Search
Close this search box.

PONTO DE VENDA DE DROGAS

“Queremos fiscalização e o fechamento daqueles bares no Beco do Candeeiro”

Publicados

em

De um grupo de quatro adolescentes, três foram assassinados na Rua 27 de Dezembro, conhecida como Beco do Candeeiro, em Cuiabá, e apenas um sobreviveu. O crime completou 27 anos e segue sem nenhum acusado responsabilizado. O Beco do Candeeiro, oficialmente 27 de Dezembro, é a primeira rua da nossa cidade. Foi ali, segundo conta em livro o historiador Aníbal Alencastro, que aconteceu o primeiro homicídio de Cuiabá, alguns anos depois de sua fundação.

A tragédia parece fazer parte da história do Beco do Candeeiro. Nos 300 anos de Cuiabá, a chacina de Baby, Indinho e Nado é uma história que, acima de tudo, contrasta com a ascensão e decadência da cidade, justamente no lugar onde tudo começou.

O Beco do Candeeiro também é conhecido pela pratica de roubos e trafico de drogas naquele local. Um levantamento do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT), realizado em 2023, aponta que Cuiabá possui 5 locais de aglomeração de dependentes químicos, conhecidos popularmente como “Cracolândia”.

“Cracolândias”

Um dos pontos de aglomeração está localizado no Centro Histórico de Cuiabá, um no Beco do Candeeiro e outros três são localizados nos bairros do Porto, Jardim Leblon e Alvorada. Todos os pontos são constantes alvos da Polícia Militar.

Leia Também:  Das 11 praias do Médio Teles Pires 8 delas estão próprias para banho

O que é o crack?

O crack está entre as drogas com maior potencial de dependência. É produzido a partir da pasta da cocaína, misturada com outras substâncias como água e bicarbonato de sódio. Por isso, os efeitos do crack e da cocaína são muito semelhantes. No entanto, nas pedras do crack há muitas outras substâncias com variados graus de impurezas que podem causar danos irreversíveis ao organismo.

Ranalli pede “fechamento” de bares no Beco do Candeeiro frequentado por usuários de drogas

O vereador Rafael Ranalli (PL) solicitou à Juliana Palhares, secretária de Ordem Pública de Cuiabá que “feche” três estabelecimentos comerciais conhecidos popularmente como “inferninhos” que ficam perto de um dos pontos históricos de Cuiabá, o Beco do Candeeiro.

O parlamentar liberal defende que os locais são usados como locais de ponto de venda de drogas e de prostituição e devem ser fechados.

A solicitação acontece após a pasta comandada por Juliana Palhares realizar a fiscalização que culminou com o fechamento de bares na região do Porto que operavam do mesmo “modo operandis” na região.

Aqueles inferninhos que ficavam ali no Porto e eram usados como centro de consumo de drogas e prostituição foram fechados. Queremos a fiscalização agora e o fechamento com máxima urgência daqueles bares ali no Beco do Candeeiro. Porque a gente sabe que ali tem muito vagabundo, consumidor de droga, pode ter que ali tenha pessoas em situação de vulnerabilidade, mas tem que tirar aqueles bares dali. Mandar a fiscalização e se tiver alvará precisamos cassar os alvarás pois os comércios estão fortemente associados a atividades ilegais e ao aumento da criminalidade na região, defende Ranalli.

Propaganda

Política

Racha na chapa majoritária do PL de Mato Grosso exalta o pragmatismo das alianças e gera impasse político

Publicados

em

A política ama a traição e odeia o traidor”.

A frase atribuída a Lionel Brizola é absolutamente verdadeira, mas pouco compreendida.⠀

Na política, dinâmica e cercada de interesses, não somente no sentido negativo, é impossível que não exista expectativas frustradas, parcerias desfeitas e claro, traições.⠀

Logo, quem está na política será traído e irá trair. Uns com menos pudor e outros com mais. Mas trocar pessoas e acordos como mercadorias faz parte do negócio.⠀

Mas tão importante quanto saber disso é entender que quanto menos você parecer traidor, mesmo que traia, melhor será sua vida na política.⠀

O empresário Marcelo Maluf do Partido Novo, já no começo de sua trajetória política sentiu o gosto amargo da traição, quando foi comunicado que não seria mais vice na chapa do Senador pelo Partido Liberal (PL), com o cabeça de chapa Wellington Fagundes.

