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Política

PROS quer se reunir com todos os pré-canidatos e começa a discutir alianças

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A Direção da Comissão Municipal do Partido Republicano da Ordem Social (PROS), se reuniu com os pré-candidatos a vereador do partido para discutir para discutir estratégias visando a eleição para a prefeitura deste ano em Cuiabá. A reunião contou com a presença da ex-senadora Serys Marly, do Partido Republicano Brasileiro (PRB), que falou da sua intenção de se candidatar à Prefeitura de Cuiabá

PROS Serys MarlyA ex-senadora Serys e pré-candidata fez um relato sobre sua trajetória política e participou de um bate-papo com os pré-candidatos do Partido Republicano abordando temas variados como educação, mobilidade urbana, saúde, geração de empregos e combate às drogas.  

"Esta foi a quarta reunião com os nossos pré-candidatos. Além de ouvirmos a pré-candidata a prefeita pelo PRB a ex-senadora Serys, definimos as datas das próximas reuniões até chegar o período das convenções partidárias, que ocorrerão entre os dias 20 de julho a 5 de agosto. Foi uma satisfação ouvir a ex-senadora Serys, mulher aguerrida que tem todas as condições de ser uma excelente opção para governar a cidade de Cuiabá. Vamos ouvir todos os pré-candidatos a prefeito de Cuiabá que procurar a nossa legenda. O próximo, com quem vamos nos reunir, será o ex-juiz Julier Sebastião, do PDT", informou o presidente estadual do PROS, vereador Dilemário Alencar.

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Nas reuniões do PROS, os pré-candidatos da legenda, estão recebendo dicas de como potencializar suas candidaturas para uma campanha bem sucedida, através de uma plataforma intitulada "Mapa da Vitória", que foi disponibilizada pela direção nacional do partido a todos os seus filiados. Também serão oferecidos cursos de oratória e palestras com advogados e contadores com experiência no ramo eleitoral, bem como conhecimento sobre a Lei Orgânica do Município e do Regimento Interno da Câmara de Vereadores.

"Queremos qualificar nossos pré-candidatos. Eles devem saber que o principal papel de um vereador é o de fiscalizar os atos do poder executivo, intermediar as demandas das comunidades e promover boas leis que visem buscar a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. O PROS tem um chapa de 46 pré-candidatos, sendo 35 homens e 11 mulheres que representam vários segmentos da nossa sociedade. Com certeza, vamos eleger vereadores e vereadoras comprometidos com a promoção da boa política", pontuou o vereador Dilemário.

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Política

PL impõe disciplina rigorosa em MT e ameaça expulsar filiados aliados a Pivetta

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O Partido Liberal (PL) de Mato Grosso deflagrou uma ofensiva política interna para conter o avanço de dissidências em suas bases municipais e reorganizar seu alinhamento partidário. Sob o comando do presidente estadual da legenda, Ananias Martins de Souza Filho, a agremiação formalizou uma postura inflexível contra qualquer apoio externo ao projeto da sigla. O posicionamento oficial busca neutralizar a dispersão de forças em um momento decisivo para a consolidação de diretrizes regionais e reforçar a liderança sobre as executivas locais.

O estopim para o acirramento das tensões ocorreu após declarações públicas de apoio à pré-candidatura do atual governador Otaviano Pivetta, filiado ao Republicanos, ao Governo do Estado nas eleições de 2026. A adesão explícita de chefes do Executivo Municipal a um projeto majoritário concorrente foi interpretada pela cúpula do Partido Liberal (PL) como uma violação direta dos compromissos partidários. O alinhamento com a candidatura adversária gerou apreensão imediata quanto à perda de capital político em importantes colégios eleitorais de Mato Grosso.

A reação assertiva manifestou-se por meio de Ananias Martins de Souza Filho, que assumiu a linha de frente do discurso punitivo para coibir a onda de insubordinação. O dirigente estadual ressaltou ter obtido garantias diretas da liderança nacional para punir os desvios de conduta com rigor e celeridade extrema. Em declaração contundente direcionada aos correligionários, Ananias Filho advertiu que os membros que não mantiverem fidelidade às deliberações oficiais da sigla serão prontamente expulsos dos quadros da agremiação.

O epicentro geopolítico do conflito reside em Mato Grosso, onde a disputa pelo controle de bases eleitorais consolidadas mobiliza prefeitos e vereadores de múltiplos municípios estratégicos. A polarização atingiu maior relevância política na região metropolitana de Cuiabá e em polos produtivos do interior, locais onde a influência dos mandatários locais possui elevado peso eleitoral.

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O descontentamento com os rumos estaduais tornou pública uma intrincada rede de alianças pragmáticas que contrariam expressamente a cartilha da direção liberal.

A controvérsia ganhou dimensão pública nas últimas semanas de 2026, momento crucial para as definições de pré-candidaturas e para a formalização das coligações partidárias no Estado. O avanço do calendário eleitoral acelerou as articulações regionais, levando governantes a anteciparem suas posições no cenário político local. O encavamento de prazos decisivos pressionou a Executiva Partidária a intervir prontamente para impedir que as dissidências municipais se consolidassem como um movimento irreversível de debandada.

A principal motivação para a medida disciplinar drástica é o enfraquecimento contínuo do projeto eleitoral próprio do PL frente à atratividade do nome do governador Otaviano Pivetta. O temor da cúpula partidária centra-se na perda de protagonismo nas urnas, além do enfraquecimento da coesão ideológica e da disciplina partidária.

Ao estabelecer sanções severas, a liderança visa sinalizar a todo o eleitorado e à classe política que a legendariedade e o alinhamento com as diretrizes centrais prevalecerão sobre negociações individuais.

A operação disciplinar está sendo operacionalizada por meio da abertura de processos administrativos internos, orientados pela liderança estadual para cassar a filiação dos envolvidos. Ananias Martins instruiu abertamente a veiculação de gravações de áudio e vídeo em grupos digitais e redes sociais como instrumento explícito de intimidação e contenção política. A estratégia busca dissuadir novas rebeliões no meio político ao expor a instabilidade jurídica e a eventual perda de legenda para os gestores insubordinados.

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A crise ganhou musculatura com a adesão pública da Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, juntamente com gestores de relevância econômica no Estado. Somaram-se ao grupo de apoio a Pivetta os Prefeitos de Cuiabá, Abílio Brunini, de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, de Primavera do Leste, Sérgio Machnic, e de Campo Novo do Parecis, Edilson Antonio Piaia. A aliança desses expressivos líderes municipais com o Republicanos escancarou a profundidade do racha interno e intensificou os confrontos dentro do partido.

A retórica de Ananias Martins fundamenta-se na autorização concedida pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que chancelou a expulsão sumária de integrantes rotulados como “traidores”. A diretiva prevê a remoção imediata de prefeitos ou vereadores que continuarem atuando em dissonância com o projeto estatutário, sem espaço para conciliações. O respaldo do comando nacional confere respaldo jurídico e político para o expurgo dos dissidentes, independentemente do porte populacional ou econômico do município afetado.

A repercussão das medidas repressivas sinaliza um cenário de profunda incerteza quanto à recomposição das forças políticas de Mato Grosso até o pleito. A tentativa da executiva de restaurar a ordem partidária sob forte pressão digital pode acelerar o despartidamento de lideranças regionais de grande apelo popular.

O desfecho dessas sanções disciplinares definirá o grau de unidade do Partido Liberal (PL) para a disputa governamental e reconfigurará o arcabouço de alianças na corrida rumo ao Palácio Paiaguás.

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