Política
Saúde Pública recebe R$ 16 milhões para melhorar a qualidade no atendimento em Várzea Grande
ALÉM DE INVESTIR R$ 16 MILHÕES ACIMA DO LEGALMENTE PREVISTO, SAÚDE PÚBLICA EM VÁRZEA GRANDE MELHORA QUANTIDADE E QUALIDADE DE ATENDIMENTO PRESTADO DE FORMA GRATUITA ATRAVÉS DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS).
Com investimentos que somaram R$ 39,7 milhões de janeiro a agosto deste ano, a área de saúde continua recebendo especial atenção por parte da administração da prefeita Lucimar Sacre de Campos (DEM), pois estes valores representam R$ 16 milhões além do legalmente previsto na legislação para ser aplicado em saúde pública.
"Nosso compromisso é com uma saúde humanizada, sendo que para isto, temos investido na melhoria da rede física, mas sempre buscando o aperfeiçoamento nos serviços prestados principalmente a população que precisa do suporte público para ter uma saúde de qualidade e sempre presente", disse a prefeita de Várzea Grande, que assim como Cuiabá sofre com os atendimentos realizados em pacientes de outros municípios, Estados e países que fazem fronteira com Mato Grosso.
Segundo o secretário de Saúde de Várzea Grande, Diógenes Marcondes dependendo do tipo de serviço médico prestado, a média varia entre 30% até 48% de pacientes de outras localidades.
A secretaria municipal de Saúde de Várzea Grande apresentou em audiência pública na Câmara Municipal de Várzea Grande, o segundo relatório quadrimestral da pasta, onde foram detalhados todos os serviços, ações e investimentos aplicados no setor no período de maio a agosto deste ano. De acordo com os dados projetados, nas atenções em saúde primária, secundária e terciária, houve evolução em todos os serviços ofertados na rede pública municipal por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
"A média de atendimentos realizados mensalmente pelas duas principais unidades de saúde que são o Hospital e Pronto Socorro e a UPA IPASE superou os 10 mil pacientes/mês", disse Diógenes Marcondes.
De acordo com o relatório, as Atenções Básica e Secundária, que passaram por reestruturação na Rede de Serviços, atingiu a marca de 60.874 atendimentos e procedimentos, superando as metas estipuladas.
Na Unidade de Pronto Atendimento 24h (UPA IPASE) foram mais de 44 mil atendimentos. A saúde bucal no ano de 2016 foram registrados cerca de 15 mil atendimentos, se comparados com o mesmo período do quadrimestre de 2017, foram 25 mil atendimentos, um crescimento foi de 60%.
O técnico de Planejamento do Sistema Único de Saúde (SUS), da secretaria de Saúde, Marcos Tertuliano de França explicou que os números apresentados demonstram que o município conseguiu avançar na prestação de serviços, principalmente na Atenção Básica que impede a superlotação de unidades como o Hospital e Pronto Socorro aonde acontece os atendimentos de urgência e emergência.
Segundo o secretário Diógenes Marcondes, a Saúde Pública do município deu salto de qualidade nestes últimos dois anos e meio na gestão Lucimar Campos (a prefeita assumiu o mandato em maio de 2015), que faz da Pasta da Saúde uma das prioridades. "Mudamos a Política de Gestão Administrativa, passaram também por mudanças os setores de aquisição de medicamentos da Rede de Atenção em Saúde, com foco no fortalecimento da Atenção Básica e descentralização dos serviços, além de dotar as unidades de infraestrutura adequadas. A aquisição de insumos de saúde e equipamentos de alta tecnologia também contribuiu para os bons números e resultados", explicou ele, dizendo ainda que a demanda no setor de saúde é crescente, porém a projeção é aumentar ainda mais a capacidade de atendimento e dar a população um Sistema Único de Saúde de qualidade e eficaz, com os novos serviços que foram e vão ser implantados ainda neste ano.
Diógenes afirmou que neste quadrimestre os investimentos em saúde pública consumiram mais de 25% das receitas correntes, quando a previsão da lei é de que a Saúde tem que receber 15% das receitas arrecadadas pela administração municipal, numa clara demonstração do compromisso da atual gestão para com este setor que é essencial para os cidadãos. "O município continua reforçando os investimentos em Saúde Pública, aplicando mais recursos do que é estipulado por lei, na oferta de novos serviços, dentro da política de organização da Rede de Serviços", finalizou.
A prefeita Lucimar Sacre de Campos lembrou toda a dedicação que a equipe de saúde tem proporcionado, apontando que apesar de todo investimento realizado em obras físicas e equipamentos, o maior propulsor da qualidade dos serviços são os profissionais médicos, enfermeiros, auxiliares, enfim toda a gama de pessoas espalhadas nas 35 unidades de saúde de Várzea Grande.
