Política
Rede lança pré-candidato a prefeito em Chapada dos Guimarães
A Rede Sustentabilidade, que tem como principal expoente Marina Silva que foi candidata à presidência da República lançou no ultimo dia 20 o empresário Sidnei Varanis como pré-candidato a prefeito de Chapada dos Guimarães. Com isso, dez nomes já se colocam à disposição do eleitorado chapadense.
Sidnei é o presidente do Diretório Municipal da Rede, e conta com o respaldo do presidente estadual da legenda, chamado de porta-voz estadual, Eron Cabral.
Sidnei Varanis assume a responsabilidade de representar a Rede Sustentabilidade de Chapada dos Guimarães na primeira eleição após o registro formal da sigla obtido em setembro de 2015.
O empresário explica que a Rede não tinha a intenção de lançar uma candidatura majoritária, e sim, apenas criar um documento, chamado de Diretrizes e Recomendações para Chapada dos Guimarães, que seria entregue a todos os pré-candidatos. “Mas quando estávamos concluindo esse documento, após várias reuniões, surgiu a ideia de lançarmos um pré-candidato do partido, e assim iniciarmos um debate com a sociedade, de todos os pontos que escrevemos”, explicou Sidnei.
De acordo com o pré-candidato, um dos objetivos é apresentar ao cidadão chapadense alternativas de renovação na política. Além disso, afirma que o partido vai apresentar, a partir desta semana, uma proposta de governo que deve romper com a atual forma de gestão pública.
“Nos últimos 12 anos militei em várias frentes aqui na cidade, na Secretaria Municipal de Turismo, no Conselho Municipal do Turismo, na Associação Comercial, fundei o Câmara de Dirigentes Lojistas de Chapada dos Guimarães (CDL), e outras mais, e reconheço o grande esforço não apenas dos empresários mas também do cidadão em ter uma vida melhor”, comentou.
Varanis diz que a pré-candidatura está fortalecida e conta que tem apoio da legenda. “Estamos iniciando uma forma nova de fazer política. A Rede Estadual nos deu carta branca para esse laboratório”, afirma.
Emocionado, Sidnei Varanis relatou que tem um enorme desejo de trabalhar ainda mais por Chapada dos Guimarães.
“Em Julho de 2014, após a Copa do Mundo fui para o Estado da Bahia ficar à frente de um projeto da empresa que sou sócio com o Governo daquele estado, e mesmo lá, vinha acompanhando o que acontecia em Chapada. Em paralelo, iniciei uma nova pós-graduação em Gestão Pública, e minha tese foi um diagnóstico sobre o nosso município, então, tudo ficou bastante claro, e veio a vontade de arrumar tudo isso, e voltei, e tudo foi acontecendo, eu não tinha nenhum envolvimento partidário, e surgiu a Rede, e as coisas foram acontecendo. No diretório provisório municipal, temos um grupo muito bom de jovens livres de pensamentos e jovens mas maduros, juntos vamos promover a mudança que nossa cidade precisa”, argumentou o pré-candidato.
DEZ NOMES
Além do representante da Rede, são pré-candidatos ao Paço Pedro Reindel da Fonseca o próprio prefeito Lizu Koberstain (PMDB), que deve ir à reeleição, o vereador Carlinhos (PT), a vereadora Monique Haddad (PSD), o ex-prefeito Gilberto Mello (PR), a ex-deputada federal Thelma de Oliveira (PSDB), o empresário Didi da Pousada (PTN), a professora Mabel Strobel (PSC), Sandro do Mab (PSD) e Odete Trechaud (PV).
A pulverização de candidatos é tradicional na fase de pré-campanha, mas é possível que o número de concorrentes diminua na reta fina das convenções, devido à formação de alianças partidárias.
Para ser oficializado na disputa, o empresário ainda precisa passar pela convenção. A nova legislação eleitoral prevê que as agremiações poderão realizar os eventos entre 20 de julho e 5 de agosto.
