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Política

PSB começa reestruturação pensando em 2018

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O PSB de Mato Grosso deu início ao processo de reestruturação em nível estadual. A Diretoria Executiva adotou o critério da proporcionalidade eleitoral para definir as principais lideranças políticas de cada região, ou seja, o deputado federal e o estadual mais votado em cada cidade serão os anfitriões neste primeiro momento.

reuniaoPSBNós próximos três meses vamos visitar os 141 municípios de Mato Grosso. Estamos conversando com nossos filiados, prestando contas do trabalho desenvolvido pelos parlamentares do PSB, traçando novas metas, diretrizes e atraindo novos membros”, explica o secretário geral do partido, Marcelo Kara.

As viagens começaram neste fim de semana pela região Sul do Estado. A comitiva do PSB 40 passou por São Pedro da Cipa, Juscimeira, Pedra Preta, Alto Araguaia, Alto Garças, Itiquira, Guiratinga, São José do Povo e encerrou esta primeira etapa em Rondonópolis, onde contou com a presença dos dois principais representantes do partido na cidade, o deputado estadual Max Russi e o federal Adilton Sachetti.

Nosso objetivo agora é fortalecer o PSB e, principalmente, atrair pessoas que estejam comprometidas em trabalhar para melhorar a vida da população. Não estamos pensando somente na quantidade ou em ganhar as eleições, isso será uma consequência”, afirma Russi.

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Este foi o primeiro evento oficial do qual Adilton Sachetti, ex-prefeito de Rondonópolis, participou como deputado federal na cidade onde ele conquistou cerca de 50% dos votos válidos nas últimas eleições, um total de 47.866 votos. Ele aproveitou para agradecer a expressiva votação que recebeu no município e para falar um pouco do perfil do partido socialista, que possui três governadores e 32 deputados federais em todo país.

Em Mato Grosso, o PSB saiu fortalecido nas últimas eleições e conta, em seus quadros, com o prefeito da Capital, Mauro Mendes, a vice-prefeita de Sinop, Rosana Martinelli e no Legislativo, com dois deputados federais, Adilton Sachetti e Fábio Garcia, e três estaduais, Max Russi, Eduardo Botelho e Oscar Bezerra. 

Nós temos uma grande oportunidade.O PSB deve ser o partido que mais deve crescer nas próximas eleições em Mato Grosso porque nós não estamos com o radicalismo da esquerda e nem da direita. Estamos no meio, absorvendo o que cada um tem de melhor. As pessoas não querem mais saber se você é de esquerda ou de direita, a sociedade quer ter comida na mesa, um atendimento de qualidade na saúde, quer ter um bom ensino educacional e segurança”, disse Sachetti.

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Segundo ele, o país precisa ser “desintoxicado” de tanta ideologia. “Do que adianta tanta teoria se corrupção está aí, escancarada para tudo mundo ver?”, questionou. “Precisamos trabalhar no que realmente é importante e melhorar a vida da população“, concluiu. 

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Política

Fagundes faz acusação sem identificar adversário e leva “Violência contra a Mulher” ao centro do debate eleitoral

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O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) afirmou, nesta terça-feira (25), durante entrevista, que um de seus adversários teria agredido a própria esposa e chegado a ser preso em razão do episódio. A declaração foi apresentada pelo senador como parte de um questionamento sobre o comportamento que, na avaliação dele, deveria ser considerado pelo eleitor antes da escolha de um candidato.

Segundo Wellington Fagundes, a existência de um episódio dessa natureza deveria pesar na decisão do eleitorado. Durante a entrevista, o candidato dirigiu uma pergunta aos jornalistas e questionou se eles votariam em um político que, conforme sua afirmação, teria cometido violência contra a esposa e sido detido posteriormente. A acusação, porém, não foi acompanhada da identificação do suposto envolvido.

O principal ponto da declaração foi justamente a ausência do nome do adversário citado. Mesmo depois de ser questionado repetidamente sobre a identidade do político, Wellington optou por não revelá-la. O senador sustentou que as informações poderiam ser encontradas em reportagens jornalísticas, transferindo para registros já publicados a possibilidade de identificação do personagem mencionado em sua fala.

Ao ser novamente provocado a informar quem seria o candidato, Wellington respondeu que não seria necessário mencionar o nome. A decisão de preservar a identidade do suposto envolvido impediu que, durante a entrevista, o adversário apresentasse imediatamente sua própria versão sobre a acusação. Dessa forma, a declaração permaneceu concentrada na narrativa apresentada pelo candidato do PL, sem a manifestação do político que teria sido alvo da referência.

A acusação ocorreu em meio à disputa eleitoral pelo Governo de Mato Grosso e introduziu no debate de campanha um tema de elevada sensibilidade social: a Violência contra as Mulheres.

Ao abordar o assunto, Wellington procurou associar a discussão eleitoral à necessidade de políticas públicas destinadas à proteção feminina, ampliando o alcance político de uma declaração que inicialmente estava relacionada a um suposto episódio envolvendo um adversário.

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Durante a entrevista, o senador também criticou os índices de feminicídio registrados em Mato Grosso. A manifestação foi utilizada para defender medidas de prevenção e proteção às mulheres, indicando que o candidato pretende incorporar a questão da Violência de Gênero ao discurso de sua campanha. O tema, além de possuir relevância social, pode assumir dimensão política em uma eleição marcada pela disputa entre diferentes projetos para a administração estadual.

Wellington também afirmou que poderá voltar ao assunto ao longo da campanha. Ao justificar a possibilidade de abordar acusações contra adversários, o candidato mencionou as restrições impostas pela legislação eleitoral e afirmou que as normas não permitiriam “denegrir a imagem” de outros concorrentes, mas, segundo sua interpretação, permitiriam mostrar a verdade. A declaração sinaliza a intenção de explorar fatos atribuídos a adversários dentro dos limites que considera estabelecidos pela legislação.

A estratégia anunciada coloca a relação entre responsabilidade eleitoral, direito de crítica e proteção da honra no centro da controvérsia. Acusações de violência doméstica, especialmente quando atribuídas publicamente a pessoas identificáveis, exigem apuração documental e contraditório para que alegações não sejam apresentadas como fatos comprovados. No episódio, entretanto, Wellington não revelou o nome do político mencionado nem apresentou, durante a entrevista, detalhes suficientes para confirmar a acusação.

A repercussão política da declaração dependerá, portanto, da eventual identificação do adversário e da existência de documentos ou reportagens que sustentem a versão apresentada pelo candidato. Caso o assunto volte a ser explorado durante a campanha, a discussão deverá envolver não apenas a Violência contra a Mulher, mas também a responsabilidade dos candidatos na divulgação de acusações, a necessidade de comprovação das informações e o direito de defesa dos envolvidos.

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O episódio evidencia como temas de forte impacto social podem ser incorporados à disputa eleitoral e utilizados para estabelecer diferenças entre candidatos. Ao citar um suposto caso de agressão contra a esposa sem revelar a identidade do adversário, Wellington Fagundes colocou a Violência contra a Mulher no debate político, mas deixou em aberto a principal informação necessária para verificar a acusação.

A continuidade do assunto dependerá de novas declarações, da identificação do político mencionado e da apresentação de elementos que permitam ao eleitor avaliar os fatos com segurança, contexto e responsabilidade.

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