"Vamos avançar ainda mais até conquistar um nível de excelência nos serviços médicos prestados para aquelas pessoas que precisam se socorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS) que quando é desejo do gestor, se torna um dos melhores e mais amplos planos de saúde do Brasil", assinalou Lucimar Sacre de Campos.
Entre as principais ações que serão desenvolvidas nos próximos meses e anos estão a reforma geral da Policlínica do Jardim Glória, a única de cinco unidades que ainda não foi completamente reformada, a construção da UPA Cristo Rei, a conclusão da reforma geral do Hospital e Pronto Socorro, a entrega das obras do primeiro de cinco Centro Odontológico e do Centro de Imagens de Várzea Grande.
Política
Rachas expõem dificuldades de articulação nos principais palanques de Mato Grosso
Passados os cinco primeiros dias da campanha eleitoral, o senador e candidato ao Governo de Mato Grosso, o Senador, Wellington Fagundes (PL), enfrenta dificuldades para consolidar uma estrutura política unificada em torno de sua candidatura. A movimentação revela divergências dentro da própria legenda e coloca em evidência os obstáculos para estabelecer uma composição harmoniosa entre os diferentes grupos que integram seu palanque.
A expectativa de que a definição do candidato a vice-governador contribuísse para organizar a campanha não se confirmou, segundo o cenário descrito. A composição, que envolve o empresário é o apelido do empresário e político brasileiro Reinaldo Gomes de Morais, conhecido como Rei do Porco, não teria sido suficiente para eliminar as divergências existentes entre setores aliados. Ao contrário, os conflitos permanecem expostos justamente no início de uma fase decisiva da disputa eleitoral.
Um dos principais sinais de divisão está na relação entre Wellington Fagundes e José Medeiros (PL), candidato ao Senado pela mesma sigla. Medeiros já declarou que não pretende pedir votos para o correligionário, evidenciando a distância política entre os dois projetos. O episódio demonstra que a presença de candidatos do mesmo partido em uma composição eleitoral não necessariamente representa unidade de discurso ou de estratégia.
A aliança firmada com o MDB comandado pela deputada estadual Janayna Riva, também se tornou um dos pontos de tensão dentro do grupo liderado por Wellington Fagundes. A composição teria sido estabelecida após a Convenção Partidária e enfrentado resistência de setores identificados com o bolsonarismo mais alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A divergência acrescenta mais um elemento de instabilidade a uma candidatura que busca ampliar sua base política durante o período de campanha.

No palanque governista, as dificuldades de articulação também aparecem em diferentes frentes. O deputado federal Fábio Garcia (UB), que deixou a composição inicialmente articulada com o governador Otaviano Pivetta, passou a desenvolver sua própria campanha sem destacar, em seus materiais eleitorais, a presença do antigo aliado. O episódio reforça a percepção de que a formação das alianças não eliminou as disputas internas entre os grupos políticos.
A situação evidencia uma característica recorrente das campanhas eleitorais: alianças formais nem sempre resultam em atuação conjunta no cotidiano político. Quando candidatos pertencentes ao mesmo campo deixam de compartilhar agendas, discursos e materiais de divulgação, as diferenças entre os grupos tornam-se perceptíveis ao eleitorado e podem dificultar a construção de uma identidade eleitoral comum.
Na centro-esquerda, a composição para o Senado formada por Carlos Fávaro (PSD) e Pedro Taques (PSB) também apresenta sinais de distanciamento político. Embora a divergência seja descrita de maneira menos explícita, pessoas próximas aos dois grupos apontam dificuldades de sintonia entre as candidaturas. A percepção predominante é de que os projetos seguem trajetórias próprias, com pouca integração entre as respectivas agendas.

A ausência de uma atuação coordenada entre candidatos que integram a mesma chapa pode produzir efeitos sobre a estratégia eleitoral. Em uma campanha marcada pela necessidade de ampliar alianças, organizar agendas e estabelecer mensagens convergentes, a falta de sintonia tende a tornar mais complexa a comunicação com o eleitorado e a mobilização das estruturas partidárias.
O quadro observado nos diferentes palanques demonstra que o início da campanha em Mato Grosso é marcado não apenas pela disputa entre projetos eleitorais, mas também por negociações internas e divergências entre grupos que, formalmente, compartilham alianças. Wellington Fagundes, Otaviano Pivetta, Fábio Garcia, José Medeiros, Janaina Riva, Carlos Fávaro e Pedro Taques aparecem inseridos em composições nas quais a unidade política ainda passa por diferentes níveis de consolidação.
Com a campanha em fase inicial, os próximos movimentos deverão mostrar se as atuais divergências serão administradas pelas lideranças ou se permanecerão como marcas das respectivas alianças. A disputa eleitoral, portanto, começa em um ambiente no qual a formação dos palanques ainda não representa, necessariamente, convergência entre seus integrantes, deixando evidente que a consolidação das estratégias políticas será um dos principais desafios das candidaturas ao longo do processo.
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