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UMA NOVA DATA PARA DEFINIÇÕES

“Reunião do União Brasil foi apenas um “bate-papo informal”, um “velório sem defunto””

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O União Brasil (UB), apesar de ser atualmente o partido com mais prefeituras no estado, a sigla acabou saindo enfraquecido das eleições municipais de 2024, nas principais cidades do Estado de Mato Grosso como Cuiabá, Rondonópolis e Várzea Grande, a sigla foi derrotada, e com isso acendeu o sinal de alerta dentro do partido.

Com a possível mudança na legislação eleitoral, que prevê o aumento no número de cadeiras tanto na Câmara Federal quanto nas Assembleias Legislativas do Brasil, o desafio é ainda maior para o União Brasil (UB), principalmente a sigla mato-grossense.

Um União Brasil competitivo em 2026

Esta semana, o deputado estadual Júlio Campos, teceu algumas criticas da maneira que a sigla vem se comportando diante das movimentações políticas para 2026. O parlamentar unista disse que para o partido se manter competitivo, forte e vivo nas eleições de 2026, será necessário lançar um maior numero de candidatos a deputado federal assim como para deputado estadual.

Se o União Brasil não acelerar o processo de fortalecimento interno, corre o sério risco de perder espaço tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara Federal em 2026. A tendência é que partidos bem estruturados, com chapas fortes e representatividade, saiam na frente“.

Preocupado, o parlamentar unista, um dos principais nomes do União Brasil (UB), fez um alerta para o futuro político do partido em Mato Grosso, dizendo que a falta de filiados pode comprometer seriamente a montagem das chapas para as eleições de 2026.

Júlio Campos defende que o caminho mais eficaz é começar imediatamente a convidar ex-prefeitos, vereadores bem votados e lideranças de relevância nos municípios. A ideia é reforçar as bases do partido, tanto em quantidade quanto em qualidade dos candidatos.

Bate rebate

Diante das cobranças que alguns correligionários têm feito para que o presidente do Diretório Estadual do União Brasil (UB), para que o governador Mauro Mendes, “adiante” o processo, o secretário chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (UB), rebateu as críticas de Julio Campos, de que o partido estaria “ficando para trás” em relação às demais siglas nas movimentações para construção de chapa das eleições de 2026, afirmando que a construção é coletiva e pede colaboração de todos os filiados do União Brasil (UB).

Formação de chapa é atribuição de todos os deputados com o mandato que estão aí, porque o mandato é do partido, o partido que ajuda a eleger, é a legenda do partido que elege, portanto, é uma missão de todos nós ajudarmos a construir uma chapa”.

É importante a contribuição do deputado Júlio Campos na formação de chapa, não somente as críticas, mas trazer nomes para que possam nos ajudar. Do deputado Botelho, Sebastião Rezende, Dilmar Dal Bosco, da Gisela, do Coronel Assis, do Fábio. Essa é uma atribuição de todos. Do senador Jayme Campos e do governador Mauro Mendes, mas é um trabalho que tem que ser feito conjuntamente com contribuição de todos. Não basta só criticar, tem que de fato ajudar, trazer nome, colocar para a gente poder conversar e montar a chapa”.

Nova reunião

Uma nova data esta sendo esperada para acontecer ainda neste mês de junho, pelo Diretório Estadual do União Brasil (UB) em Mato Grosso, para darem inícios as tratativas políticas visando as eleições do ano que vem, já que a sigla possui o maior número de prefeituras e deputados estaduais. O tema deveria ser debatido na reunião marcada para essa segunda-feira (2), mas….

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Por conflito de agendas do governador Mauro Mendes, assim como a dos Júlio e Jayme Campos, que não conseguiram participar inteiramente do encontro, tiveram que deixar a reunião antes da chegada de Mauro Mendes, assim como alguns correligionários foram embora, impossibilitando o encontro..

O secretário chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (UB), disse que de fato o pontapé das tratativas deveria acontecer na reunião passada, mas como o governador, por agendas institucionais, chegou mais tarde. Mas que a reunião não poderá acontecer na próxima semana, o motivo seria a viagem internacional que o governador Mauro Mendes deve fazer juntamente com alguns dos parlamentares estaduais.

Vamos sentar logo após a chegada do governador Mauro Mendes, e pos isso não será na próxima semana. Infelizmente, o governador estava em Alta Floresta, atrasou um pouco a agenda, não conseguiu chegar a tempo e o senador Jayme tinha já um compromisso prévio que ele ia receber uma homenagem. Então, as agendas ali se chocaram, mas com certeza ficou o compromisso da gente fazer uma reunião com calma, com tranquilidade, com a presença do governador para que a gente possa dialogar sobre a chapa do partido”.

Na visão do deputado estadual Júlio Campos, que revelou insatisfação e preocupação em relação à falta de articulação e planejamento para as eleições de 2026, a reunião serviu apenas como bate-papo, não como um encontro de pré-definições.

Segunda-feira não aconteceu nem a reunião que estava prevista para acontecer, estava o secretário-geral do partido, o deputado Dilmar Dal Bosco, que convidou a todos nós, membros do partido, para uma reunião às 18 horas da sede do diretor regional. Lá estiveram eu, Botelho, Jayme Campos, Gisela, Coronel Assis, Fábio Garcia, mas o governador que é o presidente do partido não apareceu. Então houve um bate-papo informal, uma conversa, a demonstração de preocupação de todos os parlamentares com relação à reestruturação do partido. Até agora, o único partido que não tá movimentando nada com relação a 2026, somos nós, o União Brasil”.

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Política

Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.

O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.

A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.

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A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.

A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.

A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.

Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.

Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.

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A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.

A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.

O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.

A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.

A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.

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