UMA NOVA DOBRADINHA NESTA ELEIÇÃO
Quem irá se beneficiar do vácuo deixado por Wellton e Nenel?
A desistência de alguns nomes para disputar a sucessão estadual na terra de Rondon, faz crescer entre aliados do Prefeito de Cuiabá, o emedebista Emanuel Pinheiro, o nosso Nenel Pinheiro, carinhosamente chamado pela equipe do Blog do Valdemir, a pressão para que ele coloque o seu nome para enfrentar o governador do Partido União Brasil (UB), Mauro Mendes Ferreira, o “Homem de Ferro”, no pleito eleitoral de 2022 em Mato Grosso.
Ferrenho opositor do Governo Estadual, Nenel Pinheiro parte para a sua última estratégia: apostar todas as fichas, no voto “Nilson/Nenel” em uma tentativa de vencer a disputa pelo Palácio Paiaguas. A oposição chegou a sondar os nomes: Emanuel Pinheiro (MDB), Wellington Antônio Fagundes (PL), José Antônio Medeiros, Jayme Veríssimo de Campos (UB), e Cia.
Buscaram entendimentos, após receber o “não” de vários. De acordo com a turma do Boteco da Alameda, o voto “Nilson/Nenel“ vai vingar, é algo que será encarado sem surpresas em Mato Grosso. Ou seja, o tucano Nilson Aparecido Leitão será o cara que disputará o pleito eleitoral com apoio de 25 horas por dia de Nenel Pinheiro, por isso a denominação por parte da turma da Alameda “Nilson/Nenel“, vai que cola né Nenel?
Nos bastidores da política Mato-grossense, as bocas malditas dizem que Nilson Leitão quer os votos de Nenel Pinheiro, mas não quer passear de mãos dadas no Shopping com o prefeito cuiabano licenciado do comando da capital. Isso é uma posição muito confortável.
A não ser que tenha uma reviravolta estrambótica e imprevisível, Nenel não tem como chegar ao dia 2 de outubro como candidato. Alguns tentam sustentar em público que a oposição tem várias opções para bater chapa contra Mauro Mendes, disputando voto a voto. É só aparência. A oposição não tem opções. Alguns lutam para sobreviverem politicamente. Tem que dizer até quando for possível que estarão na disputa.
Lá na frente mudarás o discurso, mesmo que aconteça algo indesejável, está campanha não dependerá de A ou B, mas como estará a cabeça do eleitor.
Quem ganha quem perde
A história política de Mato Grosso, indica que poucos políticos conseguem transferir votos para um terceiro. Blairo Borges Maggi do Partido Progressista (PP), já teve êxito nesse tipo de empreitada. Elegeu Silval da Cunha Barbosa em 2010. Mas A economia naquele ano em Mato Grosso cresceu 7,2%, e o então governador Blairo Maggi tinha aprovação de 79% dos mato-grossenses. A conjuntura agora é outra.
Embora os parâmetros atuais indiquem algumas pistas, é cedo ainda, para saber o desfecho da corrida pela cadeira 1 do Palácio Paiaguas.
Nenel – Perdeu muito. As reações populares não se materializam. A impressão após a eleição de 2020 era a de que haveria uma certa comoção após os fatos transcorridos. Mas nada significativo aconteceu nada.
Mendes – Alguns esperavam o momento do governador se perder no segundo ano da sua administração.
Porém, nem tudo é conforme queremos, imaginamos ou tentamos traçar, Mauro entre crises sanitárias, divergências com a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), conseguiu superar os percalços de uma administração pública e chegou no último ano do seu primeiro mandato, fortíssimo para surpreender muitos críticos e enterrar de vez as pretensões do menino da Rua Joaquim Murtinho, Emanuel Pinheiro (MDB).
Wellton – O Senador do Partido Liberal (PL) vai para a reeleição, entretanto não deve ser desprezado. Seu perfil humilde e de representante dos menos favorecidos o qualifica para herdar parte dos votos de Jayme, Maggi e do próprio Nenel. Ele já foi eleito deputado federal por 4 vezes. Vai conquistar o apoio de Mauro Mendes. Quer mais? Ganha muitos votos com a saída de José Medeiros e Neri Geller. Os dois vão recuar e disputar a reeleição para a Câmara Federal.
Mas, Wellton não consegue romper algumas barreiras, como por exemplo, atrair a confiança total de algumas lideranças políticas.
Nilson Leitão – Segue como o único nome do, vamos dizer, vai que eu não posso. Com Wellton fora a situação do tucano não deixa de ser desesperadora. O jogo está desequilibrado com que viras de Brasília.
Aqui a verdade seja dita: O tucano Nilson Aparecido Leitão estará viabilizado se entrar a segunda quinzena de abril, com mais de 10% de intenção de voto para o governo, o que será plausível.
