NADA CERTO NADA RESOLVIDO
“Retorno” de Jayme e “desejo” de Janaína ameaçam união da direita em torno de Pivetta nas eleições em Mato Grosso
Em poucas semanas, um cenário que parecia estar tudo “resolvido” na corrida pré-eleitoral na Terra de Rondon ganhou contornos de uma disputa ferrenha e com potencial para se estender por meses.
Entre os partidos de centro e direita havia um certo consenso nos bastidores em torno da candidatura do Republicanos, Otaviano Olavo Pivetta, atual vice-governador e pré-candidato ao comando do Palácio Paiaguás.
Recentemente, no entanto, outro político do mesmo campo ideológico passou a se movimentar no tabuleiro político eleitoral e o Boteco da Alameda, ligou o farol acompanhando as suas movimentações e ele ao núcleo duro do Boteco da Alameda enfatizou:
“Sou candidato e vou contra eles“, se referindo a turma do núcleo duro do Palácio Paiaguás.
Ao se manifestar para os cabeças pensantes do Boteco da Alameda, os frequentadores começaram a observar as peças do tabuleiro político eleitoral do senador mato-grossense Jayme Campos.
Jayme Campos?
Até outubro, os partidos de centro e direita pareciam caminhar para uma candidatura unificada em torno de Otaviano Pivetta (Repúblicanos). Tudo isso, agora, vai mudar até às eleições. O prazo para o registro formal das candidaturas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai até agosto de 2026.
Jayme Campos foi eleito Senador em 2018 e, com isso, o mandato de oito anos se encerra no ano que vem. Ano das eleições.
Jayme Campos no sábado (11), afirmou no Parque Novo Mato Grosso, que não vai abrir mão da disputa ao Governo do Estado de Mato Grosso em 2026.
“Estou preparado para ser governador do meu querido Estado e tudo que fiz e faço na política é para isso“, disse o Senador.
Jayme Campos, sabe que não tem apoio, não tem espaço para concorrer ao Palácio Paiaguás com apoio do núcleo duro.
O filho ilustre da Cidade Industrial, não descarta mudar de partido e se aliar com a deputada estadual e presidente do MDB estadual a “Mulher Maravilha”, com quem mantêm relação próxima.
Liga, liga, liga nessa hora: o “ressurgimento” de Jayme Campos, movimenta todo o cenário político. O então unista possui uma ligação com o eleitor conservador.
Ao Boteco da Alameda, declarou que pretende se filiar ao PSD para viabilizar sua candidatura. Questionado pelos cabeças pensantes do núcleo duro do Boteco da Alameda, o PSD confirmou a existência de “conversas” com Jayme Campos. O PSD é um partido de centro direita e oposição do atual governo Mauro Mendes.
Políticos ouvidos pelo Boteco da Alameda no Parque Novo Mato Grosso apontam a articulação entre Carlos Fávaro e Jayme Campos como uma possível “terceira via” para a corrida pelo Palácio Paiaguás.

Se confirmada, a chapa deve alterar radicalmente os planos da direita, centro e também os planos da esquerda, que ainda busca a melhor estratégia para o pleito de 2026.
Tá difícil? Chama Jayme para complicar!
Na reta final da pré-campanha ao Palácio Paiaguás, a direita vive seus dias mais tensos. Existe nervosismo e incerteza no setor.
Mato Grosso sempre despontou como um dos principais redutos do conservadorismo político e isso se reflete nas articulações para o Paiaguás e ao Senado em 2026.
Nomes ligados a direita e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aparecem entre os favoritos nas pesquisas e dominam as movimentações partidárias.
Figuras como os Senadores: Wellton Fagundes, Jayme Campos, Mauro Mendes, “Mulher Maravilha” lideram cenários em que a esquerda e o centro buscam espaço em candidaturas pontuais como Carlos Fávaro do PSD.
Levantamento realizado pelos cabeças pensantes do núcleo duro do Boteco da Alameda mostra a fotografia do momento: o governador Mauro Mendes aparece como favorito nas pesquisas para uma das duas vagas ao Senado; no campo governista, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), e Senador licenciado Carlos Fávaro (PSD) é o principal nome de apoio ao presidente Lula, com forte articulação junto a setores do Agronegócio.

Em fim de mandato, o Senador Jayme Campos entrou de vez no tabuleiro político eleitoral, tentará voltar ao governo estadual, cargo que já ocupou.
Entre os possíveis adversários está o ex-senador e ex-governador Zé Pedro Taques (sem partido), que avalia entrar na disputa eleitoral do próximo ano.
No grupo mais conservador, o Senador Wellton Fagundes (PL) também se movimenta para disputar o governo, com a deputada estadual e presidente do MDB estadual, a “Mulher Maravilha”, sua nora, cotada para concorrer ao Senado, agora na chapa com Jayme Campos.
Outros nomes do mesmo campo político surgem como alternativas, entre eles o deputado José Medeiros (PL) o ex-senador Cidinho Santos (PP) e o produtor rural Antônio Galvan (DC).
No espectro da esquerda, a ex-deputada federal professora Rosa Neide (PT) se apresenta como pré-candidata ao Senado, defendendo uma agenda voltada a Educação e aí desenvolvimento regional sustentável.

