte os distritos industriais de Cuiabá e Várzea Grande aos portos do Sul, Sudeste e Norte do país. A chegada dos trilhos da Ferrovia Estadual Vicente Vuolo, de Rondonópolis à Capital, finalmente tem data para acontecer, com previsão em contrato entre o Governo do Estado e a empresa Rumo S.A, para o segundo semestre de 2025.

Desta forma, a primeira Rodovia Estadual do Brasil, a Ferrovia de Integração Estadual de Mato Grosso, terá novos 703 quilômetros acrescidos aos 300 já construídos. Para acompanhar esta demanda tão aguardada e fundamental para o desenvolvimento da Baixada Cuiabana, o deputado estadual Júlio Campos (UB) fará uma Audiência Pública no dia 18 de setembro, às 9h, na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).

A empresa até agora apresentou apenas os projetos e estudos do trecho até Campo Verde. Um dos focos desta Audiência Pública é questionar sobre como está o andamento do projeto até Cuiabá. Para o sonho de agroindustrialização e geração de emprego nos municípios da Baixada faz-se necessário esta conexão por transporte ferroviário com os grandes portos exportadores. Apenas des ta forma Mato Grosso será competitivo e atrativo para que empresas queiram instalar seus parques industriais em nossas cidades, afirma o deputado Júlio Campos.

A Ferrovia de Integração Estadual de Mato Grosso é a primeira ferrovia estadual do Brasil. Os municípios que serão transpostos pelo projeto são Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Santa Rita do Trivelato, Rosário Oeste, Planalto da Serra, Nova Brasilândia, Primavera do Leste, Campo Verde, Dom Aquino, Poxoréu, São Pedro da Cipa, Juscimeira, Jaciara, Rondonópolis, Santo Antônio do Leverger e Cuiabá.

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Segundo Vicente Vuolo, secretário de Desenvolvimento Econômico de Cuiabá e presidente do Movimento Pró-Logística, essa Audiência Pública será fundamental para que a Rumo venha a Cuiabá e coloque nossa Rodovia como prioridade e consolide a área onde está prevista a instalação do Terminal Ferroviário que irá contemplar Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio de Leverger.

O grande ponto é priorizar a Capital, porque se há ferrovia em Mato Grosso é por causa da luta de Cuiabá por este modal. Inclusive a concessão estadual só existe devi do a articulação dos deputados estaduais, para que esse licenciamento fosse possível. Queremos que esta ferrovia transporte não só cargas, mas desenvolvimento, afirma Vuolo.

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Política

Abilio Brunini enfrenta semana decisiva em meio à “Crise Institucional” na Câmara de Cuiabá

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O cenário político da capital mato-grossense centraliza as atenções institucionais com o início de uma semana considerada crucial para a governabilidade do Poder Executivo Municipal. O embate gira em torno da estrutura de poder da Câmara Municipal de Cuiabá, onde se articulam as forças de sustentação e de oposição à atual gestão. O desfecho dessa complexa correlação de forças ditará o ritmo da administração pública municipal nos próximos anos, tensionando a relação entre os poderes locais.

A crise institucional tem como protagonista o Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), cuja atuação política direta nos bastidores do Legislativo converteu-se no estopim de uma severa instabilidade entre os parlamentares. O chefe do Executivo Municipal concentra seus esforços na viabilização política e jurídica da candidatura de sua principal aliada para o comando do parlamento. A estratégia do prefeito visa consolidar uma base parlamentar amplamente dócil às demandas da prefeitura, assegurando tranquilidade para a aprovação de projetos de seu interesse.

O epicentro do confronto político localiza-se estritamente na Câmara Municipal de Cuiabá, a Casa de Leis que abriga as deliberações oficiais da Capital do Estado de Mato Grosso. O parlamento municipal transformou-se em uma verdadeira arena de disputa jurídica e partidária, onde cada bloco de vereadores tenta salvaguardar suas prerrogativas institucionais. O ambiente legislativo reflete a polarização e a fragmentação das forças partidárias que historicamente caracterizam a política da região Centro-Oeste do país.

As movimentações políticas e os debates jurídicos intensificaram-se de forma decisiva ao longo das últimas horas, com votações estratégicas formalmente agendadas para esta terça-feira. Este momento específico do calendário legislativo coincide com a necessidade de definição antecipada das regras que governarão a Mesa Diretora nos anos subsequentes da atual legislatura.

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A celeridade do processo legislativo gerou um clima de urgência entre os parlamentares, que se veem obrigados a tomar posições públicas definitivas sobre o tema.

Os motivos subjacentes à crise residem na tentativa de aprovação de um polêmico projeto de resolução que visa permitir a reeleição da Mesa Diretora para o Biênio posterior. A iniciativa atende diretamente aos interesses da atual presidente da Casa de Leis, a vereadora Paula Calil (PL), cuja permanência no cargo depende dessa alteração regimental. A oposição e setores independentes da Câmara de Cuiabá enxergam a manobra como um casuísmo político desenhado exclusivamente para perpetuar o grupo governista no controle do orçamento e da pauta do parlamento.

A dinâmica dos fatos envolveu o uso de mecanismos judiciais extraordinários por parte do grupo governista, que acionou o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT), para atingir seus objetivos políticos. O prefeito cuiabano Brunini atua ativamente na defesa de uma tese jurídica que solicita a redução do quórum de aprovação do projeto para maioria simples, contornando a exigência atual.

A estratégia jurídica foi adotada após a constatação de que a vereadora governista não dispõe, no momento, dos dezoito votos mínimos necessários para a alteração regimental por vias estritamente políticas.

Os procedimentos legislativos ganharam contornos de dramaticidade após a aprovação preliminar da matéria pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), órgão técnico responsável por avaliar a legalidade da proposta. A aprovação na comissão garantiu o envio imediato do texto para o plenário, deflagrando discussões acaloradas e trocas de acusações mútuas entre os vereadores de diferentes blocos. A pacificação interna do parlamento restou severamente comprometida após episódios de retaliação digital, que culminaram na exclusão de parlamentares desalinhados de canais formais de comunicação com o prefeito.

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O objetivo estratégico do prefeito Abilio Brunini ao intervir diretamente no processo sucessório é assegurar a eleição de uma Mesa Diretora integralmente alinhada à sua agenda administrativa. A garantia de uma presidência simpática ao Palácio Alencastro evita a abertura de comissões investigativas e acelera a tramitação de pedidos de empréstimos e reformas administrativas complexas.

Para o Executivo Municipal, o controle do comando do Legislativo cuiabano representa a blindagem política necessária para a execução do plano de governo sem sobressaltos institucionais.

As consequências imediatas da interferência do Executivo manifestam-se no enfraquecimento da harmonia entre os poderes e no isolamento político de antigos aliados do Prefeito de Cuiabá. A postura centralizadora de Brunini foi publicamente rechaçada por lideranças de nível estadual, a exemplo do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado estadual Max Russi (Podemos). A crise provocou fissuras profundas na base aliada, visto que até mesmo parlamentares simpáticos à gestão manifestaram desconforto com a quebra da promessa inicial de não intervenção no parlamento.

Os desdobramentos futuros deste embate redefinirão de maneira permanente o equilíbrio de forças na política cuiabana e o grau de independência do Poder Legislativo Municipal. A decisão soberana do plenário da Câmara Municipal sinalizará se o parlamento manterá sua autonomia fiscalizatória ou se curvará aos desígnios do poder central da capital. Independentemente do resultado numérico das votações, o episódio deixa como legado uma relação tensionada que exigirá intensa habilidade diplomática para a reconstrução pontes institucionais.

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