Política
PTB reuniu militantes históricos da sigla e lideranças de partidos
Com as bandeiras da Juventude, Mulher e Municipalismo a Executiva do PTB em Cuiabá realizou ato de filiação na manhã deste sábado (24), no Salão 8 de Abril do Hotel Fazenda Mato Grosso. Ingressaram no partido 400 novos petebistas.
O evento reuniu militantes históricos da sigla e lideranças de partidos como PSDB, DEM, PDT, MDB, PRB, PP, PR, PSD e o Solidariedade. Para muitos o encontro extrapolou o limite municipal com presenças de petebistas de Sorriso, Jaciara, Cáceres, Santo Antônio de Leverger e Várzea Grande.
Com o salão lotado pela militância e aliados o presidente do PTB o vice-prefeito de Cuiabá, Niuan Ribeiro, deu boas-vindas aos novos filiados e disse que o número de petebistas deve aumentar ainda mais até o dia 07 de abril, prazo legal para a adesão de novos filiados aptos a disputarem as eleições de 2018. “Vivemos um momento conturbado, no qual a política e os políticos estão sendo postos à prova. Mas, não é o momento de desistir“, definiu Niuan. “O PTB busca se reorganizar e principalmente se aproximar da base“.
O advogado de 33 anos de idade e 16 de filiação afirma que colocou o nome à disposição do PTB para concorrer uma vaga na Assembleia Legislativa e que o PTB caminha na construção de uma chapa de oposição ao atual governo estadual, definição que será feita nas convenções partidárias. “Acredito que a mudança deste país se dará pela juventude e com a presença da mulher. O PTB vem trabalhando lideranças, dialogando com outras siglas para a construção a chapa proporcional para deputado federal e estadual pois acreditamos que a política é capaz de transformar a sociedade“, avalia.
“O PTB te objetivo de fazer no mínimo 3 deputados estaduais e um federal nas próximas eleições e tem nas suas fileiras nomes fortes para pleitear majoritária“, antecipou Niuan.
Para o presidente do PTB de Mato Grosso e ex-prefeito da Capital, Chico Galindo, os jovens são o futuro a nação, mesclando a juventude com o aconselhamento dos mais experientes o PTB se mostra forte. “Nossas bandeiras são a juventude, a mulher e o municipalismo e com isso queremos somar nas construção de um projeto para melhorar a vidas do povo de Mato Grosso“, comentou.
O presidente de honra do partido, que já foi governador, senador, deputado estadual e federal, Osvaldo Sobrinho, afirmou que Mato Grosso precisa de democratas e não de ditadores. “A política de hoje é feita por pessoas que pensam no amanhã. Este amanhã é dos jovens, que pensam por suas próprias cabeças. O PTB é um partido livre onde as ideias são aceitas pelo convencimento“, disse ao convidar a juventude para ingressar ao partido.
O vice-governador, Carlos Fávaro (PSD) prestigiou o evento e lembrou que o Brasil vive uma revolução silenciosa não só ética e moral como de símbolos. “Foi-se o tempo de caciques na política. Temos que tomar nossas decisões sem medos ou coação. Vejo no PTB a união da juventude e da experiência que nos agrada. No PSD tomamos a decisão de independência em 2018 e tenho dialogado com muitas lideranças para definirmos qual o melhor caminho a seguir“, explicou.
O senador Wellington Fagundes (PR) destacou que tem dialogado com lideranças do PDT, MDB, PSD e PV para viabilidade do seu nome a Governo do Estado em uma chapa de oposição e que o momento de articulação é agora. “Vejo aqui no PTB muitos companheiros de lutas estamos construindo um projeto que possa caber a maioria das siglas, pois é um grande desafio encarar e ganhar uma eleição e depois é mais difícil ainda de congregar outros partidos. Defendemos uma chapa de oposição ao atual governo, mas sem discriminações“, resumiu.
O secretário de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande, Jayme Campos (DEM) declarou que se sente em casa no evento do PTB, pois o partido sempre esteve ao seu lado. “A visão moderada do partido, a força da mulher e da juventude aliada a experiência são riquezas que transformam a vida das pessoas. Então independente do meu partido posso dizer contem com o Jayme Campos“, decretou.
O deputado federal Nilson Leitão (PSDB) fez questão de prestigiar o evento do PTB e declarar que gratidão não tem prazo de validade. “Fui prefeito de Sinop e deputado federal por dois mandatos e o PDT sempre esteve comigo. Não sou daqueles que só se lembra de quem está com você no último degrau, sou grato por quem me deu a mão lá no começo“, revelou.
O deputado Adilton Sachetti (PRB) também marcou presença no evento. “O Estado passou por transformações e precisa de mais. Estou no este momento conversando com várias lideranças, sei que projeto para o Estado deve se sobrepor à vontade pessoal e estamos nessa construção“.
