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MUDANÇA DE HÁBITOS

Riva demonstra preocupação com possível superlotação dentro da Casa de Leis

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2020 foi um ano bastante difícil e de incertezas para todos os segmentos da sociedade, entre eles, o político. A Pandemia da Covid-19 se instalou em todo o mundo e nos vimos diante de um “novo normal” que, pelo o que parece, deve perdurar por mais um breve tempo.

A boa notícia é que com a vacina, que torcemos para aplicada em toda a população em 2021 poderá ser um ano novo normal por muito mais meses que 2020 foi. E isso possibilitaria a retomada segura das sessões presenciais na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) e a discussão profícua de temas importantes.

Com o avanço da Pandemia de Coronavírus alterando a rotina de países inteiros e espalhando apreensão por todos os continentes, órgãos públicos e empresas também estão se ajustando à realidade do avanço da doença.

No Brasil, onde desde 2017 o teletrabalho é autorizado, empresas que adotam planos de contingência para mitigar os riscos de contaminação em suas operações autorizam seus empregados a trabalhar de forma remota, como uma das medidas, que incluem ainda troca e cancelamento de viagens e de eventos que não são primordiais.

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Restringir o acesso a suas dependências e reforçar a higienização também estão entre as ações para conter a expansão da doença dentro da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).

A gente não pode esquecer que a pandemia ainda não acabou, a nossa preocupação agora é essa, a superlotação na Assembleia. Os deputados estão animados para retornarem no dia 1º, já na posse, mas com muita cautela em razão da pandemia. A gente vai tentar voltar, mas não vai ser com força total. A força total vai ser só depois que a população estiver vacinada, aí sim as agendas voltam a normalidade”.

Esta foi a afirmação da parlamentar estadual do MDB, a Mulher Maravilha, Janaína Greyce Riva, afirmando que o retorno dos trabalhos na Casa de Leis só vai voltar ao normal com a população vacinada contra a Covid-19.

A parlamentar disse ainda que os companheiros de parlamento estão preocupados com a lotação que pode acontecer dentro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, mas que é necessário ter muita cautela porque a Pandemia de Covid-19 ainda não acabou.

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A emedebista disse que é normal nesse período pós eleição que os políticos recém-eleitos queiram visitar os deputados, prestar serviço, mas que é necessário manter a cautela.

A deputada adiantou que tem dois projetos importantes que devem pautar o debate no parlamento, do Zoneamento e da Embrapa.

A gente quer participar desse debate desse ano. É uma preocupação da Assembleia Legislativa em relação ao zoneamento, você sabe que em Mato Grosso pode ser criado vários parques e isso inviabiliza o Estado como um todo. Temos também o debate do estudo da Embrapa que vai estudar a possibilidade de ser mais maleável em relação as leis no pantanal, vem muito debate importante e dinheiro para trabalhar em 2021”.

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Política

Entre alianças e confrontos, eleição de 2026 expõe novos arranjos políticos em Mato Grosso

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O início oficial da campanha eleitoral de 2026 em Mato Grosso expôs uma realidade recorrente da política brasileira: adversários que protagonizam disputas públicas podem acabar dividindo o mesmo espaço em nome de alianças partidárias e interesses eleitorais.

O cenário ganhou novos contornos após declarações da ex-primeira-dama Virginia Mendes, candidata a deputada federal pelo União Brasil (UB), recentemente criticou a postura da deputada estadual Janaina Riva (MDB) em relação à sua família.

Ela só sabe atacar minha família, infelizmente é a velha política!”, afirmou Virginia, ao questionar a mudança de posicionamento da parlamentar, que durante anos integrou a base de sustentação do governo Mauro Mendes.

As declarações de Virginia Mendes ocorreram em meio a um ambiente político marcado por rearranjos para a disputa de outubro. A ex-primeira-dama afirmou lamentar os ataques e disse não desejar que Janaina Riva enfrentasse consequências semelhantes às que, segundo ela, sua família estaria enfrentando durante o período eleitoral.

Virginia também questionou a mudança de comportamento da deputada emedebista, destacando que, depois de seis anos de elogios e proximidade com o grupo governista, Janaina Riva teria passado à oposição a partir do ano passado.

O episódio levanta uma questão central para a política mato-grossense: como adversários declarados conseguem compartilhar palanques durante uma eleição?

