CEDO PARA ABERTURA DA PESCA
Riva: “É um crime finalizar a piracema com desova incompleta”
O fim da Piracema em Mato Grosso foi mesmo confirmado o seu termino do período de Defeso neste dia 31 de janeiro de 2021, que teve inicio no 1º de outubro de 2020.
A data foi mantida pelo nos rios das Bacias Hidrográficas do Paraguai, Amazonas e Tocantins-Araguaia com base nos estudos de Monitoramento Reprodutivo dos Peixes de Interesse Pesqueiro no Estado de Mato Grosso.
O Cepesca é um Órgão composto por Conselho, que atua como órgão colegiado deliberativo e consultivo auxiliando o Poder Executivo na propositura de políticas públicas para a pesca, 18 entidades entre representantes das Secretarias de Meio Ambiente (SEMA), Desenvolvimento Econômico, Cultura, Ministério Público Estadual (MPE), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), colônias de pescadores, entidades do terceiro setor, Ibama e representantes do setor empresarial do turismo da pesca.
Neste domingo (31) a deputada estadual do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), a “Mulher Maravilha”, Janaína Greyce Riva, vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), no quadro #FALAJANA publicado nas redes sociais dela, defende que o Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), faça um estudo com ao menos algumas das principais espécies de peixes que povoam os rios mato-grossenses, para saber de o período de defeso (piracema) tem sido suficiente para que os peixes consigam fazer a desova e se reproduzirem.
A preocupação da parlamentar estadual se deve à escassez de peixe nos rios de Mato Grosso.
“Como sabem eu defendo a pesca esportiva, o pesque e solte e transporte zero para pescador amador, mas o Fala Jana de hoje se deve às inúmeras mensagens e ligações que tenho recebido de diversos setores preocupados com a abertura da pesca agora, nesta semana que se inicia. As pessoas estão muito preocupadas porque os peixes não conseguiram desovar. Ou seja, a piracema acabou e os peixes ainda estão cheios de ovas. Um crime abrir a pesca desse jeito”, explica.
A parlamentar estadual explica que o seu desejo é que fosse aberto um diálogo com relação ao adiamento da abertura da pesca em Mato Grosso por mais um ou dois meses, mas sabe dos impactos financeiros que isso pode trazer. Mesmo assim a parlamentar faz um apelo à Sema para que faça esse estudo.
“O meu desejo é que a abertura da pesca fosse adiada por mais um ou dois meses para que agora com os rios enchendo, os peixes consigam terminar de desovar. Cheguei a conversar com secretária Mauren, da Sema, mas ela me disse que não têm um estudo técnico para isso. Além disso, ela também explicou que outro problema é que o estado não teria como arcar por mais tempo com o defeso por conta do auxílio que é pago aos pescadores profissionais nesse período. Eu entendo a falta de um estudo técnico. Mas o meu apelo é para que a Sema pegue ao menos duas espécies de cada região e faça essa avaliação por que é um crime, pescar ou comprar o peixe e quando vai abrir, está cheio de ovas ainda”, desabafa.
No vídeo, deputada faz ainda um convite aos deputados Allan Kardec e Faissal Calil, que possuem esse histórico de defesa para se engajaram nessa causa com ela e juntos, cheguem à uma solução para o problema.
“Eu quero convidar os meus colegas Faissal, que inclusive chegou a levar um biólogo lá no Pantanal para fazer uma análise sobre o tema, o Allan Kardec para esse debate e a própria Sema. Eu me sinto às vezes de mãos atadas. A minha sugestão era voltar, mas no sistema pesque e solte. O problema é infelizmente a fiscalização ainda é falha. Chegamos a discutir isso várias vezes: de que adiante ter pesque e solte, transporte zero, se não damos conta de fiscalizar? No período da Piracema tinha gente pescando embaixo da ponte do Rio Cuiabá. É um tapa na nossa cara. A gente precisa de uma legislação urgente sobre os peixes por que o que acontece hoje em Mato Grosso é um crime que vai ter reflexos tremendos no futuro. Aliás, já não tem mais peixe no rio. Sou totalmente contra a pesca predatória e no futuro veremos os resultados de estarmos sendo omissos em não discutir uma solução para isso”, finalizou.
Na volta dos trabalhos Legislativos nesta semana que inicia, a parlamentar deve se reunir com outros deputados para que juntos busquem uma solução junto ao Governo do Estado.
FALA JANA
O #FALAJANA é um quadro semanal da deputada estadual e vice-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Janaína Greyce Riva (MDB), em que ela dá a opinião dela sobre assuntos polêmicos.
Os vídeos ficam disponíveis nas redes sociais da parlamentar, bem como no site www.janainarivamt.com.br. São os internautas que, na maioria das vezes, escolhem sobre o que querem que ela fale.
Política
Corrida ao Senado centraliza a força política e ofusca disputa pelo Palácio Paiaguás
A disputa pelas duas cadeiras no Senado Federal passou a mobilizar mais a cena política de Mato Grosso do que a própria corrida ao Governo do Estado. Em uma eleição com dinâmica atípica no cenário mato-grossense, os principais protagonistas e detentores de maior densidade eleitoral preferiram disputar o Congresso Nacional em vez de buscar o comando do Palácio Paiaguás.
As urnas em Mato Grosso receberão os votos para dez candidatos registrados que buscam as duas vagas ao Senado nas eleições de 2026. O processo faz parte da renovação de dois terços das 81 cadeiras do Senado, nas quais 54 vagas estão em disputa, sendo exatamente duas por unidade da Federação.
O eleitorado mato-grossense chega ao pleito com 2,64 milhões de eleitores aptos a votar. Essa soma representa 1,66% do total nacional e posiciona Mato Grosso como o 18º maior colégio eleitoral do país, configurando um eleitorado decisivo para os projetos políticos nacionais.
A disputa pelas duas vagas atrai nomes consolidados da política estadual, como o ex-governador Mauro Mendes (UB), a deputada estadual Janaina Riva (MDB), o senador Carlos Fávaro (PSD), o deputado federal José Medeiros (PL) e o ex-governador Pedro Taques (PSB).

A movimentação nos quadros majoritários inclui o ex-governador Mauro Mendes, que se desincompatibilizou do Governo do Estado para concorrer ao Senado, enquanto Carlos Fávaro atua na campanha para renovar o mandato parlamentar obtido em 2020.
O capital político demonstrado na liderança das pesquisas por Mauro Mendes evidencia que seu alcance ultrapassa o de Otaviano Pivetta, governador que o sucedeu na gestão estadual e que agora disputa a reeleição.
A consolidação de lideranças também se reflete em Janaina Riva, que ganhou projeção no eleitorado superior à do próprio sogro, Wellington Fagundes, candidato ao Governo do Estado de Mato Grosso. Fenômeno semelhante ocorre com o ex-ministro e senador Carlos Fávaro, detentor de um grupo com expressividade superior à de Natasha Slhessarenko, postulante do seu grupo ao Executivo Estadual.

Os dados apurados pelas pesquisas de intenção de voto confirmam a força da base conservadora e de seus aliados no estado. O cenário mostra que, ao lado da influência governista, nomes como Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Mauro Mendes demonstram expressiva capacidade de mobilização, fortalecendo o bloco de direita na fase que antecede o primeiro turno, em 4 de outubro de 2026.
A projeção de um inédito segundo turno na eleição para o Governo de Mato Grosso amplia a relevância estratégica dos quadros legislativos. Os senadores e deputados eleitos na primeira votação do pleito exercerão papel central na construção de alianças e na sustentação dos palanques dos candidatos a governador que avançarem à etapa final da disputa.
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