A DIFÍCIL MONTAGEM DAS CHAPAS
Quem serão os “puxadores de votos” ou “escadinhas” no pleito eleitoral de 2026?
Alguém vai ter de ceder para que haja uma definição sobre a organização das chapas e para definição de como ocorrerá a disputa do pleito eleitoral de 2026 na Terra de Rondon.
Neste momento, alguns políticos estão em “pânico” por não saberem onde vão, quais os rumos serão tomados. É bom dizer aos internautas do Blog do Valdemir que, na política 2 e 2 não dá 4, 2 e 2 dá 5, dá 3. A política é uma ciência.
É lógico, não se pode esquecer que foi graças as siglas aliadas que o União Brasil (UB) se tornou o maior partido do meu “QUERIDO” Estado de Mato Grosso.
E por isso, os líderes maiores do União Brasil (UB), como o governador Mauro Mendes, o Senador Jayme Campos, a própria bancada na Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT), todos eles vão precisar encontrar uma alternativa para conduzir o partido em 2026 e acomodar todo mundo.

É claro que são duas vagas para a Casa Alta, uma para governador, uma para vice, são quatro vagas, quatro não cabe cinco, então alguém vai ter de ceder.
Antes que me esqueça: geralmente o partido que está no poder tem uma facilidade imensa de formar a chapa, entretanto, contudo, todavia, as lideranças unistas estão vendo que não está fácil, que está difícil.
Se liga: em 2022, o erro da esquerda foi ter disputado com três chapas, o que dividiu as forças da esquerda e por conta disso, os partidos não atingiram o quociente eleitoral para eleger seus candidatos na Câmara dos Deputados.
Segue o fluxo!
Na eleição de…
2026 teremos novamente a presença de um personagem típico do cenário mato-grossense, o candidato “puxador de voto” e as “escadinhas” da política.
Por incrível que pareça não estamos enxergando candidatos para Câmara dos Deputados, considerado “puxador de voto”.
Já na Casa de Leis, podemos citar: Max Russi, Edu Botelho, Nininho, Ludio Cabral, Gilberto Cattani, são exemplos de candidatos que se encaixam nessa categoria “puxador de voto”.

“Puxador de voto” e
“Escadinha” de diferentes formas, eles ajudam as siglas a alcançar um único objetivo: atingir mais vezes o quociente eleitoral e, assim, garantir mais cadeiras na Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas.
O mais cobiçado pelos partidos, o “puxador de voto” é aquele nome popular que, sozinho, consegue atingir a meta de votos mais de uma vez.
Por isso, além de se eleger, a votação expressiva dele ajuda os candidatos bem posicionados na lista partidária a conseguirem vagas na Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.
Já o candidato “escadinha” é aquele que não consegue se eleger, mas soma votos para o partido.
Essas candidaturas de apoio servem como uma escada para que mais parlamentares do mesmo partido ocupem uma das cadeiras na Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT).
Em 2022, por exemplo, de 24 deputados foram eleitos, só 14 atingiram a meta, o que mostra a importância desse perfil para alavancar as bancadas.
Se o objetivo…
Dos “puxadores de votos” é sempre o mesmo, seus perfis costumam variar bastante entre si.
Alguns “puxadores de votos” são políticos que já não vivem seu ápice e, portanto, tenderiam a perder uma disputa para o Senado ou para o Palácio Paiaguás, mas ainda tem força o suficiente para ganhar uma cadeira na Câmara dos Deputados ou a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).
Anotem na sua agenda: há ainda os “puxadores” que, eram alheios as disputas eleitorais, entretanto, contarão com uma forma prévia para ajudá-lo no sucesso nas urnas.
Então fica a pergunta: quem serão os “puxadores de votos” ou “escadinhas” no pleito eleitoral de 2026?

