ESTRATÉGIA E RESILIÊNCIA
O protagonismo de Janaina Riva na corrida ao Senado para 2026
O cenário político de Mato Grosso, tradicionalmente marcado por articulações precoces e alianças complexas, já delineia os contornos da disputa pelas duas vagas ao Senado Federal no pleito de 2026. No centro deste tabuleiro, a deputada estadual Janaina Riva (MDB) consolida-se como uma das figuras centrais, pautando o debate público e enfrentando as resistências partidárias inerentes à sua ascensão nas pesquisas de opinião. A parlamentar, que transita entre a base governista estadual e a busca pelo apoio do eleitorado conservador, reafirma sua pré-candidatura em um momento de intensa reconfiguração das forças políticas locais e nacionais.
A movimentação da deputada ocorre especificamente neste biênio que antecede as eleições, período em que as composições partidárias começam a ser testadas sob o crivo da viabilidade eleitoral. Janaina Riva fundamenta sua estratégia na capital e no interior do estado, onde sua presença política é historicamente robusta, utilizando o atual mandato na Assembleia Legislativa Mato-grossense como vitrine de gestão e diálogo. A parlamentar destaca que o protagonismo alcançado nesta fase preliminar é um indicativo da relevância de suas pautas e da aceitação de seu nome entre os diferentes estratos da sociedade mato-grossense, independentemente das pressões externas.
O fenômeno da antecipação do debate eleitoral justifica-se pela magnitude do cargo em disputa e pela configuração das chapas majoritárias, que exigem um alinhamento cirúrgico entre legendas de centro e de direita. Para Janaina Riva, a surpresa com a celeridade do reconhecimento público de sua pré-candidatura reflete um desejo do eleitorado por lideranças que unam experiência legislativa e capacidade de articulação em Brasília. Esse cenário de exposição contínua obriga a parlamentar a manter uma postura de vigilância política, equilibrando a atuação parlamentar cotidiana com as exigências de uma campanha de nível estadual de altíssima competitividade.
A motivação para a manutenção da candidatura, segundo a própria parlamentar, reside no compromisso de representar Mato Grosso com uma voz feminina e renovada no Congresso Nacional, focando em desenvolvimento econômico e infraestrutura. Janaina Riva reitera que se sente honrada por figurar entre os nomes mais citados nos grandes debates eleitorais, interpretando esse fato como uma resposta positiva ao seu histórico político.
A deputada emedebista argumenta que o amadurecimento de sua trajetória permite que ela enfrente os desafios da sucessão com serenidade, priorizando a construção de um projeto sólido em vez de respostas imediatas a provocações isoladas.
O método utilizado pela pré-candidata para consolidar sua posição envolve o diálogo direto com prefeitos, vereadores e lideranças setoriais, além de uma comunicação assertiva nas redes sociais para mitigar desgastes internos. Janaina Riva enfatiza que o trabalho de base é fundamental para converter a intenção de voto em apoio político orgânico, especialmente diante da fragmentação partidária que caracteriza o estado. A estratégia de não personificar conflitos e manter o foco nas entregas legislativas serve como um escudo técnico contra as tentativas de isolamento político promovidas por setores mais radicais de legendas vizinhas.
A principal resistência ao seu projeto emana de alas do Partido Liberal (PL), que veem na aproximação da emedebista com o eleitorado bolsonarista uma ameaça direta à candidatura do deputado federal José Medeiros. Membros do PL argumentam que a viabilidade de Janaina Riva poderia canibalizar votos essenciais para a legenda direitista, criando um entrave logístico e ideológico para uma coalizão formal. Essa tensão evidencia a complexidade das alianças em Mato Grosso, onde o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro é disputado como um ativo valioso, capaz de alterar drasticamente as curvas de projeção eleitoral.
Os resultados das pesquisas de intenção de voto colocam Janaina Riva em um patamar de destaque, ocupando o segundo lugar e figurando logo atrás do atual governador Mauro Mendes (UB). Este dado estatístico confere à deputada uma moeda de troca valiosa nas mesas de negociação, dificultando qualquer tentativa de exclusão de seu nome das composições majoritárias.
A performance quantitativa sustenta a narrativa de que sua candidatura não é apenas um desejo partidário, mas uma realidade sociológica consolidada entre os eleitores que buscam continuidade administrativa e renovação representativa no Senado.