MARINA SILVA
Essa será a primeira eleição da Rede Sustentabilidade após a formalização. Em 2014, Marina Silva obteve 21, 89% dos votos em Cuiabá, quando concorreu ao cargo de presidente da República.
BIOGRAFIA
Sidnei Varanis de Souza é técnico em edificações pela Escola Técnica Federal de Mato Grosso, bacharel em Administração de Empresa pelas Faculdades Unidas de Várzea Grande, formado em Comércio Exterior pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Contábeis, Empretec pelo Sebrae/RO, pós-graduado em Prática Pedagógica no Ensino pela UNIDERP/MS, pós-graduado em Agente de Inovação Tecnológica pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), pós-graduando em Gestão Pública na UCDB/MS, Especialista em Regionalização do Turismo, Formação de Gestores da Política Pública do Turismo e Segmentação do Turismo pela UFSC, formado em Guia de Turismo Regional pelo Senac/MT, e estudioso do tema Empreendedorismo.
Foi presidente da SUCESU/MT, diretor adjunto da SUCESU/MS, também foi diretor do Conselho Municipal de Turismo da Chapada dos Guimarães, professor a convite da Fundação Altamiro Galindo (UNIC) – das disciplinas Empreendedorismo, Cooperativismo e Sociativismo, com frequente participação da Banca Examinadora do Curso de Pós-Graduação MBA Gestão Estratégica na UFMT, foi diretor de Turismo da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Meio Ambiente de Chapada dos Guimarães, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Chapada dos Guimarães, é autor do Livro Empreendedorismo – Perfil Desbravador.
Varanis também é sócio das empresas, Ícone Sistemas e Ecobooking. E por último, credenciado como instrutor e consultor no SEBRAE e SESI. – (WALMIR SANTANA)
Política
Palanque de Wellington Fagundes “AVERMELHOU”
A articulação política com vistas ao pleito de 2026 no Estado de Mato Grosso deflagrou uma profunda reorganização nas bases partidárias locais, unindo lideranças historicamente opostas em um mesmo palanque. O movimento central orbita em torno da pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado, cuja base de sustentação passou a abrigar, direta e indiretamente, figuras proeminentes do cenário político estadual e nacional. Entre os articulações de destaque, constam o apoio do senador Jayme Campos (UB) e a aproximação tática do senador Carlos Fávaro (PSD), e aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), consolidando um arranjo político caracterizado pela pluralidade ideológica.
O epicentro do rearranjo partidário consolidou-se após o senador Jayme Campos romper estrategicamente com o grupo político de Mauro Mendes (UB). A cisão ocorreu após o parlamentar ser preterido por sua própria agremiação na disputa pela indicação ao governo estadual. Diante do impasse interno, a liderança de Várzea Grande declarou apoio formal à postulação de Wellington Fagundes, assumindo o papel de ponte interlocutora para atrair o grupo político de Carlos Fávaro para a mesma esfera de convergência eleitoral, alterando o equilíbrio das forças políticas regionais.
A reaproximação entre os grupos políticos ocorreu no âmbito do território mato-grossense, desdobrando-se em reuniões partidárias, articulações de bastidores e atos públicos nos principais colégios eleitorais do estado, com especial relevância para Cuiabá e Várzea Grande. O alinhamento progressivo ganhou visibilidade pública a partir das movimentações conjuntas e das declarações de lideranças estratégicas durante encontros institucionais de correligionários, definindo a geografia eleitoral que delimita os palanques das próximas eleições estaduais.
As motivações subjacentes a essa engenharia política fundamentam-se na busca por hegemonia eleitoral e na neutralização de adversários comuns dentro do próprio espectro partidário. A preservação da candidatura de Carlos Fávaro à reeleição pelo Senado, ainda que realizada de forma discreta por setores da coligação, visa enfraquecer concorrentes diretos, como o deputado federal José Medeiros (PL) e o próprio Mauro Mendes (UB), candidato a uma das vagas ao Senado Federal.