O Boteco vai falar
A corrida para o Governo de Mato Grosso em 2026 está marcada por uma grande indefinição, com um alto índice de indecisos e um cenário de disputa totalmente aberto.
De acordo com os dados da pesquisa na modalidade espontânea (responde a uma pergunta sem que lhe seja apresentada uma lista de opções de pré-candidatos), impressionantes 58,69% dos entrevistados ainda não decidiram em quem votar, de acordo com a pesquisa de opinião pública, realizada pelo Instituto de Inteligência, Pesquisa, Comunicação e Marketing, disponibilizada terça-feira (11).
Esse dado, somados aos 4% de votos nulos e brancos e 6% de não responderam, resulta em quase 69% do eleitorado sem uma escolha definida.
Esses números indicam que, até o momento, não há uma preferência clara entre os candidatos.
Evidenciando uma disputa extremamente apertada com quase 70% do eleitorado indeciso ou sem resposta, o cenário eleitoral permanece volátil.
Pequenas movimentações de estratégia política ou alianças podem alterar drasticamente a ordem dos candidatos.
Esse panorama destaca que a pesquisa possuí caráter exploratório, sem oferecer previsões definitivas sobre o resultado.
A eleição segue indefinida, com muitas possibilidades em aberto.
O alto índice de indecisos reflete uma tendência de os eleitores ainda buscam mais informações sobre os candidatos e suas propostas antes de tomar uma decisão final.
Resumindo: cada candidato terá que trabalhar com afinco para conquistar o voto do eleitorado que ainda não tem uma preferência consolidada.
Segue o fluxo!
Política
Corrida ao Senado centraliza a força política e ofusca disputa pelo Palácio Paiaguás
A disputa pelas duas cadeiras no Senado Federal passou a mobilizar mais a cena política de Mato Grosso do que a própria corrida ao Governo do Estado. Em uma eleição com dinâmica atípica no cenário mato-grossense, os principais protagonistas e detentores de maior densidade eleitoral preferiram disputar o Congresso Nacional em vez de buscar o comando do Palácio Paiaguás.
As urnas em Mato Grosso receberão os votos para dez candidatos registrados que buscam as duas vagas ao Senado nas eleições de 2026. O processo faz parte da renovação de dois terços das 81 cadeiras do Senado, nas quais 54 vagas estão em disputa, sendo exatamente duas por unidade da Federação.
O eleitorado mato-grossense chega ao pleito com 2,64 milhões de eleitores aptos a votar. Essa soma representa 1,66% do total nacional e posiciona Mato Grosso como o 18º maior colégio eleitoral do país, configurando um eleitorado decisivo para os projetos políticos nacionais.
A disputa pelas duas vagas atrai nomes consolidados da política estadual, como o ex-governador Mauro Mendes (UB), a deputada estadual Janaina Riva (MDB), o senador Carlos Fávaro (PSD), o deputado federal José Medeiros (PL) e o ex-governador Pedro Taques (PSB).

A movimentação nos quadros majoritários inclui o ex-governador Mauro Mendes, que se desincompatibilizou do Governo do Estado para concorrer ao Senado, enquanto Carlos Fávaro atua na campanha para renovar o mandato parlamentar obtido em 2020.
O capital político demonstrado na liderança das pesquisas por Mauro Mendes evidencia que seu alcance ultrapassa o de Otaviano Pivetta, governador que o sucedeu na gestão estadual e que agora disputa a reeleição.
A consolidação de lideranças também se reflete em Janaina Riva, que ganhou projeção no eleitorado superior à do próprio sogro, Wellington Fagundes, candidato ao Governo do Estado de Mato Grosso. Fenômeno semelhante ocorre com o ex-ministro e senador Carlos Fávaro, detentor de um grupo com expressividade superior à de Natasha Slhessarenko, postulante do seu grupo ao Executivo Estadual.

Os dados apurados pelas pesquisas de intenção de voto confirmam a força da base conservadora e de seus aliados no estado. O cenário mostra que, ao lado da influência governista, nomes como Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Mauro Mendes demonstram expressiva capacidade de mobilização, fortalecendo o bloco de direita na fase que antecede o primeiro turno, em 4 de outubro de 2026.
A projeção de um inédito segundo turno na eleição para o Governo de Mato Grosso amplia a relevância estratégica dos quadros legislativos. Os senadores e deputados eleitos na primeira votação do pleito exercerão papel central na construção de alianças e na sustentação dos palanques dos candidatos a governador que avançarem à etapa final da disputa.
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