A deputada interpreta o aumento das tensões, caracterizado por ela como “empurrões e cotoveladas”, como um reflexo natural da escassez de vagas, uma vez que apenas dois assentos serão renovados em 2026. A emedebista pontua que o espaço político é restrito e que a competitividade aguça os ânimos dos adversários, transformando o ambiente pré-eleitoral em um campo de testes para a resiliência dos candidatos. Ao adotar uma postura de distanciamento emocional das críticas, a parlamentar busca preservar sua imagem pública, evitando o desgaste que embates pessoais precoces costumam causar na percepção do eleitor moderado.
Quanto ao cronograma de enfrentamento, a parlamentar planeja responder a ataques e questionamentos mais contundentes apenas durante o período oficial de campanha, respeitando os ritos e a legislação eleitoral vigente. Até que o calendário jurídico determine o início dos debates diretos, a deputada afirma que seguirá em uma jornada de aglutinação de forças e busca por novos aliados em diversas frentes partidárias.
Essa postura cautelosa visa evitar sanções judiciais por propaganda antecipada, ao mesmo tempo em que permite a maturação das propostas que serão apresentadas oficialmente aos cidadãos mato-grossenses.
Em última análise, a trajetória de Janaina Riva rumo ao Senado simboliza a dinâmica de poder em Mato Grosso, onde a força da tradição política do MDB se choca e, por vezes, se funde às novas correntes de direita. A pré-candidata encerra suas considerações iniciais reafirmando estar preparada para o debate programático no momento oportuno, confiando que o trabalho parlamentar atual é o melhor cabo eleitoral para o futuro. O desfecho dessa corrida dependerá da capacidade da deputada em converter o protagonismo atual em uma coalizão estável que sobreviva às pressões de um cenário político nacional em constante efervescência.
Política
Fachin nomeia Rabaneda para laboratório que mira erros judiciais
O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, nomeou o conselheiro Ulisses Rabanedapara a presidência do Laboratório Justiça Criminal, Reparação e Não Repetição, marcando um avanço no enfrentamento dos erros judiciais no país. Instituído pela Resolução nº 659/2025, o grupo técnico foi criado com a proposta de modernizar o sistema penal brasileiro, atuando na prevenção de falhas estruturais que resultam em violações de direitos e condenações injustas.
A estrutura funcionará como um centro de inteligência, responsável por formular diretrizes nacionais, qualificar a produção de provas e analisar casos emblemáticos julgados pelo Supremo Tribunal Federal, pelo Superior Tribunal de Justiça e por organismos internacionais de direitos humanos.
A iniciativa foi destacada pelo ministro do STJ, Sebastião Reis Júnior, como uma mudança de paradigma ao tratar o erro judicial como um problema estrutural. Em artigo, ele cita casos emblemáticos que evidenciam falhas graves no sistema, como o Caso Evandro, no qual o tribunal reconheceu condenações baseadas em confissões obtidas sob tortura e sem provas válidas produzidas sob o contraditório.
Outro exemplo mencionado é o caso da 113 Sul (Marlon), em que houve a anulação de uma condenação mantida por anos com base quase exclusiva em elementos colhidos na fase de investigação, sem respaldo suficiente na prova judicial. Para o ministro, episódios como esses demonstram o custo humano dos erros judiciais e a necessidade de mecanismos permanentes de prevenção.
À frente do laboratório, Rabaneda afirma que a prioridade será transformar falhas em aprendizado institucional.
“Nosso objetivo é estruturar diretrizes que fortaleçam a produção de provas, protejam direitos fundamentais e reduzam o risco de condenações injustas”, disse.
Ele também destaca o caráter colaborativo da proposta, que prevê a participação de magistrados, especialistas e da sociedade civil na construção de soluções aplicáveis a todo o sistema de justiça.
Outro eixo da iniciativa é a reparação de danos causados por erros judiciais, com medidas que vão além da indenização financeira e incluem reconhecimento institucional e ações para evitar a repetição das falhas.
“Com atuação técnica e integrada, o laboratório deve consolidar uma política judiciária voltada à prevenção de erros e ao fortalecimento da confiança da sociedade na Justiça”, finaliza Rabaneda.
A proposta do laboratório também inclui a realização de oficinas, capacitações e estudos de caso, com o apoio da Rede de Inovação do Judiciário, buscando maior eficiência e padronização das práticas processuais.
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