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MUITOS AINDA INDECISOS E MUITAS REJEIÇÃO

Candidato que acredita que 45 dias resolve a eleição é ingênuo

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Com o início da campanha eleitoral de 2026, os candidatos podem pedir votos, fazer propaganda nas ruas, tomar cafezinho, almoçar e jantar com seus eleitores, pedir votos na internet e realizar comícios. E além da presidência da República, estão em disputa os cargos de governador, senador, deputados federais e estaduais.

Na minha “QUERIDA”, “LINDA” e “MARAVILHOSA” Terra de Rondon, os dois candidatos mais bem pontuados nas pesquisas eleitorais, o liberal Wellton Fagundes e o Republicanos, Otaviano Pivetta, colocaram suas campanhas, em cenários carregados de significado em suas respectivas carreiras políticas para marcar a largada.

A escolha dos palcos produz, em parte, a estratégia que cada campanha pretende levar para os próximos 45 dias até a votação.

Otaviano Pivetta recorre a própria biografia e a imagem de liderança construída ao longo de décadas, enquanto Wellton Fagundes procura se apresentar, sem ficar restrito ao eleitorado que já identifica bolsonarismo.

A largada ocorreu em um cenário aberto. Mas há muitos obstáculos a enfrentar. A avaliação do cenário político em Mato Grosso, permanece dividido e a eleição se desenha em ambiente forte de ataques.

A “rejeição” dos candidatos é elevada, e o “indecisos” também.

E, neste texto, o núcleo duro do Boteco da Alameda questiona: o que você vai fazer em 45 dias?

Os frequentadores do Boteco da Alameda, já perdeu a conta de quantas vezes ouviu isso: Valdemir, a gente resolve na campanha. Resolve o que?

Em 45 dias você vai construir reputação, criar narrativa, montar equipe, produzir conteúdo, mobilizar militante, responder crise, fazer corpo a corpo e ainda convencer o eleitor de que o seu candidato é a melhor opção?

Não resolve. Não resolve antes e não vai resolver no período eleitoral. O período eleitoral tem 45 dias. Mas a eleição não é o período eleitoral. Ele é processo. É o que você faz nos meses anteriores quando ninguém está olhando. É a pré-campanha bem-feita, o banco de dados organizados, o discurso testado, a equipe alinhada, o diagnóstico de cenário pronto antes das Convenções Partidárias.

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Quem chegou agosto sem nada disso não está atrasado. Está perdido. Sabe qual o padrão que mais se repete entre os derrotados? A crença é de que intensidade substitui preparação. Não substitui.

Campanha no grito é campanha cara, desorganizada e que entrega o candidato exausto na reta final, justamente quando ele mais precisa estar inteiro.

O profissional que aceita entrar numa campanha, sem pré-campanha precisa ter clareza de uma coisa: ele não vai fazer marketing político, vai fazer gestão de emergência. São coisas muito diferentes. Uma constrói vitória. A outra administra derrota.

E tem outro ponto que pouca gente fala: o candidato que não se prepara antes não está só prejudicando a si mesmo. Está prejudicando a equipe inteira.

Porque quem paga o preço do improviso é o profissional que vai virar noites tentando resolver em semanas o que deveria ter sido construído em meses.

Nota de rodapé: o relógio já está correndo. E ele não espera ninguém. Quem se prepara com antecedência, disputa. Quem deixa para depois, torce.

Pega aí: planejamento não garante vitória. Mas improviso garante desgaste.

O eleitor decide na semana da eleição

A campanha começa antes da decisão do voto. Os dados da Genial/Quaest mostram que uma parcela relevante do eleitorado deixa para escolher seus candidatos nas últimas semanas, na semana da eleição ou até no próprio dia.

E quando mais abaixo na disputa mais tarde essa decisão tende a acontecer.

Para governador 53% dizem decidir no último mês ou depois. Para Senador, 61%.