A consolidação das chapas eleitorais no cenário político de Mato Grosso sofreu uma reviravolta expressiva com o anúncio da substituição do nome indicado ao cargo de vice-governador na coligação encabeçada pelo Partido Liberal. A alteração abrupta retirou o empresário Marcelo Maluf da composição majoritária, deflagrando um severo desentendimento público no núcleo partidário e evidenciando a frieza pragmática que costuma reger as negociações de bastidor na busca pelo poder.

Os protagonistas desse imbróglio interno são o empresário Marcelo Maluf, figura até então chancelada para compor o projeto, e o senador Wellington Fagundes, liderança do PL e pré-candidato ao Governo do Estado. A reorganização culminou na ascensão do médico Alencar Farina, também filiado ao PL, nome que passa a ocupar o posto anteriormente prometido e articulado junto à base aliada.

Leia Também:  Mato Grosso articula redução estrutural no preço dos combustíveis

A crise tomou contornos públicos nesta sexta-feira, ocasião em que Maluf foi formalmente notificado de seu afastamento da chapa majoritária e manifestou-se por meio de uma nota oficial. A tempestade política eclodiu em momento decisivo do calendário eleitoral, período no qual as candidaturas já se encontravam em fase avançada de estruturação e planejamento estratégico de campanha.

O episódio desenrola-se no epicentro da política mato-grossense, estado no qual o Partido Liberal busca consolidar sua hegemonia e expandir o alcance de sua base aliada junto ao eleitorado regional. O impacto da decisão ecoou instantaneamente nas instâncias partidárias da capital, Cuiabá, e dos demais municípios estratégicos, alterando a interlocução com empresários e setores produtivos da região.

A desarticulação ocorreu mediante uma comunicação direta feita pelo próprio senador Wellington Fagundes a Marcelo Maluf, informando-o sobre a escolha de um novo nome para a vaga. Em resposta imediata, o empresário tornou pública uma contundente nota, na qual repudiou formalmente a conduta dos dirigentes e expôs os bastidores do rompimento à imprensa e à sociedade.

A reviravolta decorre das rearrumações táticas e da busca por alinhamento tático no âmbito da diretoria estadual do Partido Liberal. Enquanto a cúpula buscou redesenhar a chapa para atender a conveniências políticas imediatas, a manobra acabou por desconsiderar acordos prévios que haviam sido formalizados internamente durante os trâmites partidários.

Em suas declarações, Marcelo Maluf fundamentou seu descontentamento ressaltando que o convite inicial não representou um mero diálogo informal, mas sim uma construção política devidamente homologada na Convenção Partidária. O empresário destacou que já havia mobilizado apoiadores, estruturado diretrizes e iniciado a montagem das equipes de atuação ao lado da chapa de Fagundes.

Leia Também:  Mauro Mendes, quanto pesa um copo de cerveja?

O tom do protesto subiu de intensidade quando Maluf classificou a alteração repentina como uma manifestação de falta de respeito pessoal e político por parte do senador e do PL estadual. Em forte apelo ético, o empresário sustentou que lideranças incapazes de honrar compromissos assumidos internamente carecem de credibilidade para pleitear a confiança de mais de três milhões de mato-grossenses.

Diante da irreversibilidade do cenário, o empresário sinalizou sua recusa em naturalizar práticas políticas marcadas por quebras de palavra e pela volatilidade das parcerias. Afirmando estar de consciência tranquila por haver cumprido integralmente todas as exigências pactuadas, Maluf enfatizou que caberá aos articuladores da mudança responder perante a opinião pública pelas decisões adotadas.

O desfecho do conflito insere um componente de incerteza e desgaste reputacional na pré-campanha de Wellington Fagundes, que agora precisará reestruturar seu discurso de unidade e integrar Alencar Farina à chapa.

O episódio reforça a máxima atribuída a Lionel Brizola de que “a política ama a traição, mas odeia o traidor“, deixando para o eleitorado o julgamento sobre a maturidade ética dos projetos colocados em disputa.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA