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SEM LIGAÇÃO COM GOVERNO

“Esse é um negócio que não tem nada a ver com o governo”

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Na manhã de hoje, a Polícia Federal (PF), deflagrou a “Operação Descobrimento”, com o objetivo de desarticular organização criminosa especializada no tráfico internacional de cocaína. Foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 7 mandados de prisão preventiva nos Estados da Bahia, São Paulo, Mato Grosso, Rondônia e Pernambuco.

Em Portugal, com o acompanhamento de policiais federais, a polícia portuguesa cumpre três mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva nas cidades do Porto e Braga.

Foram presos no Estado de Mato Grosso, o ex-assessor da vice-governadoria na gestão do então governador na época, Silval da Cunha Barbosa, Rowles Magalhães Pereira da Silva, conhecido como “lobista do VLT“, é um dos alvos da Operação Descobrimento, e o ex-secretário de Ciência e Tecnologia do atual governo, Nilton Borgatto (PSD).

Após a Operação Descobrimento, o governador Mauro Mendes Ferreira, do Partido União Brasil (UB), em entrevista à Rádio Vila Real, explicou que a prisão de seu ex-secretário de Ciência e Tecnologia e Inovação (Secitec), Nilton Borgato não tem nada a ver com o Governo e sim com sua vida pessoal. Borgato se desligou do cargo para lançar sua pré-candidatura a deputado federal.

O que as pessoas fazem na sua vida particular é problema delas, não do Governo. Esse crime é pessoal, que ele está sendo acusado pela Polícia Federal. Não conheço os fatos, não sei nada sobre o assunto. Só vi pela imprensa agora de manhã. E obviamente ele vai responder. Não sei quando isso aconteceu, se aconteceu, mas não tem nada a ver com a gestão e ato que ele possa ter praticado dentro do Governo”.

Nilton Borgato (PSD) assumiu a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação no dia 2 de janeiro de 2019, com a missão de continuar os trabalhos desenvolvidos pela Secitec e avançar nas ações da Pasta, e se desincompatibilizou do cargo no final do mês de março deste ano, junto com outros cinco secretários do governo Mauro Mendes, para uma eventual candidatura à vaga de deputado federal nas eleições de outubro.

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Borgato foi secretário municipal em Porto Esperidião de 2001 a 2008, atuou como Prefeito de Glória D’Oeste no período 2009 a 2016, também foi presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde de 2009 a 2012 e assessor especial da vice-governadoria, entre 2017 e 2018.

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Política

MDB se posiciona como o pivô das articulações estratégicas na disputa pelo Governo de Mato Grosso

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A movimentação nos bastidores políticos do Estado de Mato Grosso atingiu um novo patamar de intensidade nas últimas horas, impulsionada por intensas negociações de bastidores. O cenário eleitoral recente aponta para uma articulação avançada que visa consolidar uma robusta aliança partidária entre diferentes frentes. O foco central dessas tratativas é a estruturação definitiva das composições majoritárias que disputarão o comando do Poder Executivo Estadual nas próximas eleições, redesenhando o mapa de forças locais.

Esta complexa engenharia política está se desenvolvendo diretamente nos principais eixos de articulação partidária do Estado de Mato Grosso, englobando diretórios e escritórios estratégicos. A relevância geográfica do Estado, um dos motores econômicos do país, amplifica o impacto dessas decisões. As reuniões e acordos concentram-se na capital e irradiam influência para os colégios eleitorais mais importantes do interior mato-grossense, onde as bases partidárias acompanham atentamente os desdobramentos.

O processo de aproximação e fechamento de acordos ganhou força significativa nas últimas horas, um período considerado crucial devido à proximidade das Convenções Partidárias oficiais. O fator tempo atua como um catalisador para as lideranças políticas, que buscam definir suas posições e garantir vantagens competitivas antes do encerramento dos prazos legais. A urgência cronológica exige decisões rápidas e certeiras por parte dos articuladores, que trabalham contra o relógio.

Os protagonistas dessa movimentação são as lideranças e os integrantes do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e do Republicanos, que buscam uma composição sólida para as próximas disputas. Além dessas duas siglas, o União Brasil (UB),  uma ala expressiva do Partido Liberal (PL) participam ativamente como defensores dessa ampla aliança. No centro da dinâmica institucional destaca-se também a deputada estadual Janaina Riva, atual presidente do diretório do MDB em Mato Grosso.

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A principal motivação por trás dessa intensa articulação é a busca por maior viabilidade eleitoral e o fortalecimento de uma chapa majoritária que demonstre robustez e capilaridade política. O objetivo imediato das legendas envolvidas é garantir uma estrutura partidária pesada e com tempo de propaganda necessário para assegurar o êxito nas urnas.

Para o MDB, especificamente, o movimento representa a oportunidade de consolidar sua relevância histórica e ditar os rumos da sucessão estadual.

O arranjo político em desenvolvimento prevê que a chapa majoritária resultante dessa união seja oficialmente encabeçada pelo atual governador do estado, Otaviano Pivetta. A proposta central consiste em integrar formalmente o MDB e o Republicanos na estrutura de apoio direto à liderança do atual chefe do Executivo. A estratégia visa apresentar ao eleitorado uma frente ampla e de continuidade administrativa, unindo forças tradicionais e novas correntes do cenário político.

A viabilização desse acordo ocorre por meio de reuniões estratégicas, diálogos reservados e avaliações criteriosas de cenários por parte de um grupo de emedebistas entusiasmados com o projeto. Estes membros do partido têm endossado publicamente a aliança, atuando como pontes entre as diferentes siglas. O método adotado envolve a superação de arestas internas e a construção de consensos programáticos que possam justificar a coligação perante os filiados e os eleitores.

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A necessidade de uma articulação tão profunda decorre do fato de que as três principais legendas aliadas, União Brasil, Republicanos e a ala dissidente do Partido Liberal (PL), ainda não fecharam suas chapas definitivas para a disputa ao Senado Federal.

Até o presente momento, o bloco conta com apenas um pré-candidato consolidado para a vaga senatorial. Essa lacuna na chapa majoritária cria a necessidade de preenchimento estratégico, transformando o espaço vago em uma valiosa moeda de troca nas negociações.

Um dos principais fatores de complexidade nesse processo reside na postura da deputada estadual Janaina Riva, que atualmente não nutre uma relação estreita com o governador Otaviano Pivetta. Apesar do distanciamento pessoal e político entre a presidente da sigla e o chefe do Executivo, o clamor interno do partido tem pesado a favor da coligação.

A parlamentar emedebista avalia minuciosamente o cenário para identificar qual caminho oferecerá a maior viabilidade para sua própria projeção e futura disputa ao Senado.

Como consequência direta dessas variáveis, o MDB converteu-se oficialmente na chamada “noiva da vez” do mercado político mato-grossense às vésperas das Convenções Partidárias. O posicionamento estratégico do partido confere a ele o “PODER” de definir os rumos das alianças majoritárias e o peso do apoio governamental.

O desfecho dessa aproximação consolidará o desenho das forças que disputarão o voto do eleitorado, estabelecendo as bases para o próximo ciclo político do Estado de Mato Grosso.

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