A resposta está no pragmatismo que frequentemente orienta as alianças eleitorais brasileiras. Nesse modelo, partidos e grupos políticos podem relativizar divergências ideológicas e disputas locais para preservar acordos considerados estratégicos, formando coalizões eleitorais capazes de ampliar suas possibilidades de atuação nas urnas.

A situação tornou-se particularmente evidente no primeiro dia oficial de campanha, quando integrantes de grupos políticos rivais estiveram reunidos durante um evento religioso em Alta Floresta, a 803 quilômetros de Cuiabá. O encontro ocorreu na Fazenda Shalom, durante a celebração dos 21 anos da Igreja Batista Nacional Shalom (IBN Shalom), e reuniu nomes que, apesar das diferenças políticas, passaram a integrar um mesmo ambiente público em razão das articulações estabelecidas para a eleição deste ano.

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Entre os participantes estavam os candidatos ao Senado José Medeiros (PL) e Janaina Riva (MDB). A presença dos dois no mesmo palanque chamou atenção porque as siglas que representam estabeleceram uma aliança nacional com reflexos na composição política de Mato Grosso. Embora tenham permanecido no mesmo evento, Medeiros e Janaina mantiveram distância física e tiveram apenas uma breve interação, marcada por um cumprimento com a cabeça.

Não houve registro de uma aparição conjunta que pudesse caracterizar uma dobradinha eleitoral entre os dois.

A composição política foi articulada pela Direção Nacional do Partido Liberal (PL) e contou, em Mato Grosso, com a participação do candidato ao governo Wellington Fagundes, também do PL e sogro da emedebista Janaina Riva. A formação do acordo colocou no mesmo campo eleitoral grupos que, até recentemente, apresentavam posições divergentes. José Medeiros, identificado com o bolsonarismo no Estado, já havia manifestado resistência à aproximação com o grupo político ligado à deputada e chegou a discutir o assunto com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Se a relação entre Medeiros e Janaina permaneceu marcada pela distância, a situação foi diferente entre Janaina e Virginia Mendes. As duas também acumulam episódios de confronto público, mas, durante o evento em Alta Floresta, demonstraram uma postura mais cordial.

Ao subir ao palco, Janaina e Virginia trocaram abraços e beijos, em uma demonstração pública de convivência que contrastou com as críticas feitas anteriormente pela ex-primeira-dama.

O histórico de divergências entre as duas ganhou força principalmente depois de críticas de Janaina Riva à família de Mauro Mendes, do União Brasil (UB). A tensão voltou ao centro do debate quando o nome da deputada passou a ser cogitado para a vice-governadoria na chapa de Otaviano Pivetta, do Republicanos, político associado ao grupo de Mauro Mendes. Foi nesse contexto que Virginia Mendes afirmou que Janaina Riva vinha apenas “atacando” sua família e questionou a mudança de posicionamento da parlamentar.

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Outro capítulo da disputa ocorreu em 2025, durante o embate entre Janaina Riva e Fábio Garcia, então secretário-chefe da Casa Civil. A deputada acusou Garcia de dificultar o pagamento de suas Emendas Parlamentares e afirmou que o secretário teria declarado que não liberaria os recursos destinados a ela. Janaina Riva classificou o episódio como perseguição política e afirmou que enfrentaria o então secretário na Assembleia Legislativa Mato-grossense caso os valores não fossem pagos.

Fabio Garcia negou ter determinado qualquer bloqueio e sustentou que o pagamento das emendas impositivas constituía uma obrigação legal, além de acusar a parlamentar de disseminar uma informação falsa.

O contraste entre discursos de confronto e imagens de convivência resume um dos principais desafios da eleição de 2026 em Mato Grosso: conciliar rivalidades pessoais, disputas históricas e interesses partidários em uma mesma estratégia eleitoral.

Enquanto a polarização nacional continua alimentando discursos de oposição entre “nós” e “eles”, as articulações locais demonstram que alianças podem aproximar adversários circunstanciais.

O eleitor mato-grossense, portanto, acompanhará uma campanha na qual declarações públicas, acordos partidários e gestos de aproximação poderão revelar tanto as diferenças entre os grupos quanto os interesses que os levam a compartilhar o mesmo palanque.

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