PRIORIDADE É SAÚDE
Russi diz que ALMT esta pronta para garantir a imunização do povo mato-grossense
Na semana em que vários Estados anunciaram o início da vacinação contra a Covid-19, para os profissionais que trabalham na linha de frente no combate a Pandemia, a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) espera mais agilidade por parte do Ministério da Saúde (MS) nos trâmites para garantir a imunização.
Em entrevista neste sábado (22), para o Blog do Valdemir o deputado estadual e primeiro secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Joel Russi (PSB), afirmou que o Legislativo está pronta para contribuir de todas as formas com a imunização rápida da população mato-grossense.
Contudo, segundo o parlamentar estadual Max Russi, ainda não é possível prever qual será o montante economizado em 2020.
“Estamos pronto para contribuir. Temos economizados recursos. Vamos ver o que poderá ser devolvido ao estado. Quem sabe parte disso possa ser utilizado na compra das vacinas para poder atender, a população? Ainda não conseguimos resolver o valor, porque tem coisas de dezembro que são pagos em janeiro“, projetou Max Russi.
Em 2020 a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, ajudou a construir o Hospital Metropolitano, doando R$ 30 milhões de reais. Os recursos foram economizados ao longo do ano em despesas de gestão da instituição, incluindo também reduções de gastos dos deputados com deslocamento em Mato Grosso e dinheiro do qual abriram mão referentes.
O primeiro secretário da Assembleia Legislativa, Max Russi, reforçou que, em 2020, a prioridade do Legislativo foi com gastos para o combate a Pandemia e reforçou que esse seguirá sendo a linha da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Tudo que for necessário, a Assembleia vai fazer. Se precisar votar novamente o estado de calamidade pública no estado, vamos votar. Se precisar remanejar o orçamento estaremos prontos para isso. Remanejamos emendas parlamentares em 2020. As vezes os deputados estavam indicando verbas para ampliação de escolas ou reforma de praças, ginásios poliesportivo. Isso tudo foi retirado para dar prioridade as questões de Saúde nos municípios, indo para a unidade de Saúde, compra de remédio, equipamentos de proteção para os profissionais“, declarou Max Russi.
Nos últimos dois anos a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, devolveu ao executivo R$ 80 milhões e, este ano é possível economizar ainda mais.
“A movimentação parlamentar não deve ser muita este ano ou pelo menos no primeiro semestre. Então acredito que dá para manter a mesma economia ou até economizar mais“, finalizou Max Russi.
Política
Disparidade orçamentária na “Corrida Presidencial” evidencia os desafios do “Financiamento Eleitoral”
A advogada cuiabana Clariana Barão, candidata à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), ingressou oficialmente na disputa eleitoral nacional enfrentando um cenário de expressiva assimetria financeira. A candidatura encerrou a segunda semana de campanha oficial contando com um orçamento disponível de apenas R$ 7,5 mil em caixa para o desenvolvimento das atividades de mobilização.
A constatação dos valores ocorreu após o levantamento e a consolidação dos dados de arrecadação e prestações de contas parciais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A análise dos dados orçamentários dos postulantes ao Palácio do Planalto foi veiculada pelo portal de notícias Repórter MT durante o acompanhamento da agenda eleitoral.
O montante acumulado pela postulante é fruto de aportes diretos, sendo R$ 5 mil provenientes de recursos próprios da candidata e R$ 2,5 mil originados de doação de pessoa física efetuada por Lara de Araújo Amorim. Até o momento do registro oficial da prestação de contas, não constava no sistema a escrituração de despesas operacionais contratadas pela chapa.
A escassez de recursos evidencia a profunda disparidade estrutural entre candidaturas de legendas menores e as campanhas dos principais nomes da disputa presidencial. Enquanto partidos consolidados movimentam montantes milionários do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e de doações privadas, pleitos minoritários enfrentam severa restrição logística para propaganda, deslocamento e equipes técnicas.
Em contrapartida, os dados divulgados demonstram que candidaturas de grande porte lideram a captação de recursos: Flávio Bolsonaro (PL) soma mais de R$ 42 milhões e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra R$ 35,2 milhões em receitas. No plano intermediário e menor, Romeu Zema (Novo) dispõe de R$ 2,7 milhões, Renan Santos (Missão) acumula R$ 1,2 milhão, Ronaldo Caiado (PSD) possui R$ 600 mil e Edmilson Costa (PCB) figura com R$ 13 mil em caixa.
A discrepância orçamentária impõe limites práticos no alcance das propostas e na visibilidade dos candidatos perante o eleitorado nacional. O custo de produção de programas partidários, impulsionamento em redes sociais e transporte aéreo inviabiliza que chapas com orçamento reduzido percorram com equidade os estados da federação.
Diante do quadro financeiro, a estratégia de candidaturas como a de Clariana Barão apoia-se predominantemente em agendas orgânicas, uso de plataformas digitais sem investimento pago e debates públicos. A limitação contábil exige rigor na gestão de cada insumo básico, desde o material impresso de divulgação até o custeio de viagens institucionais.
Outros postulantes ao pleito, como Pablo Marçal (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara (UP), ainda não haviam consolidado a prestação parcial de contas no sistema da Justiça Eleitoral até o fechamento da amostragem do levantamento. A regularização do envio das informações financeiras segue prazos regimentais estabelecidos pela legislação eleitoral vigente.
A conjuntura da campanha eleitoral reacende o debate técnico acerca dos impactos da disparidade econômica na igualdade de chances entre os concorrentes em sufrágios majoritários. A legislação brasileira prevê teto de gastos e mecanismos de financiamento público, contudo a distribuição proporcional entre legendas perpetua assimetrias na linha de partida do processo democrático.
Apesar dos abismos financeiros mapeados nas prestações de contas, o desfecho do pleito permanece condicionado ao voto direto e secreto do eleitorado no dia da votação.
A viabilidade política de propostas com baixo orçamento financeiro dependerá do grau de engajamento voluntário e da capacidade de interlocução direta das lideranças com a sociedade civil.
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