O Boteco vai falar
– Os agentes políticos em Mato Grosso estão fazendo cálculos para decidir o seu futuro político e evitar ser apenas escada para outras lideranças política. Exemplo, o secretário de Saúde do Estado, Gilberto Figueiredo, que em 2022 obteve 28.248 votos superando 11 candidatos que foram eleitos deputados estaduais. Mesmo assim, ficou como primeiro suplente do UB;
– Tá complicado a formação da chapa de candidatos a deputados estaduais e federais para 2026. A consolidação da Federação entre UB e PP, agora chamada de União Progressista, aumentou a disputa.
O União Brasil (UB) tem quatro parlamentares: Beto 2 a 1, Sebastião Rezende, Edu Botelho e Dilmar Dal Bosco. Tem deputados com mais de 30 mil votos. Não é fácil estar concorrendo.
Segue o fluxo!
Política
Justiça condena ex-agentes públicos e empresário por fraude de milhões em Mato Grosso
O juiz Bruno D’Oliveira Marques, titular da Vara Especializada em Ações Coletivas, condenou o procurador aposentado do Estado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, conhecido como Chico Lima, o ex-secretário adjunto José de Jesus Nunes Cordeiro e o empresário Filinto Corrêa da Costa por improbidade administrativa. A decisão judicial determina a suspensão dos direitos políticos dos réus pelo período de dez anos, a aplicação de multa civil individual de até R$ 80 mil e a obrigação solidária de ressarcimento integral dos danos causados aos cofres públicos.
A condenação unânime dos três envolvidos ocorreu devido à identificação de um esquema de desapropriação fraudulenta de terras rondonopolitanas, circulação de valores espúrios e obtenção de vantagens financeiras indevidas. De acordo com as investigações, os sentenciados agiram de forma consciente e dolosa para desviar recursos públicos por meio da recategorização de uma área de preservação ambiental, transformando o Parque Estadual das Águas do Cuiabá em Estação Ecológica.
A sentença condenatória foi formalmente publicada e integrada aos autos processuais nesta sexta-feira, dia 15, culminando um longo período de instrução e análise detalhada de provas documentais e testemunhais. A manifestação do Poder Judiciário ocorre anos após o oferecimento da denúncia inicial, consolidando uma resposta institucional célere contra os atos lesivos ao patrimônio coletivo praticados no encerramento de gestões passadas.

O julgamento e a aplicação das penalidades ocorreram no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso, na Vara Especializada em Ações Coletivas da comarca da Capital. O epicentro da fraude, contudo, envolveu a desapropriação de uma área verde situada na bacia hidrográfica regional, cuja manipulação administrativa e financeira tramitou diretamente nas sedes das secretarias estaduais e na Procuradoria-Geral do Estado.
O desvio de recursos públicos foi motivado pelo interesse privado de enriquecimento ilícito dos envolvidos e pela facilitação de vantagens pecuniárias a terceiros à custa do erário. Conforme detalhado pelo magistrado na peça jurídica, a conduta dos réus demonstrou um dolo específico de burlar os mecanismos de controle administrativo, utilizando cargos de alta relevância para viabilizar o recebimento de propinas substanciais.
A execução do plano criminoso ocorreu por meio da falsificação e do direcionamento de pareceres técnicos e avaliações imobiliárias superfaturadas da área desapropriada em 2014. No caso de Chico Lima, a sua posição estratégica foi utilizada para chancelar os trâmites jurídicos ilegais, o que lhe rendeu uma propina de R$ 40 mil convertida na compra de uma motocicleta de luxo, enquanto José de Jesus emitiu dolosamente pareceres sem possuir competência técnica para o ato.
O montante total do prejuízo financeiro causado ao erário será quantificado na fase de liquidação de sentença, em razão da divergência técnica existente entre os relatórios apresentados pelos órgãos de fiscalização. Enquanto o Ministério Público Estadual apontou um rombo inicial estimado em R$ 7 milhões, a auditoria realizada pela Controladoria-Geral do Estado registrou o desvio de R$ 4 milhões, exigindo perícia contábil posterior para a definição do valor exato do ressarcimento.
A Ação Judicial é o resultado direto dos desdobramentos da Operação Seven, uma força-tarefa que investigou uma suposta organização criminosa infiltrada na alta cúpula do Governo Estadual. Os mecanismos de controle e a atuação conjunta do Ministério Público com a polícia civil permitiram rastrear o fluxo financeiro ilícito e desarticular a estrutura que utilizava a regularização fundiária e a criação de unidades de conservação como fachada para desvios.
O ex-governador Silval da Cunha Barbosa, apontado como o líder do suposto esquema investigado, deixou de receber novas sanções nesta ação civil pública devido à aplicação dos efeitos de seu acordo de colaboração premiada. O magistrado reconheceu a extensão da delação porque o ex-chefe do Executivo já se comprometeu a indenizar o Estado em R$ 70 milhões e cumpre penalidades severas, como a perda de direitos políticos por uma década.
Por outro lado, os ex-secretários estaduais Marcel de Cursi e Arnaldo Alves de Souza Neto foram integralmente inocentados das acusações por absoluta ausência de provas de participação dolosa. O juiz Bruno D’Oliveira Marques ressaltou que atos puramente administrativos de remanejamento orçamentário ou a mera presença em reuniões financeiras não são suficientes para configurar a adesão consciente e voluntária ao propósito criminoso dos demais corréus.
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