Na reta final, o número continua impressionando: 25% ainda decidem o voto para governador na última semana ou no da eleição. Para Senador 32%. Isso muda a forma de pensar uma campanha. O eleitor pode decidir tarde. A candidatura não pode começar tarde.

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A propaganda eleitoral começou ontem (16). O horário gratuito nas emissoras de Rádio e TVs começa no dia 28. E o primeiro turno em 4 de outubro.

Quem ainda não decidiu precisa encontrar sua campanha quando começa a prestar atenção.

Presença, frequência e constância não são detalhes. São parte da estratégia para chegar competitivo justamente quando o eleitor estiver pronto para escolher.

O Boteco vai falar

Nenhum dos grandes ficou ileso na pré-campanha… União Progressista saiu fragmentado, com lideranças trocando acusações, e subindo em palanques opostos…o Partido Liberal abraçou antigos adversários e renegou lideranças consideradas raiz. O MDB, mesmo seguindo o histórico tradicional de pegar carona em onda alheia, não conseguiu atender a demanda da maioria, focando apenas nos figurões.

O Podemos, chegou como forte, virou o imperador, mas segue seguindo o fluxo. Até no Partido dos Trabalhadores (PT) que parecia tudo tranquilo e organizado, a Mulher Maravilha deu um jeito de ameaçar com a conquista dos votos daqueles que se consideram centro esquerda, detalhe, o suposto 30% agora será dividido em todas disputas, especial para o Senado da República.

E por falar na Casa Alta, neste domingo (16), o Instituto Percent, apresentou os seguintes números de intenções de voto: o unista Mauro Mendes 20% das intenções de voto, a emedebista “Mulher Maravilha” com 18,9%, o liberal José Medeiros com 9,3%, Carlos Fávaro do PSD com 9,1%, Zé Pedro Taques 7,3% do PSB, e Antônio Galvan 3%.

Continuando a caminhada…ou seja, entre feridas expostas e excluídas, os sobreviventes terão que se reinventar para ganhar musculatura nos próximos dias, mudar as estratégias, destacar feitos, mostrar do que são feitos, porque o clima e o cenário já mudaram, a insistência no mesmo tipo de ataque tem tudo para gerar efeito inverso.

É chegada a hora, muitas andanças, conversas, discursos, promessas e compromissos, ser apenas um detalhe, o povo não é bobo cheira-cheira.

Segue o fluxo!

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Política

Entre alianças e confrontos, eleição de 2026 expõe novos arranjos políticos em Mato Grosso

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O início oficial da campanha eleitoral de 2026 em Mato Grosso expôs uma realidade recorrente da política brasileira: adversários que protagonizam disputas públicas podem acabar dividindo o mesmo espaço em nome de alianças partidárias e interesses eleitorais.

O cenário ganhou novos contornos após declarações da ex-primeira-dama Virginia Mendes, candidata a deputada federal pelo União Brasil (UB), recentemente criticou a postura da deputada estadual Janaina Riva (MDB) em relação à sua família.

Ela só sabe atacar minha família, infelizmente é a velha política!”, afirmou Virginia, ao questionar a mudança de posicionamento da parlamentar, que durante anos integrou a base de sustentação do governo Mauro Mendes.

As declarações de Virginia Mendes ocorreram em meio a um ambiente político marcado por rearranjos para a disputa de outubro. A ex-primeira-dama afirmou lamentar os ataques e disse não desejar que Janaina Riva enfrentasse consequências semelhantes às que, segundo ela, sua família estaria enfrentando durante o período eleitoral.

Virginia também questionou a mudança de comportamento da deputada emedebista, destacando que, depois de seis anos de elogios e proximidade com o grupo governista, Janaina Riva teria passado à oposição a partir do ano passado.

O episódio levanta uma questão central para a política mato-grossense: como adversários declarados conseguem compartilhar palanques durante uma eleição?

A resposta está no pragmatismo que frequentemente orienta as alianças eleitorais brasileiras. Nesse modelo, partidos e grupos políticos podem relativizar divergências ideológicas e disputas locais para preservar acordos considerados estratégicos, formando coalizões eleitorais capazes de ampliar suas possibilidades de atuação nas urnas.