Ainda estiveram no ato de filiação do PTB, o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga (PSD), vereadores por Cuiabá Misael Galvão (PSB), Marcos Veloso (PV), secretários municipais de Cuiabá, como José Roberto Stopa, Francisco Vuolo e Alex Vieira e de Estado como Luís Carlos Nigro.
Além das lideranças petebistas: presidente do PTB Mulher Cuiabá, Ana Arruda, presidente do PTB Juventude Rodrigo Rocha e as vereadoras (por Sorriso) professora Silvana e professora Marisa, (por Santo Antônio do Leverger) Gisele Paim e a suplente Jaci.
Política
Fagundes faz acusação sem identificar adversário e leva “Violência contra a Mulher” ao centro do debate eleitoral
O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) afirmou, nesta terça-feira (25), durante entrevista, que um de seus adversários teria agredido a própria esposa e chegado a ser preso em razão do episódio. A declaração foi apresentada pelo senador como parte de um questionamento sobre o comportamento que, na avaliação dele, deveria ser considerado pelo eleitor antes da escolha de um candidato.
Segundo Wellington Fagundes, a existência de um episódio dessa natureza deveria pesar na decisão do eleitorado. Durante a entrevista, o candidato dirigiu uma pergunta aos jornalistas e questionou se eles votariam em um político que, conforme sua afirmação, teria cometido violência contra a esposa e sido detido posteriormente. A acusação, porém, não foi acompanhada da identificação do suposto envolvido.
O principal ponto da declaração foi justamente a ausência do nome do adversário citado. Mesmo depois de ser questionado repetidamente sobre a identidade do político, Wellington optou por não revelá-la. O senador sustentou que as informações poderiam ser encontradas em reportagens jornalísticas, transferindo para registros já publicados a possibilidade de identificação do personagem mencionado em sua fala.
Ao ser novamente provocado a informar quem seria o candidato, Wellington respondeu que não seria necessário mencionar o nome. A decisão de preservar a identidade do suposto envolvido impediu que, durante a entrevista, o adversário apresentasse imediatamente sua própria versão sobre a acusação. Dessa forma, a declaração permaneceu concentrada na narrativa apresentada pelo candidato do PL, sem a manifestação do político que teria sido alvo da referência.

A acusação ocorreu em meio à disputa eleitoral pelo Governo de Mato Grosso e introduziu no debate de campanha um tema de elevada sensibilidade social: a Violência contra as Mulheres.
Ao abordar o assunto, Wellington procurou associar a discussão eleitoral à necessidade de políticas públicas destinadas à proteção feminina, ampliando o alcance político de uma declaração que inicialmente estava relacionada a um suposto episódio envolvendo um adversário.
Durante a entrevista, o senador também criticou os índices de feminicídio registrados em Mato Grosso. A manifestação foi utilizada para defender medidas de prevenção e proteção às mulheres, indicando que o candidato pretende incorporar a questão da Violência de Gênero ao discurso de sua campanha. O tema, além de possuir relevância social, pode assumir dimensão política em uma eleição marcada pela disputa entre diferentes projetos para a administração estadual.
Wellington também afirmou que poderá voltar ao assunto ao longo da campanha. Ao justificar a possibilidade de abordar acusações contra adversários, o candidato mencionou as restrições impostas pela legislação eleitoral e afirmou que as normas não permitiriam “denegrir a imagem” de outros concorrentes, mas, segundo sua interpretação, permitiriam “mostrar a verdade”. A declaração sinaliza a intenção de explorar fatos atribuídos a adversários dentro dos limites que considera estabelecidos pela legislação.
A estratégia anunciada coloca a relação entre responsabilidade eleitoral, direito de crítica e proteção da honra no centro da controvérsia. Acusações de violência doméstica, especialmente quando atribuídas publicamente a pessoas identificáveis, exigem apuração documental e contraditório para que alegações não sejam apresentadas como fatos comprovados. No episódio, entretanto, Wellington não revelou o nome do político mencionado nem apresentou, durante a entrevista, detalhes suficientes para confirmar a acusação.
A repercussão política da declaração dependerá, portanto, da eventual identificação do adversário e da existência de documentos ou reportagens que sustentem a versão apresentada pelo candidato. Caso o assunto volte a ser explorado durante a campanha, a discussão deverá envolver não apenas a Violência contra a Mulher, mas também a responsabilidade dos candidatos na divulgação de acusações, a necessidade de comprovação das informações e o direito de defesa dos envolvidos.
O episódio evidencia como temas de forte impacto social podem ser incorporados à disputa eleitoral e utilizados para estabelecer diferenças entre candidatos. Ao citar um suposto caso de agressão contra a esposa sem revelar a identidade do adversário, Wellington Fagundes colocou a Violência contra a Mulher no debate político, mas deixou em aberto a principal informação necessária para verificar a acusação.
A continuidade do assunto dependerá de novas declarações, da identificação do político mencionado e da apresentação de elementos que permitam ao eleitor avaliar os fatos com segurança, contexto e responsabilidade.
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