O que pode dar errado para o PSDB? Duas coisas, ambas intangíveis neste momento. Primeiro, uma nova “Operação” da Polícia Federal atingir o Alencastro.
Segundo, a falta de carisma ficarem empacados na redondeza dos 7% a 9% até a metade do ano. Nessa hipótese, ou o PSDB se volta a base de sustentação ou o tucano Nilson Leitão será “CRISTIANIZADO”.
Recortar é viver
Na eleição de 1950, Cristiano Machado foi o candidato do antigo PSD. Todos o abandonaram no meio da campanha. A partir daí, quando um partido descarta seu próprio candidato virou costume dizer que o político foi “cristianizado”.
Em política como se sabe, tudo pode. Mas a sobrevivência política de Nenel, Medeiros, Neri e demais não será fácil.
Nenel Pinheiro tem um dilema pela frente. O que ele gostaria mesmo é de ser candidato ao Palácio. Mas essa vaga acabou em outubro 2021. Resta arrumar um nome que queira e não tenha problemas com a justiça para disputar o Palácio Paiaguas.
Há também uma outra guerra. O “Homem de Ferro”, Mauro Mendes Ferreira, do União Brasil (UB), já percebeu que na primeira curva o seu padrinho político, pode voltar a querer se opor ao seu afilhado. Por essa razão o governador fará o possível para convencer Neri Geller disputar a Câmara Federal novamente.
Política
Reorganização partidária reconfigura comando do PL em municípios estratégicos de Mato Grosso
O Partido Liberal (PL) formalizou uma reestruturação em suas diretrizes municipais no Estado de Mato Grosso após tensões internas decorrentes das dinâmicas político-eleitorais locais. O deputado federal Rodrigo da Zaeli foi designado para assumir a liderança do Diretório Municipal da sigla em Rondonópolis, consolidando uma nova etapa na condução estratégica da legenda no município.
A definição do novo comando partidário foi confirmada oficialmente pelo presidente estadual do PL, Ananias Filho, em pronunciamento recente. A medida visa reorganizar as forças políticas e alinhar as diretrizes institucionais no âmbito municipal, garantindo a representatividade da legenda diante dos próximos desafios eleitorais e da consolidação do projeto partidário na região.
Paralelamente às mudanças operadas em Rondonópolis, o médico Alencar Farina assumirá, de forma provisória, a direção da agremiação no município de Várzea Grande. A nomeação temporária busca assegurar a continuidade administrativa do diretório local enquanto a Executiva Estadual finaliza os trâmites formais para a definição de uma liderança definitiva.
A reconfiguração nos quadros diretivos ocorreu no contexto das movimentações públicas promovidas pelo Prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, e pela Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti. Ambos os gestores municipais declararam apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta, integrante do partido Republicanos, desencadeando a necessidade de ajustes na gestão interna do Partido Liberal (PL).
A posição adotada pelos chefes do Executivo Municipal divergiu da orientação oficial estipulada pela direção estadual do Partido Liberal. A legenda manteve o posicionamento de lançar a candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo do Estado no pleito de 2026, gerando um desalinhamento direto entre a conduta dos gestores e a diretriz partidária.
Diante do cenário configurado, a direção estadual optou pela intervenção nos comandos locais para reestabelecer a unidade ideológica e programática da sigla. O presidente estadual ressaltou que a autonomia partidária exige convergência com as deliberações majoritárias adotadas pelas instâncias superiores do partido durante o período pré-eleitoral.
“Lá vai ser o Rodrigo da Zaeli. Isso aí já está decidido. O Rodrigo da Zaeli, nesta semana, se a ata chegar, eu já vou colocar no sistema. E, em Várzea Grande, quem vai assumir vai ser o Dr. Farina“, declarou expressamente Ananias Filho ao detalhar o cronograma de homologação das atas junto ao sistema da Justiça Eleitoral.
As alterações na estrutura diretiva estão sendo executadas ao longo desta semana nos municípios citados. A efetivação das nomeações depende do recebimento e do processamento das atas correspondentes, etapas indispensáveis para a regularização dos novos membros perante o Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Além de Rondonópolis e Várzea Grande, a Executiva Estadual planeja definir nos próximos dias o novo comando para o Diretório de Campo Novo do Parecis. A medida tornou-se necessária após o prefeito Edilson Piaia solicitar sua desfiliação da sigla e comunicar apoio formal ao projeto político do governador Otaviano Pivetta.
A série de reestruturações reflete o esforço da cúpula do Partido Liberal para mitigar dissidências internas e fortalecer a candidatura de Wellington Fagundes ao Executivo Estadual. O alinhamento das diretrizes municipais permanece como prioridade para a consolidação das alianças regionais no cenário político mato-grossense.
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