COM UM PÉ FORA DO NINHO

Santos é convidado por Pátio para ir para o Solidariedade

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Em uma carta que foi assinada pelos vereadores da cidade de Rondonópolis, cerca de 212 km ao sul da Capital Cuiabá, Rodrigo Lugli e Jailton de Lucena Dantas do Diretório Municipal do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) de Rondonópolis entrou com representação no Conselho de Ética e Disciplina da sigla partidária pedindo a expulsão do deputado estadual Wilson Pereira dos Santos do ninho tucano nesta sexta-feira (28).

O pedido foi motivado por causa da confirmação que o deputado estadual do PSDB será o marqueteiro político da campanha do atual prefeito da cidade de Rondonópolis, José Carlos Junqueira de Araújo, o Zé Carlos do Pátio (SD).

A carta diz:

É sabido até pelos passarinhos que o PSDB local de Rondonópolis exerce forte e combativa oposição ao atual governo municipal representado pelo prefeito José Carlos Junqueira de Araújo, o qual responde dezenas de processos criminais e representações no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, dos quais grande parte desses processos surgiram através de denúncias feitas pelos vereadores do PSDB“.

Segundo os vereadores tucanos, o deputado Wilson Santos está trabalhando contra os interesses do partido e que sua eleição para deputado estadual também dependeu dos mais de 8 mil votos conquistados por Rodrigo da Zaeli, que concorreu à vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso em 2018 e ajudou a somar legenda para a chapa em que os tucanos estavam inseridos. Neste sentido, sustentam que o correligionário fere a ética partidária e apontam a expulsão como única saída.

O parlamentar estadual Wilson Santos disse que respeita o direito democrático dos seus colegas de sigla, mas que está indo como profissional.

Eu respeito, mas já havia comunicado ao presidente do partido, Carlos Avalone, que estou pedindo licenciamento neste período eleitoral do partido, para que eu possa trabalhar profissionalmente“.

O deputado ainda reforçou a sua vontade de dar o pontapé em outra seara da política.

Estou decidido a iniciar uma carreira na área do marketing político aproveitando minha experiência. Estou em Rondonópolis profissionalmente, e, para evitar o constrangimento de alguns correligionários, estou me licenciando.

Carlos Avalone Junior, presidente estadual do PSDB em Mato Grosso, disse que ficou sabendo do ocorrido pelo ex-governador Rogério Salles.

O Rogério Salles me ligou dizendo os membros de Rondonópolis não gostaram da situação, porque o Wilson faria um trabalho profissional para o Zé do Pátio. Eu não li nada, vou analisar o pedido ainda“.

O Prefeito de Rondonópolis e presidente estadual do partido Solidariedade em Mato grosso, José Carlos do Pátio, após tomar conhecimento de que o Diretório Municipal do PSDB em Rondonópolis estava pedindo a expulsão do deputado Wilson Santos ao conselho de ética estadual da legenda, decidiu convidar pessoalmente o próprio parlamentar tucano para caminhar com ele no partido Solidariedade e ofereceu o partido ao deputado estadual.

As informações sobre o convite do Prefeito de Rondonópolis Zé do Pátio a Wilson Santos deverá ser aceito pelo parlamentar tucano que anda descontente com a sigla. Ele é amigo pessoal do prefeito e está trabalhando com afinco no projeto de reeleição de Zé do Pátio.

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Política

Caramuru a Emanuel serão investigados pela DEFAZ e GAECO

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Já fiz o que tinha que fazer, fiz a denúncia. Li que a delegada disse que as prisões não tem nada a ver com a denúncia. Depois li que a denúncia que fizemos está merecendo toda uma investigação. São duas correntes de investigação. Não sei o que virá disso”.

Foi o que disse o deputado estadual do PSDB, Wilson Pereira dos Santos sobre uma verdadeira “farra” na política de concessão de Incentivos Fiscais do Estado de Mato Grosso.

Na época, o parlamentar estadual tucano lembrou que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal, realizada pela Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), apontou desvios milionários aos cofres públicos nos últimos anos.

A questão Caramuru é um pingo d’água num oceano de corrupção na política de incentivos fiscais do Estado”.

O relatório da CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal diz que, no período de 2011 a 2014, houve um desvio de R$ 1,7 bilhão da política de incentivos em Mato Grosso. Foi uma farra. Todo mundo deitou e rolou, tirou pedaço da viúva. Caramuru é apenas um caso, teria afirmado o parlamentar estadual do PSDB, Wilson Santos.

O tucano lembrou que a denúncia feita por ele durante a campanha eleitoral para Prefeito de Cuiabá na época, dando conta de um esquema de corrupção envolvendo a empresa Caramuru.

À época, o tucano também divulgou uma gravação de áudio em que Bárbara Pinheiro, cunhada de Emanuel Pinheiro (MDB), admitiria que recebeu dinheiro para ajudar a Caramuru a obter os Incentivos Fiscais.

A Delegacia Fazendária (Defaz), após quatro anos pediu apoio ao Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) para dar continuidade às investigações acerca do suposto esquema de cobrança de propina envolvendo o hoje Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). No último mês, enviou a investigação que foi iniciada em outubro de 2016 ao órgão.

Após provocação do Ministério Público, o inquérito relativo à demanda apresentada foi instaurado em 24 de outubro de 2016 pela Delegacia Fazendária. Em setembro deste ano, a Delegacia Fazendária solicitou o apoio do Gaeco e encaminhou o inquérito ao grupo para continuidade das investigações”, informou o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT).

O Ministério Público também pontua que não é possível passar detalhes sobre o andamento da investigação, pois a mesma está sob sigilo.

Conforme a denúncia de Wilson Santos, o pagamento dos valores teria sido feito por meio das empresas do irmão de Emanuel Pinheiro, Marco Polo Pinheiro, o Popó, da esposa dele, Bárbara Noronha Pinheiro, e da irmã de Bárbara, Fabiola Noronha.

O parlamentar tucano disse que o pedido de enquadramento da Caramuru no Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), para obter o inventivo fiscal, só teve andamento após Emanuel Pinheiro intervir junto à secretaria de Indústria e Comércio, à época comandada por Allan Zanatta, que estaria no cargo por indicação de Emanuel.

Allan Zanatta foi alvo da Operação Sodoma, que investigou esquema de fraude na concessão de incentivos fiscais em troca de propina. Ele negou participação.

Ainda de acordo com a denúncia do deputado, após o requerimento ser deferido, as empresas do irmão e cunhada de Emanuel teriam emitido R$ 4 milhões em notas em favor da Caramuru, como forma de “lavar” a propina.

Wilson Santos apresentou uma gravação contra Popó e sua esposa como elementos de prova para robustecer a denúncia. De acordo com o parlamentar, eles estariam desesperados e com medo de que o caso atingisse Emanuel.

Os pagamentos teriam sido feitos em 2014, durante a gestão do então governador Silval da Cunha Barbosa, conforme o processo da Caramuru ia caminhando dentro do governo.

À época em que o caso foi denunciado, Emanuel Pinheiro emitiu nota afirmando que nunca teve qualquer negócio ou relação empresarial com as empresas do irmão, da cunhada e da irmã dela, e que cabia a eles prestar explicações sobre os honorários recebidos da empresa Caramuru. Emanuel defendeu a apuração dos fatos, mas classificou a denúncia como “factóide”. (Com Leiagora)

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