A situação tornou-se particularmente evidente no primeiro dia oficial de campanha, quando integrantes de grupos políticos rivais estiveram reunidos durante um evento religioso em Alta Floresta, a 803 quilômetros de Cuiabá. O encontro ocorreu na Fazenda Shalom, durante a celebração dos 21 anos da Igreja Batista Nacional Shalom (IBN Shalom), e reuniu nomes que, apesar das diferenças políticas, passaram a integrar um mesmo ambiente público em razão das articulações estabelecidas para a eleição deste ano.

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Entre os participantes estavam os candidatos ao Senado José Medeiros (PL) e Janaina Riva (MDB). A presença dos dois no mesmo palanque chamou atenção porque as siglas que representam estabeleceram uma aliança nacional com reflexos na composição política de Mato Grosso. Embora tenham permanecido no mesmo evento, Medeiros e Janaina mantiveram distância física e tiveram apenas uma breve interação, marcada por um cumprimento com a cabeça.

Não houve registro de uma aparição conjunta que pudesse caracterizar uma dobradinha eleitoral entre os dois.

A composição política foi articulada pela Direção Nacional do Partido Liberal (PL) e contou, em Mato Grosso, com a participação do candidato ao governo Wellington Fagundes, também do PL e sogro da emedebista Janaina Riva. A formação do acordo colocou no mesmo campo eleitoral grupos que, até recentemente, apresentavam posições divergentes. José Medeiros, identificado com o bolsonarismo no Estado, já havia manifestado resistência à aproximação com o grupo político ligado à deputada e chegou a discutir o assunto com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Se a relação entre Medeiros e Janaina permaneceu marcada pela distância, a situação foi diferente entre Janaina e Virginia Mendes. As duas também acumulam episódios de confronto público, mas, durante o evento em Alta Floresta, demonstraram uma postura mais cordial.

Ao subir ao palco, Janaina e Virginia trocaram abraços e beijos, em uma demonstração pública de convivência que contrastou com as críticas feitas anteriormente pela ex-primeira-dama.

O histórico de divergências entre as duas ganhou força principalmente depois de críticas de Janaina Riva à família de Mauro Mendes, do União Brasil (UB). A tensão voltou ao centro do debate quando o nome da deputada passou a ser cogitado para a vice-governadoria na chapa de Otaviano Pivetta, do Republicanos, político associado ao grupo de Mauro Mendes. Foi nesse contexto que Virginia Mendes afirmou que Janaina Riva vinha apenas “atacando” sua família e questionou a mudança de posicionamento da parlamentar.

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Outro capítulo da disputa ocorreu em 2025, durante o embate entre Janaina Riva e Fábio Garcia, então secretário-chefe da Casa Civil. A deputada acusou Garcia de dificultar o pagamento de suas Emendas Parlamentares e afirmou que o secretário teria declarado que não liberaria os recursos destinados a ela. Janaina Riva classificou o episódio como perseguição política e afirmou que enfrentaria o então secretário na Assembleia Legislativa Mato-grossense caso os valores não fossem pagos.

Fabio Garcia negou ter determinado qualquer bloqueio e sustentou que o pagamento das emendas impositivas constituía uma obrigação legal, além de acusar a parlamentar de disseminar uma informação falsa.

O contraste entre discursos de confronto e imagens de convivência resume um dos principais desafios da eleição de 2026 em Mato Grosso: conciliar rivalidades pessoais, disputas históricas e interesses partidários em uma mesma estratégia eleitoral.

Enquanto a polarização nacional continua alimentando discursos de oposição entre “nós” e “eles”, as articulações locais demonstram que alianças podem aproximar adversários circunstanciais.

O eleitor mato-grossense, portanto, acompanhará uma campanha na qual declarações públicas, acordos partidários e gestos de aproximação poderão revelar tanto as diferenças entre os grupos quanto os interesses que os levam a compartilhar o mesmo palanque.

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