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CAPÍTULOS FINAIS DE O ESCOLHIDO

Quem será o “escolhido” hoje? Entenda decisão de Mauro Mendes

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Nervosismo, preocupação, estresse, decepção. Isso mesmo caros amigos leitores do Blog do Valdemir, foi que aconteceu nesta quarta-feira de decisão no Palácio Paiaguas.

Parecia mesmo até dia de decisão de um Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Libertadores da América. E a torcida do lado de fora esperando ver e ouvir quem seria o escolhido para entrar como titular na decisão.

A escalação vai mesmo ser hoje ou amanhã?

Na preleção do técnico, Mauro Mendes Ferreira, com o time no vestiário de portas fechadas, a presença do mais bem preparado fisicamente, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), o deputado estadual José Edu Botelho, juntamente com o deputado federal licenciado, e hoje titular da pasta de secretaria da Casa Civil, Fábio Paulino Garcia, o menino zangado Fabinho, são os nomes da legenda e aliados da primeira hora do governador Mauro Mendes.

O Boteco da Alameda já antecipou que o menino Fábio já tem feito movimentações visando as eleições de 2026; entre aliados, há o temor que Mauro Mendes não consiga transferir votos necessários e eleger o menino Fábinho, como ocorreu com Blairo Maggi, Silval Barbosa, Zé Pedro Taques e com o próprio Mauro Mendes em 2020; o governador tem a decisão de escolher um nome agora; é preciso primeiro entender o jogo e saber quem serão os seus adversários, ou melhor, os candidatos.

Algumas peças estão se mexendo no esquema de jogo. É grande a movimentação dos times, ou melhor, de partidos e lideranças políticas e de possíveis candidatos, nos bastidores, visando o comando da Capital de todos os mato-grossenses. Segue o fluxo!

A disputa é jogo jogado e a negociação é na escolha do vice

A disputa pela Prefeitura de Cuiabá é jogo jogado e, se nada de extraordinário acontecer, será um confronto entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o União Brasil (UB). A disputa será entre a petista Rosa Neide, sigla do presidente Lula, contando com apoio do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Carlos Favaro e do prefeito cuiabano, o emedebista Nenel Pinheiro e Edu Botelho do União Brasil, do governador Mauro Mendes, e do Senador Jayme Campos.

Há outros nomes postos, mas tudo indica que a essa altura os demais partidos estão lançando candidatos para se posicionar na acirrada disputa pela candidatura a vice da chapa unista.

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Quem será o “escolhido” hoje?

Nesta quarta-feira (14), o treinador do time União Brasil Futebol Clube, o técnico, ou melhor, governador Mauro Mendes Ferreira, manteve reuniões com o jogador Zé Edu Botelho (de manhã) e com Fábio Garcia (a tarde), para ver o preparo físico dos dois atletas, o Boteco da Alameda disse que não quer atraso na escolha pelo nome do UB para disputar a Prefeitura de Cuiabá nas eleições municipais de 2024.

O governador já conversou “por demais”. O Conselho Político da sigla unista possui “bons nomes”, mas que é preciso consolidar o futuro pré-candidato na disputa de Cuiabá.

Mauro Mendes escuta a turma do Boteco da Alameda: consolide logo o nome, conduz com os possíveis aliados, algum atraso. É preciso antecipar para amadurecer o nome do titular absoluto do time, ou melhor, o pré-candidato.

Ora, dito isso, o cenário que se apresenta é de total indefinição. Isso porque, os nomes apresentados para a disputa em Cuiabá pelo União Brasil (UB) são desconhecidos ou quase do eleitorado, parecem ter poucas chances de em pouco mais de sete meses tornarem-se opções viáveis de vitória.

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O nome de Zé Edu Botelho tem mais possibilidade de tornar-se competitivo, esta bem preparado fisicamente, mas ainda assim terá que cair em campo imediatamente.

Por outro, o nome de Fábio Garcia dificilmente os parlamentares da base do governador Mauro Mendes, apoiarão a escalação, ou melhor, a candidatura do menino Fábinho, o que deixa uma avenida de especulações que vão desde uma candidatura própria do MDB e do vice-governador Otaviano Pivetta, a uma composição que demandaria uma participação muito maior dos emedebistas no governo de Edu Botelho. Pegou aí?

E cabe ainda falar do Partido Progressista (PP) de Blairo Borges Maggi, mas aí a análise ficaria muito longa.

Nesse cenário ainda, indefinido, cabe lembrar dois aspectos. O primeiro é que o presidente Lula é uma liderança muito forte e, se seu governo deslanchar, pode impulsionar a candidata do PT, mas nunca será igual ao que aconteceu no Estado, não só porque as eleições municipais são as prefeituras de bairros e elas estão do lado do governador Mauro Mendes.

O segundo aspecto é que estampa começando o ano e não há sinal sequer do que a Federação Brasil da Esperança vá escolher nos próximos dois meses, talvez em abril.

E aí o pré-candidato do UB vai estar bem na frente na maratona.

Querem a real: o governador Mauro Mendes vai anunciar o nome de Edu Botelho. Ainda não se sabe se irá convocar uma coletiva de imprensa ou por meio de live nas redes sociais. Mas…. parece ao que tudo indica, a escalação do time titular vai ser hoje. Segundo informação de bastidores.

Segue o fluxo!

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Política

Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.

O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.

A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.

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A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.

A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.

A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.

Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.

Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.

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A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.

A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.

O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.

A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.

A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.

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