Paralelamente, a deputada estadual Janaína Riva (MDB) também busca consolidar sua viabilidade ao Senado Federal construindo pontes transversais que transcendem as barreiras ideológicas tradicionais.
O desenrolar decisivo dessa convergência manifestou-se quando a deputada Janaína Riva declarou publicamente a intenção de compor uma chapa dobrada com o senador Carlos Fávaro rumo ao Congresso Nacional. A confirmação do alinhamento ocorreu durante uma reunião partidária promovida pelo deputado federal Emanuelzinho Pinheiro (PSD), vice-líder do governo federal na Câmara dos Deputados.
O respaldo público manifestado por Janaína Riva aos dois quadros do PSD formalizou a intersecção pragmática entre o MDB e setores alinhados à administração federal, expondo a complexidade das alianças regionais.
A reação do Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), expôs as fraturas internas provocadas pela composição heterogênea do palanque oposicionista. Por meio de manifestações públicas e redes sociais, o gestor municipal criticou enfaticamente a aliança do Partido Liberal (PL) com o MDB, argumentando que a proximidade com nomes ligados ao governo federal descaracteriza o projeto político da direita conservadora no estado.
Brunini reiterou que a presença de quadros governistas e o apoio explícito a vice-líderes do Executivo Nacional configuram uma contradição ideológica perante o eleitorado conservador mato-grossense.
As engrenagens dessa complexa aliança eleitoral funcionam por meio de concessões mútuas e composições proporcionais que visam maximizar o tempo de propaganda rádio e televisiva, além de capilaridade regional. Enquanto a candidatura majoritária ao governo busca unificar o eleitorado sob uma bandeira de oposição à atual gestão estadual, as candidaturas ao Senado operam de forma autônoma para captar votos em nichos diversos. Essa dinâmica permite coexistir, no mesmo espaço político, projetos de poder que divergem substancialmente quanto às diretrizes econômicas e sociais no plano federal.
E aí está a ironia do roteiro.
Wellington Fagundes, o “Lanterna Verde”, o “Homem da Camisa Verde”, também identificado por setores da direita como “Senador Melancia”, “Verde por fora e vermelho por dentro“, terá que administrar um palanque no qual o “VERMELHO“ já não parece estar escondido debaixo do palanque.
As consequências imediatas do arranjo refletem-se no tensionamento das instâncias partidárias locais e no silêncio seletivo do comando estadual do PL diante das composições regionais.
Enquanto a presidente estadual do partido, Ananias Filho, direciona severas críticas aos prefeitos liberais que declararam apoio à pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), constata-se a ausência de penalizações ou manifestações oficiais a respeito da presença de lideranças alinhadas ao governo federal na base de Wellington Fagundes, sinalizando uma tolerância tática em prol da viabilidade eleitoral.
O cenário consolidado projeta desafios complexos para a gestão da imagem pública de Wellington Fagundes junto à sua base eleitoral de origem. Historicamente associado ao centro pragmático, o parlamentar enfrenta questionamentos de setores ortodoxos da direita, que utilizam a presença de elementos progressistas na coligação para contestar sua coerência doutrinária.
A necessidade de administrar um palanque de composição ideológica mista exigirá do candidato um contínuo exercício de equilíbrio político para reter o eleitorado conservador sem repelir os apoios estratégicos vindos do centro e da centro-esquerda.
Por fim, o panorama atual evidencia que o pragmatismo político em Mato Grosso sobrepôs-se às polarizações nacionais, redefinindo os contornos da disputa de 2026. A aliança que reúne sob o mesmo teto político o PL, o MDB, o PSD e alas do União Brasil (UB) demonstra que a busca pelo “Poder Estadual” suplantou divisões partidárias rígidas.
O sucesso dessa empreitada dependerá da capacidade dos articuladores em convencer o eleitorado de que a heterogeneidade da coligação representa amplitude governamental, e não incoerência ideológica, na construção do futuro político do estado.
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